this is an h1

this is an h2

Edileusa Andrade

Mulher não é criativa?
Não só consegue, como inova e se reinventa todos os dias!

Esse é o caso da geógrafa Edileusa Andrade, ou Lê, como é conhecida, que após ser forçada a sair do emprego decidiu empreender construindo hortas em telhados de empresas, promovendo, assim, a inclusão de agricultores familiares e de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Edileuza teve de deixar o trabalho que fazia em uma organização não governamental (ONG) em São Paulo (SP), atendendo pessoas em comunidades de baixa renda, quando desenvolveu síndrome do pânico depois de receber uma ameaça de pessoas ligadas ao tráfico da região.

Empreendedorismo e sustentabilidade

Pensando em como conduziria sua vida profissional a partir daquele momento, Lê decidiu empreender utilizando a experiência que já possuía. Começou, então, a desenhar um projeto para trabalhar com hortas em comunidades, como forma de continuar a atender o público de baixa renda. A sua primeira ideia era ajudar as pessoas a criar hortas que gerassem renda para custear outros projetos, mas ao participar de um evento promovido na Campus Party pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Sebrae, voltado para projetos que atendessem aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Lê observou que a sua ideia tinha potencial. 

As ODS e o projeto na ONU

Durante cinco dias, ela teve ajuda do Sebrae para montar seu plano de negócios. “Eu aprendi a ser empresária graças ao Sebrae. Soube entender a minha responsabilidade com os impostos, aprendi a trabalhar as planilhas de custos e até montar um orçamento”, conta. 

O projeto de Lê foi então alterado: as hortas passariam a oferecidas para empreendimentos e não pessoas físicas, e o projeto também incluía centros de compostagem para as empresas. O resultado foi o melhor possível, ela venceu a competição e já saiu do evento com o primeiro cliente. O passo seguinte foi formalizar a empresa, que ganhou o nome de Plant, e iniciar o serviço de construção de fazendas urbanas, também chamadas de telhados comestíveis.  

Desde então, os negócios só têm crescido, e a Plant, que, no início só contava com a Lê, passou a ter sete funcionários fixos e três esporádicos. Em 2018, ganhou o Prêmio Incluir, concedido a empreendedores que desenvolvem soluções capazes de contribuir para o desenvolvimento humano sustentável. "Fiz muitos cursos online, e o Portal do Empreendedor também ajuda muito”, afirma. Lê também aprendeu a não desistir e, toda vez que pensa que vai dar tudo errado, acaba vendo alguma indicação do Sebrae que pode ser de grande ajuda. 

Continuar lendo