GARANTIAS

Conheça opções de garantia de crédito para pequenos negócios

Para suprir a falta de garantias em operações de crédito, os pequenos negócios contam com o Fundo de Aval Sebrae e as Sociedades de Garantia de Crédito.

Problemas e soluções
  • O Fampe

O empresário de pequeno negócio já deve ter se deparado com a dificuldade em oferecer as garantias exigidas pelos bancos ou cooperativas de crédito ao tentar realizar uma operação financeira de crédito 

Entre os principais problemas e obstáculos observados na concessão de crédito para os pequenos negócios, pode-se destacar: 

  • desconhecimento por parte dos empresários das melhores linhas disponíveis;
  • diferenças entre a realidade da empresa e o que está demonstrado nos documentos contábeis (informalidade);
  • falta de linhas de crédito adequadas à realidade dos pequenos empreendimentos;
  • exigências de garantias sólidas pelas instituições financeiras;
  • falta de garantias (reais ou de avalistas) por parte dos empresários de pequenos negócios.

Nestes dois últimos grupos estão os maiores motivos de recusa do crédito e de frustração por parte dos empresários, segundo pesquisas realizadas pelo próprio Sebrae e pela Federação Brasileira dos Bancos - Febraban.

Sistema complementar de garantias

Para auxiliar os pequenos negócios neste aspecto, o Sebrae possui duas alternativas: o Fundo de aval para micro e pequenas empresas (Fampe) e as Sociedades de Garantia de Crédito. Esses mecanismos servem tanto para facilitar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis para os pequenos negócios como para diminuir o risco que as instituições financeiras atribuem ao analisar uma operação de crédito para o segmento.

O Fampe
  • Problemas e soluções
  • Sociedades Garantidoras

O Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) foi o primeiro fundo de aval voltado para os pequenos empreendimentos no país. Instituído em julho de 1995 pelo Sebrae, surgiu com a finalidade de viabilizar a concessão de garantias complementares nos créditos solicitados pelos pequenos negócios junto às instituições financeiras credenciadas.

O FAMPE possui a característica de complementar as garantias oferecidas pelas empresas, em operações contratadas com micro e pequenas empresas de acordo com os limites de faturamento definidos pela Lei Complementar 123/2006 e suas alterações.

O limite por operação é de R$ 150 mil no caso de projetos de investimento e de R$ 300mil para exportações e projetos de desenvolvimento tecnológico. Repare que, quando você oferecer à instituição financeira 80% de garantia de uma sólida, ficará muito mais fácil negociar os restantes 20%.

  • Dicas antes de contratar 

A instituição financeira que analisa uma operação de crédito, geralmente, exige garantias complementares para a liberação do crédito. Assim, quando uma empresa contrata um operação de crédito, ela contrata também a garantia complementar de um fundo de aval.

Quando o interessado estiver negociando as condições da operação de crédito com o gerente da instituição financeira, ele deve perguntar se existe convênio com algum fundo de aval e se a operação poderia ser parcialmente garantida por esse fundo. Algumas instituições financeiras operam mais de um fundo de aval. Neste caso é recomendável verificar com o gerente qual é a melhor alternativa para a operação de crédito em análise.

É importante saber que a empresa que necessita do crédito não tem contato ou faz negociações com o gestor do fundo. Quem faz essa etapa é a própria instituição financeira que concederá o crédito.

O Fampe está conveniado com as principais instituições financeiras do país, que estão aptas a vincular a garantia em suas operações de crédito. Saiba mais sobre o Fampe, condições e limites e as instituições conveniadas

Sociedades Garantidoras
  • O Fampe

As Sociedades de Garantias de Crédito (SGC) são sociedades de caráter privado, cuja atividade-fim é de complementar às garantias exigidas (aval ou fiança) aos seus associados nas operações de crédito junto ao sistema financeiro.

A função da sociedade não é conceder financiamentos. Ela não empresta o dinheiro, mas aproxima as empresas associadas dos agentes financeiros por meio de complemento de garantias pessoais e da preparação da documentação necessária à obtenção do empréstimo.

Como são constituídas?

No Brasil, as SGC são constituídas sob a forma de associação. São formadas essencialmente por empresas, geralmente com o apoio de entidades representativas de classe, poder público e outros apoiadores.

Seu objetivo é a promoção da competitividade e desenvolvimento empresarial, por meio do acesso ao crédito e assessoria financeira para as empresas associadas.

Essas sociedades geralmente possuem a maioria de associados composta por micro e pequenas empresas e, se houver previsão estatutária, podem operar também com outros públicos-alvo tais como médias empresas, produtores rurais e empreendedores individuais.

Como funciona uma SGC?

Para se associar a uma SGC, geralmente paga-se uma pequena taxa de afiliação. Após o processo de associação, a empresa poderá pleitear os produtos e serviços da SGC, quais sejam: garantias e consultoria para acesso ao crédito.

É importante esclarecer que o simples fato de associar-se a uma SGC não dará automaticamente ao associado o direito de ser beneficiado de uma garantia, mas é condição para que a proposta seja analisada.

O que determina se a carta de garantia vai ser concedida ou não é o resultado da análise de crédito e a decisão do comitê de crédito.

Para isso, a SGC visita a empresa associada, faz entrevistas, colhe informações cadastrais e solicita documentos. Ela faz um trabalho bastante parecido ao que a instituição financeira faz para analisar uma operação.

Após a análise, a SGC decide se concede ou não a garantia para a empresa. Caso seja aprovada, a SGC entra em contato com a instituição financeira para formalizar a garantia na operação de crédito que a empresa está recebendo. É a “carta de garantia”.

Quanto custa

Cada fundo de aval e cada SGC possui seus próprios regulamentos e condições para acesso à garantia, assim como seus respectivos preços.

Geralmente, é cobrada uma taxa de prestação de garantia denominada TCG – Taxa de Concessão de Garantia, para que o fundo ou a SGC possa cobrir seus custos e manter-se ativo.

As operações de crédito (capital de giro, empréstimos e financiamentos) garantidas por um fundo de aval ou uma SGC têm taxas de juros mais baixas do que a mesma operação sem garantias.

Em muitos casos, o que a empresa economiza em juros compensa a taxa de garantia cobrada pela SGC. 

O que acontece se a empresa não pagar a operação?

Neste caso, é importante esclarecer que tanto a instituição financeira quanto a SGC adotarão procedimentos de cobrança, tais como telefonemas, visitas, cartas, negativação no SPC/Serasa, protesto dos títulos e, se necessário, entrarão com uma Ação de Execução na Justiça.

Por isso, a SGC, na prática, concede garantias para as empresas saudáveis, que possuem bons cadastros e boa reputação para o crédito, mas que apenas têm alguma dificuldade em oferecer as garantias exigidas.

Se necessário, procure a orientação de um especialista nos nossos Canais de Atendimento.

 

Nos ajude a melhorar este conteúdo! Avalie abaixo se o conteúdo foi útil ou não para você. Se não foi útil, nos diga o que ficou faltando para poder melhorá-lo!

O conteúdo foi útil para você?

  • Sim
  • Não

Enviado com sucesso! Agradecemos sua ajuda.


Compartilhe: