ACESSO AO MERCADO

A quarta revolução industrial do setor têxtil e de confecção

Confira quais as tendências e tecnologias que os empresários precisam para que os negócios estejam preparados para as demandas de 2030.

Qual é o futuro do setor têxtil e de confecção no Brasil? Esta é a pergunta que permeia este trabalho. O objetivo é preparar as indústrias para os desafios e demandas dos consumidores, trabalhadores e fornecedores da área em 2030.

A visão é que a indústria pode dar um salto qualitativo se for capaz de incorporar novos conceitos e novas tecnologias. Na primeira parte, o documento explica as origens do estudo e as tendências verificadas em quatro grandes áreas:

Tendências econômicas

  • 1,8 milhão de pessoas entrarão no mercado de consumo, que deverá dobrar, atingindo US$ 64 trilhões.
  • Economias em desenvolvimento se tornarão importantes tanto como mercados quanto como elo das cadeis de suprimento globais.
  • Setor têxtil ganha importância à medida em que  a manufatura passa a contribuir mais efetivamente para agregação de valor aos produtos.
  • A complexidade da indústria exigirá profissionais mais bem formados, mais produtivos, cujo trabalho será gerador de mais riqueza e melhor remuneração.
  • Hibridização entre setores de indústria e serviços, ou seja, até mesmo a indústria têxtil terá de oferecer serviços complementares aos produtos e criar uma comunicação bilateral para permitir a criação compartilhada com o usuário.
  • Funcionalidades comerciais incorporadas às redes sociais
  • Novo grupos de consumo se revelarão com o Milênios, pessoas que em 2030 terão entre 15 e 30 anos.
  • Maior peso de marcas atreladas a responsabilidades socioambientais

Tendências sociológicas

  • A principal tendência nesta área é a individualização e personalização dos produtos, ou seja, permitir ao usuário que ele tenha acesso a um produto único.
  • As experiências de consumo passaram de desde a simples satisfação de desejos e necessidades para a libertação de restrições espaciais e temporais para chegar à cocriação e fazer o consumidro vivenciar noção de pertencimento e conectividade.
  • O mercado de trabalho também mudará, uma vez que serão exigidas altas e médias qualificações na indústria, além de flexibilidade no espaço e no tempo do trabalho, transdisciplinaridade das qualificações e das competências e envelhecimento da força de trabalho.

Tendências ambientais

  • Pressões crescentes de consumidores, movimentos sociais e políticos enfatizam a cultura da sustentabilidade.
  • Criação de novos materiais, mais fáceis de reciclar e de reutilizar, que consumam menos àgua e energia de transformação, menor quantidade de produtos tóxicos e que sejam biodegradáveis ou que tenham baixo impacto ao meio ambiente.

Tendências tecnológicas

  • Proximidade entre a indústria e o consumo por meio da digitalização da cadeia de valor, o que ajuda a eliminar os desperdícios de material e de tempo.
  • Testes virtuais poderão ser feitos sem produzir deseprdícios.
  • Integração digital com fornecedores permite  a participação direta no desenvolvimento e no design.
  • Interação com o consumidor se dará pelo uso de tecnologias de virtualização 3D em plataformas em nuvem.

O estudo também traz capítulos específicos de tecnologias como automação e robótica, sensores, modelagem e simulação, computação em nuvem, tecnologias sustentáveis, entre outras.

A Visão 2030 criada tem seis dimensões estratégicas (mercado, talentos, investimentos, instituições, infraestrutura e tecnologia) e quatro ênfases (novos canais, design, confecção e novas fibras).

O último capítulo reúne os elementos estratégicos, as tendências e as tecnologias para traçar um caminho para as empresas (chamado no livro de "narrativa") que simula o emprego das tecnologias e dos sistemas até 2030.

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