Feira do Empreendedor - Goiânia

Feira do Empreendedor 2009
Estudo revela oportunidades de negócios em Goiás 
Sebrae publica Referencial de Negócios em Goiás, estudo que mostra 95 atividades empresariais com crescente demanda por parte da população goiana 
 

Nas décadas de 80 e 90, estimava-se que metade das micro e pequenas empresas encerrava suas atividades sem completar sequer o primeiro ano de vida. O acesso à informação, o maior preparo dos empreendedores e a realização de estudos mais precisos contribuíram para reduzir este índice, chegando ao final de 2005 a uma taxa de 21,3% (1) de fechamentos nos dois primeiros anos de atividade.

 

Fatores como criatividade, persistência, acesso a novas tecnologias, conhecimento do mercado e a utilização de estratégias de vendas, aliados ao aproveitamento das oportunidades de negócios são citados como determinantes pelos empreendedores que alcançam a longevidade empresarial.

 

Atuando em sintonia com esses ensinamentos, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em Goiás) acaba de publicar, como uma das principais atrações da Feira do Empreendedor 2009 (10 a 13 de setembro, no Centro de Convenções de Goiânia), o Referencial de Negócios em Goiás.

 

A publicação, encomendada à Aroeira Consultoria & Assessoria, apresenta potencialidades de investimentos no Estado e contempla a análise de tendências econômicas e demográficas, determinantes de consumo, a oferta de serviços oferecidos pelos estabelecimentos locais e o potencial de demanda nas regiões atendidas pelo Sebrae em Goiás (Centro, Norte, Nordeste, Oeste, Noroeste, Sudoeste, Sudeste, Sul, Entorno do Distrito Federal e Região Metropolitana de Goiânia).

 

O estudo resultou na análise de 95 atividades empresariais, que foram classificadas como sendo de alto, médio e baixo potencial. Deste total, destacam-se 32 oportunidades, que são apresentadas por meio de fichas técnicas. Estas fichas contêm a caracterização (setor e ramo de atividade, tipo de negócio), o negócio (tamanho e descrição), o mercado (concorrência, perfil do cliente, indicadores de potencial), determinantes da localização (público-alvo, locais disponíveis, estacionamento), estrutura física (tamanho, layout, móveis e equipamentos), investimentos (móveis, equipamentos, abertura e capital de giro), quadro de pessoal (quantidades e funções), fornecedores, funcionamento (canais de comercialização, marketing), aspectos legais (adesão ao SuperSimples), estrutura de despesas mensais (pessoal, despesas fixas, estoques, tributos), fluxo de caixa (estimativa de investimento, receitas, despesas, lucros, depreciações), constituição da firma e conclusões, com recomendações específicas ao setor de atividade.

 

O superintendente do Sebrae goiano, João Bosco Umbelino, acredita que o referencial poderá indicar caminhos para os empreendedores que desejam investir no Estado, pois o documento mostra as tendências de negócios, baseadas nas necessidades e demandas mapeadas por meio de estudos e pesquisas. “As informações são essenciais, pois possibilitam uma escolha mais segura do segmento e local em que se vai investir. O papel do Sebrae é mostrar as oportunidades existentes e preparar os empresários para que eles tenham condições de abrir e gerenciar seu próprio negócio”, explica.

 

O levantamento ocorreu entre os dias 9 de fevereiro e 11 de março deste ano. Neste período, pesquisadores percorreram 8.852km do Estado, coletando 4.831 entrevistas. A metodologia levou em consideração a aplicação de questionários em domicílios e empresas, identificando o índice de consumo, grau de satisfação e potencialidade de consumo futuro dos produtos e serviços.

 

Característica empreendedora

De acordo com a pesquisa o Estado de Goiás apresenta várias características do mundo moderno, como o crescimento demográfico (8,36% no Brasil, 40,5% em Goiás, 102,1% no Entorno do DF – 1991/2000), a concentração populacional e a taxa de urbanização das cidades, fenômenos que influenciam na diminuição do tamanho das famílias, no aumento de domicílios unipessoais, no envelhecimento da população e na elevação das necessidades básicas por alimentação, saúde, vestuário e lazer.

 

Outros aspectos identificados pelo estudo que impactam na atividade empresarial são a elevação da renda familiar (passou de 21,4% em 1991 para 32% em 2000 a quantidade de famílias que ganham de 1 a 5 salários mínimos), e preocupações cotidianas com a saúde, meio ambiente, aquecimento global, busca espiritual e segurança.

 

Mas também devem ser levados em consideração a busca por informação e acesso a tecnologias, o aumento dos animais de estimação, a queda da qualidade do ensino formal, o aumento da frota de veículos (enquanto a população cresceu 15,1%, o número de automóveis aumentou 81,9% e o de motos saltou 213,2% – 2000/2008), a inserção da mulher no mercado de trabalho e o aumento da quantidade de empresas em atividade (de 152.169 em 2000 para 217.883 em 2007)

 

Tendências de consumo

 

O estudo também identificou as tendências de consumo em Goiás. Elas indicam que os empreendimentos devam atender aos desejos dos consumidores de acordo com seu estilo de vida, agregando valores práticos e atendendo necessidades específicas.

 

A percepção de que a empresa está em sintonia com a sustentabilidade e também está ajudando o cliente a ‘economizar dinheiro’ são essenciais, pois a crise econômica desencadeada em 2009 fez os consumidores buscarem modelos de consumo diferentes e mais baratos, com inovação e criatividade. Outra questão é a presença das empresas em instrumentos de busca, como listas telefônicas, e meios virtuais, como Google, Googlemaps, por exemplo.

 

Entre os fatores determinantes das decisões de compra estão, para as empresas, a qualidade (68,2%), preço (9,5%), procedência (6,5%), garantia (6,2%), marca (5,1%), comodidade 2,5% e outros (1,6%). Para as famílias, destacam-se a qualidade (57,2%), preço (18,4%), garantia (12,2%), marca (5,4%), procedência (3,8%), comodidade (1,0%) e outros (1,8%).

 

O gerente de Estratégias do Sebrae em Goiás, Eduardo Alcântara, observa que o objetivo principal da pesquisa foi o de listar negócios com crescente demanda por parte da população, o que não significa que esses empreendimentos sejam os mais rentáveis, ou os que estejam oferecendo maior retorno do investimento realizado. “Também deve ficar claro que o sucesso de todo e qualquer empresa depende de um bom plano de negócios, uma boa gestão, da qualidade dos profissionais envolvidos no projeto, da qualidade dos produtos e serviços disponibilizados e da dedicação do empreendedor”, conclui.

 

O estudo completo pode ser conferido acessando o link abaixo:
Referencial de Negócios em Goiás

(1) Fatores Condicionantes e Taxas de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas no Brasil (2003-2005)

 

Serviço:
Referencial de Negócios em Goiás
Unidade de Estratégias: (62) 3250-2449
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268