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Wed Mar 16 12:41:03 BRT 2022
Empreendedorismo | ATITUDE EMPREENDEDORA
Sob o comando de Michele, vinícola dobra faturamento a cada três anos

Com liderança feminina, a empresa familiar inovou, conquistou o mercado e recebeu reconhecimento nacional.

· 16/03/2022 · Atualizado em 16/03/2022

“Com o Sebrae, amadureci, adquiri conhecimento, abri meus horizontes, consegui parceiros estratégicos, além de ter ido para missões técnicas, onde aprendi muito do que aplico hoje.”

Desde 2013, a Vinícola Sanber, em Bituruna, sul do Paraná, dobra o faturamento a cada três anos. De 2015 em diante, o crescimento tem sido de 25,8% ao ano, em média. Os resultados positivos estão relacionados com a atuação da enóloga Michele Bertoletti Rosso, da quarta geração das famílias Sandi e Bertoletti.

A empresa familiar teve início há 80 anos, com os bisavós de Michele, no município de Bituruna – hoje reconhecido como capital paranaense do vinho. No começo, eram produzidos apenas vinhos coloniais, porém, com a intenção de profissionalizar o negócio, os proprietários convidaram um enólogo para avaliar os projetos de expansão da família. “Eu me encantei pela maneira com que ele tratava o vinho e pela profissão. Nesse dia, decidi que eu seria a enóloga que transformaria a vinícola em um negócio e colocaria Bituruna no mapa da produção vitivinícola”.

Aos 30 anos, depois de finalizar a faculdade de Tecnologia em Vitivinicultura e Enologia e trabalhar nos vinhedos do Rio Grande do Sul, Michele quebrou a tradição da família de ter apenas homens na administração da vinícola e tomou a frente da gestão da empresa. 

O olhar e o faro apurados para negócios identificaram um potencial não explorado pelos produtores de Bituruna: os vinhos produzidos com as variedades de uvas bordô e casca dura (também conhecida como martha), da espécie americana Vitis labrusca. As variedades não eram valorizadas como outras famosas, como cabernet e malbec. Mas Michele identificou o potencial para vinhos de alto padrão, tanto branco quanto tinto. “Apostamos nas variedades e conseguimos um vinho branco sensacional”.

A vinícola, então, passou a seguir uma nova estratégia: produção esmerada, combinada com embalagens melhores e mais elegantes, para um segmento superior e mais valorizado pelos aficionados por vinhos. “Em nove anos, tivemos crescimento vertiginoso. O quadro de funcionários aumenta a cada ano. Entretanto, nosso foco não está em aumentar a produção, mas em agregar valor aos vinhos. Qualidade é o que o consumidor que conhece vinhos exige e paga por isso”.

O Sebrae tem sido parceiro da vinícola muito antes de Michele assumir. Mas, nos últimos anos, a parceria foi ampliada. A empreendedora integra um movimento da Associação dos Produtores de Uva e Vinho de Bituruna (Apruvibi), com apoio do Sebrae Paraná e Prefeitura de Bituruna, que pleiteou a Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2021.

“Com o apoio do Sebrae, começamos a medir resultados, ter metas e avaliar o negócio. Desde 2013, a Vinícola Sanber dobra o faturamento a cada três anos. De 2015 em diante, o crescimento tem sido de 25,8% ao ano, em média.”

A pandemia trouxe novos desafios, mas também novos aprendizados e oportunidades de crescimento para a empresa. “Sou motivada todo dia pelo desafio de imaginar um novo produto, um vinho com uma uva diferente, uma embalagem legal. Enfim, todo dia busco surpreender meus clientes e, assim, crescemos juntos dia após dia”.

Apesar dos avanços e conquistas, Michele reconhece que a enologia e a vitivinicultura ainda são mundos muito masculinos e a presença feminina ainda é pequena, com muito o que alcançar. “Ainda tenho dificuldade em ser vista como a gestora do negócio. Nas instituições financeiras, por exemplo, já perguntaram quem era o responsável pela administração da empresa, sendo que eu já havia me apresentado como administradora”.

Atualmente, a Vinícola Sanber produz vinhos, espumantes e suco de uva. A aposta mais recente está no turismo de experiência, com roteiro de visitação à vinícola, degustação, colheita no vinhedo e visita ao museu, que tem como objetivo manter a história de mais de 80 anos da uva e do vinho em Bituruna. 

Pensando no futuro, Michele deseja que a empresa seja referência na produção de vinhos diferenciados. “Queremos ser reconhecidos nacionalmente por nosso trabalho e por nossos produtos. Estamos sempre testando novos produtos e novos processos para alcançar o que há de melhor. Queremos melhorar ainda mais nossa logística para conseguirmos vender em todos os estados brasileiros e, em breve, também no exterior”.

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