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Mon Mar 14 10:28:26 BRT 2022
Empreendedorismo | ATITUDE EMPREENDEDORA
Há 27 anos, Maristela dá continuidade a negócio familiar

Empresária compartilha história da Bananina e como venceu os desafios para manter viva a empresa focada na fabricação de balas de banana

· 14/03/2022 · Atualizado em 14/03/2022



Formada em Administração de Empresas desde 1986, Maristela Mendes atuava na função de auxiliar administrativa em uma empresa de contabilidade. Foram 5 anos de experiência, tempo suficiente para perceber que gostava de ser executiva, ou CEO.


Na época, o pai de Maristela, Antonio Olmir Mendes — conhecido por Miro — era sócio-proprietário da Indústria Floresta, empresa do ramo de comércio e indústria de conserva de palmito situada em Antonina, litoral do Paraná, até que veio um convite para a filha se mudar de Curitiba para o município e ficar à frente da administração de uma empresa da qual estava prestes a se tornar sócio, a Balas Pilar, especializada na fabricação de balas de banana e que em 2016 passou a se chamar Bananina. 

A Pilar estava em pleno funcionamento há pelo menos 6 anos e já contava com 8 colaboradores e uma carteira de clientes, fornecedores e matéria-prima. Maristela recorda que, com a chegada do Plano Collor — iniciado em 1990 durante a presidência de Fernando Collor —, o crescimento da empresa passou por dificuldades.

Nesse mesmo ano, ela retornou para Curitiba, onde desenvolveu suas habilidades nas áreas de Contabilidade e Recursos Humanos. Seu Miro então fez um novo convite, mas dessa vez ao marido de Maristela na época. 

“A convite do meu pai, ele aceitou trabalhar no lugar do tio dele, que trabalhava com o meu pai e estava se aposentando. Meu pai era muito esperto, sabia que eu não ia deixar meu marido por muito tempo morando longe. Com 6 meses, voltei para Antonina”, relembra. 

Maristela trabalhou junto ao pai de 1992 a 1995, ano marcado pelo seu falecimento. Nesse momento, ela não tinha muitas opções de escolha: vendia tudo e ia embora da cidade começar do zero ou dava continuidade ao negócio.

“Vender tudo a preço de banana seria jogar fora todo o esforço do meu pai. Ele faleceu em uma quarta-feira e, na segunda, fiz uma reunião com os funcionários. Disse que quem quisesse continuar e me ajudar seria muito bem-vindo. Todos ficaram. Todos mesmo, desde os funcionários até os fornecedores.”

Atualmente, a empresa é reconhecida pela produção de balas de banana e de banana-passa, além de acessórios como ecobags e copos.

Maristela conta que a graduação em Administração lhe proporcionou uma base em gestão, mas reconhecia que precisava aprender mais sobre planejamento estratégico, fluxo de caixa, o passo a passo da produção e por aí vai. “Aprendi muita coisa com o meu pai, que era analfabeto, que foi propulsor para eu seguir em frente”, conta. 

A empresária tomou gosto pelo empreendedorismo assistindo ao Pequenas Empresas, Grandes Negócios, programa exibido pela Globo. Maristela ficava fascinada com as histórias de empreendedores que tinham a coragem de investir nos seus sonhos. 

Era 1995 quando a empreendedora teve o seu primeiro contato com o Sebrae. “Foi logo depois que meu pai faleceu e, mesmo com todo o conhecimento absorvido na faculdade, senti que depois de 10 anos eu precisava estar atualizada sobre as normas do mercado.” 

Ela participou de cursos de formação de preços, planos e viabilidade de negócios, bem como treinamentos de empreendedorismo, gestão financeira e muitos outros. 

“O Sebrae oferece vários cursos, palestras e muitos materiais com conteúdo em redes sociais. Isso dá uma bagagem muito grande para quem tem interesse em aprender mais sobre empreendedorismo.”

Para a Maristela, cada treinamento sempre traz um ponto de reflexão, novas oportunidades e estímulos para buscar as atualizações necessárias a fim de facilitar a rotina da administração. 

No mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, Maristela reflete sobre o papel da mulher no universo do empreendedorismo. A empresária acredita que atualmente já não há mais tanto preconceito com mulheres à frente de um negócio, mas não foi sempre assim.

“Lembro que na faculdade, nos anos 1980, eram poucas mulheres fazendo o meu curso. Tipo 40 homens e 4 mulheres na minha sala de aula. Eu chegava nas lojas para comprar algo, como peças para caldeira ou para nossos caminhões, e as pessoas ficavam olhando estranho”, relembra. 

Quando o pai de Maristela faleceu, algumas pessoas duvidaram da competência de Maristela para dar continuidade ao negócio da família.




“Passaram-se 27 anos, e meu desejo é estar na empresa quando ela completar 50 anos, em novembro de 2023. Por mim, pelo meu pai e pela minha família, que sempre acreditou nos meus sonhos.”

A empresária também compartilha um fato ainda recorrente: “Às vezes acontece de alguém chegar aqui na empresa e pedir para falar com o dono. Acho engraçado, isso não me incomoda mais. Aprendi a me dar valor e admiro as mulheres que conquistaram este espaço para nós”.

E quando o assunto é desafio, é impossível desviar da pergunta: como a pandemia de covid-19 afetou o seu negócio? Maristela vai direto ao ponto: “Vários desafios. Nosso produto é destinado a empresas que estão ligadas ao setor de turismo”. 

Com o avanço da crise sanitária e econômica, a loja da fábrica foi fechada, assim como os principais clientes. A sobrevivência do negócio veio através das vendas em redes de supermercados que permaneceram funcionando. 

“Então veio a lição: não ficar na zona de conforto, porque a loja da fábrica vendia mais de 50% do que produzíamos. Fomos atrás de mais clientes para revenda e abrimos vários pontos de venda. Era pouco faturamento em cada ponto, mas um leque maior de clientela.” 

Maristela conta que o último ano foi de extrema importância para a história da Bananina, pois tirou do papel o plano de reformar a loja da fábrica. Em 2022, a expectativa é reformar o interior da fábrica e substituir equipamentos obsoletos. “Mas não as máquinas, porque o nosso diferencial no mercado é justamente fabricar de forma artesanal e com as mesmas máquinas do início, lá de 1986”, frisa. 

Outra ideia é aplicar o método Fundamentos de Lean Manufacturing e, com o treinamento, espera-se “menos desperdícios e aumento da produtividade”, de acordo com a empresária.

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