EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

Universidades rumo à Educação Empreendedora

Cada vez mais, torna-se necessário que as instituições de ensino superior orientem para a realidade de mercado e ultrapassem os limites dos espaços de pesquisa

O trabalho desenvolvido pelo Sebrae na disseminação da cultura empreendedora tem alcançado outros campos de atuação e chegado a um público promissor: o estudante universitário. Ao mesmo tempo, torna-se necessário a aplicação de conteúdo sobre empreendedorismo, para a formação de jovens empreendedores que possam atuar de forma dinâmica e criativa.

Nesta perspectiva, o Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE), criado em 2012, atua na busca de articulações (interna e externa) para o desenvolvimento de produtos e serviços que atendam a esse público exigente e criativo. O diálogo com instituições de representação da comunidade acadêmica, a exemplo do Movimento Empresa Júnior (MEJ), também faz parte das estratégias do programa. 

Portanto, o PNEE atua na construção de um ecossistema empreendedor a partir de iniciativas para o fortalecimento da rede de contatos e parcerias. Para isso, os desafios ainda são diversos, a exemplo da criação de redes de cooperação entre instituições de ensino superior, universitários, professores, empresas juniores, instituições de fomento ao empreendedorismo, empresários/ investidores e aceleradores de startups.

Capacitação dos universitários além da pesquisa e extensão

Uma pesquisa da Endeavor Brasil, sobre o nível de conhecimento dos jovens quanto à criação e gestão de negócios, revela que muitos deles confundem hobby com profissão, pois fazem o produto, porém não sabem lançá-lo no mercado e gerir as áreas necessárias para que o negócio prospere. Nesse sentido, outra proposta do PNEE consiste na capacitação dos universitários para o mundo do empreendedorismo. 

A cada dia, tornam-se urgentes as transformações nos mecanismos de ensino nos espaços educacionais, a exemplo de trazer as universidades e faculdades para realidade de mercado, ultrapassando os limites dos espaços de pesquisa e extensão acadêmica.  É necessário que as IES possam encaminhar os milhares de recém-formados a cada ano ao mercado de trabalho e orientá-los quanto à outras alternativas empreendedoras nesse âmbito. 

É importante, também, que o corpo docente acompanhe essa evolução da educação, tornando as instituições de ensino superior um espaço de transformação, criação e experimentos, através das empresas juniores, disciplinas de empreendedorismo, modelagem de negócios, criação de startups e lançamento de oportunidades para que os jovens possam iniciar suas carreiras profissionais.

Por Rosana Leite
Analista do Sebrae em Sergipe e
gestora do Projeto Educação Empreendedora



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