CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Inteligência Artificial não é o futuro

É isso mesmo que você está pensando, caro leitor. Inteligência Artificial não é o futuro. É o presente. Por Marcus Pereira.

Inteligência Artificial
  • O presente

Se você nunca se inteirou muito sobre esse tema devo imaginar o que vem à sua cabeça quando o assunto surge em uma discussão. Computadores super inteligentes, escondidos em localizações secretas, produzindo robôs maldosos que querem dizimar a raça humana e dominar o mundo. Me desculpe, mas o cinema está te influenciando demais.

No entendimento básico do termo, IA nada mais é que um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. Ou seja, a capacidade de ser inteligente. E nada disso significa ser do mal e querer exterminar os humanos para dominar o planeta.

Apenas para citar um exemplo, vou relatar uma parte da experiência que ouvi o outro dia na fala do presidente e CEO do Grupo Positivo, Hélio Bruck Rotenberg, no Seminário de Inteligência Artificial promovido pelo Sebrae/PR. Lá no final do post tem um link para o canal do Sebrae Digital no Youtube com todas as palestras do seminário. Vale a pena assistir!

Todo o relato dele foi baseado em um curso em que havia participado semanas antes do evento, na Singularity University nos EUA. Para quem não conhece, esta instituição foi fundada em 2008 por dois visionários e futurólogos — Peter Diamandis e Ray Kurzwell — no Centro de Pesquisas da NASA, na California. Hoje, a missão da instituição é educar, inspirar, e empoderar líderes para aplicar tecnologias exponenciais com foco na solução dos maiores desafios da humanidade. Não é invenção minha, tá lá no site da SU.

Pois bem, a experiência imersiva da Singularity University já começa na chegada ao hotel. Ao pedir uma água no quarto, a surpresa: quem trazia a entrega até a porta não era uma camareira, mas sim um robô com pouco mais de 1 metro de altura. A própria Amazon já estuda desde o ano passado a entrega de produtos usando veículos autônomos.

O presente
  • Inteligência Artificial
  • O futuro

É verdade, a presença deste tipo de tecnologia como a que o Hélio experienciou no hotel na California em nossa vida cotidiana ainda não é real. Mas posso lhe dizer: é só questão de tempo. Entretanto, em dezenas de outras áreas é possível enxergar a Inteligência Artificial auxiliando a nossa vida.

Já é possível ver a IA imersa em várias áreas. Na interpretação da fala, de textos, na semântica da linguagem, na resolução de problemas complexos e no assessoramento dos seres humanos com informação.

Dispositivos como o Amazon Alexa ou Google Home já possibilitam até mesmo a interpretação da sintaxe da língua portuguesa, algo impensado até pouco tempo atrás. Basta falar, e os dispositivos entendem o que você necessita e entregam a resposta mais adequada.

O Waze é outro ótimo exemplo de IA que ajuda na mobilidade. Usando a movimentação dos usuários conectados e suas interações com o trânsito ele permite que o aplicativo indique qual o trajeto mais rápido. Uma evolução para solucionar um dos maiores problemas das grandes cidades. Isso sem falar nos carros conectados, como o Tesla 2017, totalmente independentes do ser humano. É apenas uma questão de legislação para que os veículos autônomos cheguem às ruas.

Siri, da Apple, Cortana, da Microsoft, Watson, da IBM, todos com montanhas de dados processados e que permitem que a comunicação entre homem e máquina aconteça de uma forma muito mais natural. Inclusive, nos EUA 90% dos profissionais de enfermagem usam o Watson para execução de procedimentos complexos. Ou seja, preferem se basear no que o Watson diz que deve ser feito do que na sua própria capacidade de raciocínio e solução de problemas.



O futuro
  • O presente
  • Como se preparar?

Com todo esse conhecimento e essa informação reunidos em um contexto de desenvolvimento ágil, podemos prever um futuro bastante promissor se pensarmos na evolução da Inteligência Artificial.

Em 5 anos imagina-se que praticamente todos os equipamentos poderão ter uma interface de IA. Crianças que têm até 5 anos hoje em dia não vão mais precisar aprender a dirigir. Em 2030 existe a previsão de que todo o conhecimento do cérebro humano poderá estar inserido e possível de execução por um computador. Em 10 anos poderemos saber qualquer coisa, de qualquer lugar e a qualquer tempo.

Quando falamos sobre IA comentamos muito sobre a máquina pensando sozinha. Mas e se pensarmos na combinação da capacidade de raciocínio humana e o pensamento da máquina? É um crescimento e uma disrupção que até foge à nossa capacidade de imaginar o futuro.

É claro que isso dá medo. Em especial pois as grandes plataformas de IA estão em desenvolvimento por poucas empresas. Ou seja, são organizações como Google, Tesla, Amazon e IBM que podem vir a ter um grande poder sobre toda a humanidade.

Como se preparar?
  • O futuro

Se conscientizando da existência dela. Ou seja, a tecnologia vai evoluir rápido e isso quer dizer que nós não podemos fazer nada em relação a isso. Podemos concordar ou não, achar certo ou errado. Não importa. Ela vai evoluir.

A evolução tecnológica ainda vai modificar muitas coisas no mundo. Cabe a todos nós aceitar esse desenvolvimento e tentar entender ao máximo esse contexto. Com isso poderemos também criar, produzir e empreender novos negócios nesse mundo de oportunidades que se abre. O céu é o limite e somos nós os responsáveis pela criação dessa jornada.

Se você adora conteúdos sobre inovação, tendências e tudo de novo que pode existir no mundo dos negócios,siga o grupo Sebrae Trends no Clube do Empreendedor. Tem um monte de gente legal reunida lá, pensando e produzindo conteúdo sobre este universo. Recomendo!

Abaixo você confere o vídeos da fala do Hélio Bruck Rotenberg no Seminário de Inteligência Artificial do Sebrae. O restante das palestras estão disponíveis no canal do Sebrae Digital no Youtube.

Fonte: https://clubesebrae.com.br/sebrae-trends/inteligencia-artificial-nao-e-o-futuro

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