COMÉRCIO ELETRÔNICO

O que você precisa saber sobre comércio eletrônico

Se você ainda não pensou em vender seus produtos pela internet, esse pode ser o momento de se planejar para fazer isso.

Há dez anos comprar produtos pela internet era uma atividade pouco comum no Brasil, mas desde 2007 os números se tornaram mais expressivos e a tendência é de crescimento.

Assim como no comércio tradicional, é importante conhecer bem o mercado em que se vai atuar.

Número de consumidores

Nos últimos 10 anos, o número de consumidores do e-commerce passou de um milhão em 2001 para mais de 40 milhões em 2012, sendo que temos hoje mais de 80 milhões de internautas. E a tendência é crescer. A inclusão digital das classes C, D e E também tem incrementado as vendas nos últimos anos. Dos novos compradores, 61% representavam da classe C. Todos esses fatores tornaram o país o 3º no ranking onde mais se faz compras pela internet.

Mais consumidores com novo perfil social

As facilidades de acesso a cartões de crédito, a popularização da internet, o aumento na venda de computadores e notebooks são alguns aspectos que têm atraído as classes C e D a ir às compras on-line.

Do total de consumidores virtuais, que em 2011 superou os 27 milhões, 47% se encaixam nesse perfil. O desafio para as empresas do setor é ganhar a confiança dos clientes da classe C, que têm menos experiência na rede. É fundamental provar que as compras são seguras.

Dúvidas como a credibilidade da loja, o recebimento do produto no dia prometido e procedimento de compra são fatores que fazem a diferença para a conquista de novos consumidores.

Brasil lidera comércio eletrônico na América Latina

No ranking de comércio eletrônico dos países latinos, o Brasil é o país que lidera a participação de compras no e-commerce com 59,1%, seguido pelo México (14,2%), Caribe (6,4%), Argentina (6,2%), Chile (3,5%), Venezuela (3,3%), América Central (2,4%), Colômbia (2%) e Peru (1,4%). As vendas online representam 1% do PIB brasileiro.

A expectativa é de que até 2015 a internet móvel gere uma maior atividade de compra, uma vez que a penetração de smartphones deva chegar a 50%.

Por que cresceu?

A maior segurança e confiança no momento da compra, as plataformas de negociação derivadas de novos canais como o social commerce (comércio proveniente de plataformas sociais), reformas governamentais que contribuíram para o incentivo ao e-commerce, aumento do nível de bancarização, além de um maior uso dos meios de pagamentos eletrônicos, como os cartões de crédito, estão entre os fatores que contribuíram para o crescimento do e-commerce no Brasil.

Empresas brasileiras no e-commerce

Os produtos mais vendidos pelas empresas brasileiras no e-commerce são:

  • Eletrodomésticos em primeiro (13%),
  • Saúde, beleza e medicamentos em segundo (13%),
  • Moda e Acessórios (11%),
  • Livros, assinaturas de revistas e jornais (10%) e
  • Informática” (9%).

O destaque vai para a categoria de “Moda e Acessórios”, que vem ganhando espaço rapidamente nos últimos dois anos. Isso se deve ao maior conforto em se comprar artigos de vestuários na internet, além das próprias empresas do segmento que estão investindo em tecnologias e melhorias na padronização dos produtos.

Diversas micro e pequenas empresas brasileiras também já estão exportando por meio de sites de e-commerce. Os produtos exportados no Brasil são:

  • Eco-jóias, confeccionadas com sementes da Amazônia;
  • Guitarras exóticas produzidas em Erechim (RS) com madeiras nobres brasileiras;
  • Roupas para cães produzidas em Iguape, localidade do litoral paulista;
  • Biquínis provenientes da cidade fluminense de Nova Friburgo;
  • Peças de artesanato de várias localidades do Brasil.

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