ESTUDO DE MERCADO

Cenário para cadeia de óleo e gás é bastante otimista

Veja o resumo do segmento no Brasil, além dos eventos ligados a esse ramo e links que podem ser bastante úteis.

Cenário

RESUMO CENÁRIO ÓLEO & GÁS BRASIL
- AGOSTO/2019 -

Podemos afirmar que as expectativas de retomada na cadeia de valor de óleo e gás Upstream (exploração e produção), Midstream (refino e tratamento) e Downstream (logística, transporte e distribuição) estão bastante otimistas.

Upstream

A ANP estima que os investimentos em atividades de E&P no Brasil chegarão a R$ 70 bilhões em 2020, cerca de 40% a mais que o previsto para este ano. A maior parte dos recursos será direcionada à perfuração de poços (R$ 22,59 bilhões). Outras áreas em destaque são as de sistemas de coleta da produção (R$ 17,52 bilhões) e completação de poços (R$ 16,21 bilhões).  . 

Isto sem considerar os novos investimentos em poços terrestres com o início do desinvestimento, através do projeto Topázio, com a transferência da titularidade das operações da Petrobras para empresas privadas, como já ocorrida em dois polos de produção, no Rio Grande do Norte, a oferta permanente com áreas a serem ofertadas que compreendem mais de 600 blocos exploratórios, em várias bacias sedimentares, que já foram ofertados em leilões anteriores ou foram devolvidos por operadoras, além de uma dezena de campos maduros, também devolvidos pela Petrobras e por último o REATE – Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres, cuja expectativa é quadruplicar a produção atual em 5 anos no Brasil.

Os sucessivos recordes de produção de petróleo e gás natural pela Petrobras indicam uma tendência do crescimento esperado para a companhia nos próximos anos, segundo avaliação de especialistas. A empresa comunicou ao mercado que obteve, na média do mês de agosto, 3 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia. O volume é 21% superior ao contabilizado em igual mês de 2018 e 10% maior que o observado em julho deste ano. Apesar do aumento previsto pela Petrobras para os próximos anos, da ordem de 5% ao ano, em média, até 2023, a companhia deve reduzir a sua participação na produção de petróleo no país. Simultaneamente, outros produtores ganharão espaço como resultado dos últimos leilões de áreas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Não podemos esquecer de citar a maior descoberta, desde o pré-sal em 2006, que a Petrobras fez em Sergipe com potencial de produção de mais de 300 mil barris/dia de petróleo e extração de até 20 milhões de m³/dia de gás natural, já a partir de 2023. Na mesma região a ExxonMobil já licenciou 11 poços exploratórios e deve iniciar a campanha ainda em 2019.

Midstream

A Petrobras vai realizar uma nova rodada de venda de ativos. Em reunião, o conselho de administração da companhia decidiu reduzir a fatia da estatal na BR Distribuidora - atualmente em 71% - e vender oito refinarias das suas 13 refinarias. O processo de venda deve ser concluído até 2022.

As decisões anunciadas de desinvestimentos integram o Plano de Negócios e Gestão 2020-2024 da Petrobras. O documento deve ser aprovado e divulgado no quarto trimestre de 2019.

Por outro lado, a falta de novas refinarias pode ameaçar o abastecimento a partir de 2025. Já existem estudos apontando a viabilidade para a implantação de refinarias de pequeno porte no país, isto é, unidades com capacidade de processamento entre 5 mil b/d e 25mil b/d. Estes investimentos podem chegar a mais de R$ 1,5 bilhões.

Outro aspecto a ser considerado é a retomada do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco, e a viabilidade da Refinaria Premium I no Maranhão através de investidores externos.

Em se tratando de gás natural, já estamos vendo investimentos em Unidades de Tratamento de Gás Natural no setor privado.

Downstream

O processo de desinvestimento da Petrobras com a venda da NTS (Nova Transportadora do Sudeste), malha de Gasoduto do sudeste, da Tag (Transportadora Associada de Gás), malha de gasoduto do nordeste, e a saída da Petrobras do GASBOL (Gasoduto Brasil – Bolívia), confirma o esforço de se desenhar um Novo Mercado de Gás estimulando  a competitividade do setor com o desenvolvimento do mercado concorrencial e promoção da independência comercial e operacional das atividades de exploração,  produção, tratamento e transporte de gás no Brasil. Podemos dizer que o mercado de gás é a bola da vez no Brasil. Atualmente temos 12.000 km de dutos no Brasil, enquanto a Argentina que tem menos de 1/3 de nosso território tem 27.000 km e os EUA possui quase 500.000 km. Só de novos investimentos estão estimados R$ 34 bilhões entre gasodutos e terminais de GNL (Gás Natural Liquefeito). Isto sem considerar investimentos em estocagem de gás com investimentos de R$ 950 milhões no Brasil nos próximos cinco anos, monetização de pequenos campos de gás para energia, matéria prima petroquímica e pequenas unidades de GNL.

DESTAQUES:

  • Estimativa do preço do barril de petróleo oscila na média de US$ 65/barril, e o mercado já prevê uma média de US$ 70/barril nos próximos 2 anos.
  • Com a participação da iniciativa privada, o preço do gás para o consumidor pode cair até 40%.
  • Programação de rodadas de licitação da ANP em 2019 e até 2021 garantem planejamento de médio prazo para prestação de serviços, bens e materiais.
  • Petrobras prevê investir US$ 35 bilhões em 13 plataformas no pré-sal até 2022 e estimativa de 22 novas plataformas até 2026.
  • Shell prevê investir até US$ 14 bilhões no Brasil em águas profundas.
  • Investimentos nos campos de Lula e Búzios chegarão a US$ 15,9 bilhões.
  • Programado para 28 de outubro próximo, a Rodada de Licitações de Partilha de Produção do Excedente da cessão onerosa promete bônus de assinatura total fixo de U$ 27,5 bilhões.
  • Após leilões, bases de apoio offshore projetam reaquecimento da demanda por serviços e novos contrato.
  • Descomissionamento de plataformas fixas de águas rasas no litoral do Brasil prevê demanda de U$ 3,8 bilhões nos próximos 5 anos.
  • Novos contratos de manutenção offshore na UO BS (Unidade Operacional da Bacia de Santos) da Petrobras.
  • Operadoras privadas e afretadoras parte de contratos de manutenção para prestadores de serviços nacionais.

O PetroSebrae também vai divulgar as demandas de bens e serviços, em CAPEX e OPEX, existentes na cadeia de valor de óleo e gás para que você possa identificar as oportunidades de negócios que podem ser do interesse de prospecção comercial de sua empresa.

Aguarde!

Eventos

Entidades

ABESPETRO - Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo

(21) 2532-5704

Av. Rio Branco, 89, Sala 901 Centro - Rio de Janeiro CEP: 20040-004

https://abespetro.org.br/ 

 

ABPIP - Associação Brasileira dos Produtores Independentes

(21) 2240-0350

Av. Almirante Barroso 63 sala 1506 - CEP: 20031-003 – Rio de Janeiro/RJ

http://www.abpip.com.br/ 

ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

0800 970 0267

Av. Rio Branco, 65 / 22º andar - 20090-004 - Rio de Janeiro - RJ

http://www.anp.gov.br/ 

IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

(21) 2112.9000

Avenida Almirante Barroso, 52 – 26º andar - Centro, Rio de Janeiro - RJ, Brasil - CEP: 20031-918

https://www.ibp.org.br/ 

 

ONIP - Organização Nacional da Indústria do Petróleo

(21) 2563-5881

Av. Graça Aranha, 01, 8º andar – Centro - Rio de Janeiro, RJ - CEP: 20.300-002

https://www.onip.org.br/

 

SPG - Secretaria de Petróleo, Gás e Biocombustível do Ministério de Minas e Energia

(61)2032-5555

Esplanada dos Ministérios - Bloco U - Brasília/DF - CEP: 70.065-900

http://www.mme.gov.br/web/guest/secretarias/petroleo-gas-natural-e-combustiveis-renovaveis/institucional/a-spg 

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