GESTÃO PÚBLICA

O Recado das Urnas

"Chegou o momento da classe política entender o recado das urnas de 2018 e entrar em sintonia com as ruas."

Estamos iniciando, em 2019, um novo período administrativo. Novo Presidente da República e Governadores. Outra legislatura com novo Congresso Nacional e Assembleias Legislativas.

A expectativa é grande e percebe-se claramente muita esperança da população de que as mudanças serão positivas. Acabamos de sair de longa fase de recessão, inflação e juros altos, desacertos na política econômica cujo conjunto da obra deixou 13 milhões de desempregados e afetou severamente a qualidade dos serviços públicos essenciais trazendo transtornos para vida de todos, Brasil afora.

Parece haver uma consciência de que é imperativo profundos ajustes nas máquinas públicas federal e dos Estados tornando-as mais leves, econômicas e eficientes. Há que ser tomadas, já, providências administrativas para que as despesas previstas nos orçamentos da União e das unidades federadas caibam nas suas respectivas receitas. Como temos repetido não se agride a aritmética gastando mais do que a arrecadação. Além de não ser salutar não é possível tecnicamente tanto para o Governo Federal quanto para Estados e municípios e nem mesmo para uma família, pois provoca desequilíbrio financeiro com as nefastas consequências que recaem sobre o povo que acaba pagando a conta da irresponsabilidade.

Redução do número de órgãos públicos desnecessários, que servem exclusivamente para atender conveniências políticas e aumentam as despesas públicas retirando dinheiro da saúde, educação, segurança e de investimentos em infraestrutura é uma medida que precisa ser efetivada.

Racionalizar os gastos para fazer mais com menos recursos para beneficiar um maior número de pessoas e de modo mais eficiente é um objetivo primordial. Todos sabem disto. Precisa agir e logo para que as expectativas positivas não se dissipem e a nação se decepcione mais uma vez.

O sistema de previdência tem que passar por uma reforma sob pena de, em pouco tempo, não ter como honrar o pagamento das aposentadorias e pensões. Não é questão de querer fazer e sim de ter que fazer para evitar o pior.

Uma reforma que urge e já passou da época de ser feita, mas vem sendo protelada é a político-partidária. Com as regras atuais que permitem as legendas de aluguel, essa infinidade de Partidos que nada representam, não teremos um sistema político moralizado e representativo. Isso que aí está é um incentivo à barganha que compromete a gestão. Os “indicados” pelas conveniências não têm afinidades com as funções que vão exercer na máquina pública, tornando-a ineficaz.

O atual sistema encareceu demasiadamente as eleições e a tornaram desigual e injusta entre os candidatos. A criação do Fundo Eleitoral comete o desatino de tirar recursos de setores essenciais para financiar pleitos eleitorais e estimula a compra de votos generalizada, crime eleitoral que precisa ser combatido com veemência. O que não é feito.

Chegou o momento da classe política entender o recado das urnas de 2018 e entrar em sintonia com as ruas. Presidente, Governadores, Congressistas e deputados estaduais tem que assumir, cada qual no seu espaço, a condução destas mudanças que o Brasil precisa e almeja e que poderão levar o País a retomar o caminho da seriedade  e do desenvolvimento. O recado foi dado!

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