Antes de colocar a mão na massa e começar a lucrar com seu trabalho, você precisa definir alguns critérios e, assim, aplicar valor às suas peças. Algumas etapas podem ser levadas em conta na hora dessa decisão. Separamos quatro principais dicas para te ajudar com isso.

 Anote o que vai precisar!

 Definir o valor das suas peças já começa no momento da criação. Pense nos materiais que vão ser utilizados. Vou usar um tecido mais complicado? A confecção requer uma máquina de costura especial? Esse trabalho requer reforço de costura? A quantidade de linha será padrão ou personalizada? Quantas etapas são necessárias para concluir o serviço? Quais diferentes máquinas de costura serão necessárias?

 Analise os concorrentes

 Procure saber como seus concorrentes estão cobrando e como o mercado está se comportando. Assim, você pode ter uma ideia do que que fica justo para você e para os seus clientes, a fim de que a concorrência não pareça mais atraente.

Lembre-se: não é o preço do seu concorrente que define o seu preço. Considere também o seu diferencial e nome no mercado, o que vale a pena para a manutenção do seu negócio, por exemplo.

 Tempo é dinheiro!

 Calcule o tempo gasto na produção. Esse cálculo deve ser feito pensando no valor das suas horas de trabalho. Por exemplo, se você pretende faturar R$ 4 mil ao final do mês e trabalhar 8 horas por dia, apenas em dias de semana, o valor médio de horas trabalhadas durante o mês será 190 horas. Divida a sua pretensão de ganhos pelas horas trabalhadas e, assim, saberá quanto vale sua hora de trabalho.

Ex.: R$ 4.000/190= 21,05, que você pode arredondar para R$ 21 por hora trabalhada

Lembre também que imprevistos podem acontecer, então na hora de combinar um valor com os clientes, sempre considere ao menos 10 minutos extras de produção.

Um serviço finalizado antes do combinado faz com que você seja sempre lembrado, por isso, avalie bem o tempo para entrega do que foi pedido e surpreenda o seu cliente!

Monte uma planilha de controle de caixa

Registrando as saídas e entradas de caixa, você passa a ter uma noção mais completa de como seu dinheiro está sendo usado. Não deixe de incluir despesas como aluguel de espaço de trabalho, caso tenha um, contas de água e luz (aquisição de aviamentos, manutenção das máquinas, dentre outro), no caso de você trabalhar de casa, além da contribuição mensal do Microempreendedor Individual.

Com essas dicas, você já pode ter uma ideia de como prosseguir na hora de aplicar valor ao seu produto.

Leia mais sobre controle de caixa e gestão de gastos aqui e confira também a cartilha Sebrae sobre controle de gastos. Que tal também entender um pouco mais sobre fluxo de caixa com um dos nossos conteúdos? Clique aqui para saber mais.

 

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