Segundo dados da Secretaria de Trabalho divulgados no final de 2018, houve um aumento de 547% no número de cuidador de idosos. Essa é, atualmente, a profissão que mais cresce no país. A expectativa do IBGE é que a população idosa dobre até 2050 (de 9,5% para 21,8%) da nossa sociedade.

Mas você sabe o porquê desse crescimento?

O motivo é simples: atender quem necessita de cuidados à medida que envelhece. É justamente o aumento da expectativa de vida do brasileiro que tornou promissor o negócio voltado para a terceira idade.

Com o envelhecimento da população, alguns problemas de saúde acabam surgindo e exigem atenção especial. E é na ajuda da recuperação da autoestima, no acompanhamento diário ou mesmo no auxílio da melhora da capacidade física perdida do idoso que o cuidador torna-se relevante.

Capacitação é fundamental para a valorização da profissão

Mas antes de tudo, é preciso preparo. O cuidador deve saber desempenhar tarefas básicas, como:

  • Administrar medicamentos.
  • Perceber dificuldades que não foram citadas e auxiliar caso necessário.
  • Saber usar aparelhos como o medidor de pressão e termômetro.
  • Prevenir acidentes domésticos.
  • Levar o idoso para compromissos médicos e para passeios.
  • Auxiliar em atividades como tomar banho e alimentar-se.
  • Trocar fraldas e/ou mudar idoso de leito.
  • Ajudar em exercícios, desde que recomendados e ensinados por um profissional de saúde da área responsável (como fonoaudiólogo, fisioterapeuta ou médico).
  • Saber como prestar primeiros socorros quando for necessário.

E sempre ter em mente que, sendo um MEI, você precisa ter atitudes e postura empresarial, além de gerenciar o seu próprio negócio.

A busca pela qualificação deve ser constante, já que o reconhecimento da profissão também depende de cursos técnicos e capacitação do cuidador, os quais, além de proporcionar ao paciente um atendimento diferenciado, de qualidade e responsabilidade, ajudam na valorização da profissão e do próprio profissional.

Uma rotina de desafios

O cuidador precisa saber também que no seu dia a dia vai lidar com inúmeros obstáculos, já que, além de cuidar do bem-estar físico do idoso, o emocional também precisa de atenção.  Paciência, sensibilidade, responsabilidade e respeito são necessários para não perder o controle emocional em determinadas situações.

Além disso, saber a história da pessoa cuidada, conhecer o cotidiano, estabelecer um bom relacionamento e, principalmente, ter empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro, é fundamental nesse trabalho.

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