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Thu Jan 07 18:03:25 BRST 2016
Mercado e Vendas | PRODUTO
O cultivo e o mercado do figo

A planta é subtropical e tradicionalmente cultivada no Sul e Sudeste do Brasil, mas a irrigação e podas expandem a lavoura para o semiárido.

· 26/11/2013 · Atualizado em 07/01/2016
O que é

A destinação dos frutos das figueiras determina o estágio de maturação ideal para a colheita: os figos verdes se destinam basicamente à industrialização de doces em compotas, os inchados são usados para a produção do figo-rami, espécie de passa de figo e os maduros são destinados à produção de doces em pasta (figada) ou para consumo in natura.

  • Nome popular da fruta: Figo.
  • Nome científico: Ficus carica L.
  • Origem: Região do Mediterrâneo.

Fruto

O figo é um sicônio ou fruto composto (infrutescência). O receptáculo carnoso, de casca fina e macia e formato periforme, comestível, de coloração branco-amarelada até roxa, conhecido como "figo", encerra em seu interior os inúmeros frutos desta espécie, que são frequentemente confundidos com sementes.

Planta

Árvore de crescimento amplo, caducifólia (perde as folhas no inverno), bastante ramificada e com até 10 metros de altura. O caule é tortuoso e a casca cinzenta e lisa, os ramos são frágeis.

Flores muito pequenas desenvolvem-se no interior da chamada fruta do figo, quando ainda verdes.

Os quatro tipos da planta são estabelecidos conforme as características de suas flores e formas de frutificação, a saber:

  • Caprifigo (Ficus carica silvestris): único tipo de figo que apresenta, quando maduro, estames fornecedores de pólen às demais variedades. Também é o único que apresenta flor apropriada para oviposição e desenvolvimento da vespa polinizadora Blastophaga psenes. Na simbiose entre o caprifigo e a vespa, o inseto não vive por muito tempo fora do caprifigo. Por outro lado, a maioria dos caprifigos não chega a amadurecer se não houver o estímulo provocado pela presença de larvas da vespa em seu interior;
  • Smyrna (Ficus carica smyrniaca): neste tipo de figo, a caprificação (fecundação das flores do figo pelo pólen transportado pela vespa) é indispensável. Sem este estímulo e sem a formação de sementes, as frutas da produção principal enrugam e caem ao atingirem cerca de 2 cm de diâmetro. Figos do tipo smyrna são mais doces, firmes e duráveis após a colheita que os do tipo comum;
  • Comum (Ficus carica violaceae ou F. carica hortensis): neste tipo, as flores são exclusivamente femininas. Os figos tipo comum desenvolvem-se partenocarpicamente, ou seja, não necessitam da caprificação (polinização).
  • São Pedro (Ficus carica intermedia): as plantas deste tipo são intermediárias entre as do tipo smyrnae e a comum. Os figos têm apenas flores femininas. Enquanto as flores dos figos da primeira safra são partenocárpicas, as da segunda safra não se desenvolvem até a maturidade sem o estímulo da fecundação. As variedades mais cultivadas no mundo pertencem ao tipo comum, assim como no Brasil – onde, embora existam cerca de 25 cultivares de figueira, a variedade roxo de Valinhos é a mais cultivada comercialmente e pertence, também, ao tipo comum.
Cultivo

A figueira é uma das árvores que melhor responde à poda, com uma grande brotação. A época recomendada para realizar a poda é no inverno,quando a árvore está em repouso, com o crescimento vegetativo paralisado. 

A poda da figueira geralmente é drástica, eliminando-se praticamente toda a copa. Utiliza-se uma tesoura bem afiada, cortando-se os ramos acima dos nós e nunca sobre eles, pois é de onde surgem os novos ramos. No final, devem restar apenas três ou quatro nós em cada ramo.

A exigência de frio para quebra da dormência das gemas na figueira é de 100 a 300 horas (abaixo de 7,2ºC). No entanto, a figueira se adapta bem a regiões de clima quente (a figueira tolera temperaturas de até 35ºC a 42ºC), com a vantagem adicional de poder-se produzir frutas durante o ano todo, com a irrigação e a poda condicionando a frutificação. Nas regiões quentes, as safras são maiores e os figos, mais doces.

A figueira está sujeita ao ataque de diversas pragas e doenças, que se não forem convenientemente controladas, tornam a cultura antieconômica.

Sucessivas gerações de propagação vegetativa (mudas produzidas a partir de partes de uma mesma planta por enxertia, estaquia ou outro meio) provocam degenerações, deixando as plantas mais sensíveis às doenças. O produtor deve comprar as mudas em viveiros registrados e fiscalizados, garantindo a ausência de pragas e doenças.

A produção se concentra no Sudeste de novembro a abril e, no Sul do país, de janeiro a abril. Um pomar bem formado, depois do sexto ano de idade, pode produzir 20 a 30 toneladas de figos maduros/ha, o que equivale a 15 a 25kg/planta, com estande de cerca de 1.600 pés/ha.

A colheita e pós-colheita devem ser realizadas com extremo cuidado, evitando-se danos físicos aos frutos. Os frutos são retirados manualmente das árvores, um a um, com todo o pedúnculo e colocados em caixas de colheitas forradas (palha,espuma ou outro material). O látex ou “leite” produzido pela planta é irritante, devendo a colheita ser realizada com proteção das mãos.

Usos e Mercado

Usos

O figo é consumido fresco ou industrializado. De acordo com sua destinação futura, os frutos das figueiras devem ser colhidos em diferentes estágios de maturação.


Mercado

Os figos verdes se destinam basicamente à industrialização de doces em compotas, os inchados são usados para a produção do figo-rami, espécie de passa de figo e os maduros são destinados à produção de doces em pasta (figada) ou para consumo “in natura”.

O figo, quando destinado à produção de figo em calda, figo-rami e doces, é colhido 20 a 30 dias antes do figo para a mesa. A colheita é feita quando a cavidade central estiver completamente cheia.


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