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Cooperação | ASSOCIAÇÃO AGRÍCOLA
Programa de Leite e derivados do Sebrae Alagoas

A produção leiteira cresce a cada ano em Alagoas e o Programa de Leite e Derivados do Sebrae busca trazer melhorias e inovação para os produtores

· 14/12/2021 · Atualizado em 08/02/2022

Histórico da produção leiteira

A exploração de gado bovino no Brasil se iniciou no Nordeste, mais próximo das regiões litorâneas. Inicialmente, a criação era apenas para produção de carne e trabalho de força. Entretanto, anos depois a produção de leite passou a ter relevância nesse ramo.

Nos anos 90, o nordeste brasileiro teve uma queda na produção leiteira. Em contrapartida, nos últimos oito anos, novos programas resultaram em um crescimento dessa produção e a região passou a apresentar o segundo maior crescimento do Brasil, segundo do IBGE. 

Em Alagoas

Nos últimos anos, o plantio da cana-de-açúcar e a pecuária se tornaram as principais atividades econômicas no Nordeste. O consumo de leite abastecia as famílias e através do consumo in natura ou com a fabricação de derivados e eram servidas ao modo europeu. Em Alagoas, a produção de leite evoluiu ao longo dos anos e foi organizada em um polo chamado Bacia Leiteira de Alagoas.

 

Em 2020, de acordo com dados da Agência Alagoas, o estado superou a média nacional e apresentou a maior produtividade leiteira do Nordeste, sendo hoje essa, a segunda maior atividade produtiva do estado. Tendo papel fundamental na economia estatal e ocupando o segundo lugar no total de atividade realizadas para produção de empregos e renda.

Apesar de problemas econômicos, sociais e climáticos enfrentados pelos produtores, a bovinocultura leiteira está sempre em ascensão e seguirá como atividade predominante.

Cadeia de Valor Leite e Derivados do Sebrae Alagoas

Com o objetivo de aumentar a competitividade e melhorar a produção, o Sebrae criou em 2020, um programa de apoio aos produtores de leites e laticínios. O programa busca o desenvolvimento da cadeia produtiva de leite e derivados, estabelecendo políticas públicas e ações voltadas para o atendimento às necessidades dos produtores.

Para os produtores de leite, o programa tem ações voltadas à gestão e tecnologia. Aperfeiçoando, deste modo, tanto a parte administrativa da atividade leiteira quanto as questões tecnológicas.

O Programa de Leite e Derivados tem uma metodologia dividida em três etapas:

  • Prognóstico
  • Planejamento
  • Execução

Na primeira etapa a equipe técnica visita a propriedade para analisar as potencialidades e limitações de produção. São observados recursos humanos, naturais, termos de infraestrutura, instalações, equipamentos e tudo que estiver na propriedade.

Na segunda etapa, os profissionais realizam o planejamento das oportunidades de melhorias daquela propriedade. O planejamento menciona a necessidade de alimentos e infraestrutura daquele rebanho. Além disso, identificam o melhor sistema de produção, por exemplo quais culturas ele deve plantar e em que áreas. E por fim, estabelecem metas utilizando indicadores econômicos e zootécnicos.

Após apresentação do planejamento, o produtor analisa e se estiver em acordo, inicia-se a terceira etapa que é a execução. Caso haja discordância, os técnicos buscam a melhor forma de se adequar à demanda solicitada pelo produtor.

Na parte de execução, são implantadas algumas rotinas de coleta de dados, como produção de leite, peso de animais, data de cobertura de inseminação e de parição. Também serão analisados os dados econômicos, como as despesas e receitas e por fim os dados climais.

Todo esse processo vai gerar uma série de indicadores em uma planilha, que vai acompanhar o desempenho das atividades de custo, produtividade do rebanho e de cada animal. Através do acompanhamento com visitas mensais, o técnico ajudará o produtor a tirar o planejamento do papel e colocá-lo em prática. Além disso, o produtor terá a visita mensal de um zootecnista e a visita programada de um veterinário.

Já na parte dos laticínios, as ações também visam a parte de gestão e melhorias tecnológicas, porém abrangem também implantação de boas práticas de fabricação, autocontrole, programas de saúde do trabalhador, melhoria dos produtos, rotulagem e regularização dos laticínios.

Se o produtor deseja implantar ou regularizar um laticínio, o Programa irá orientá-lo sobre o que é necessário, elaborando toda a documentação e todos os projetos para a inspeção necessária para dar entrada no órgão, que pode ser municipal, federal ou estadual.

Na prática

Se um produtor tem a produção diária de 100 litros de leite e quer aumentar para 300 litros, irão realizar um planejamento do que é necessário para chegar no objetivo, como a parte de dieta e manejo nutricional do rebanho.

Se for necessário o plantio de 3 hectares de milho, o técnico vai dar todas as orientações para fazer aquele plantio, desde a compra das sementes, insumos e até o processo de colheita e armazenamento. O produtor receberá toda a orientação e também acompanhará os indicadores econômicos.

Quem pode participar?

Para participar do projeto é necessário estar regularizado no caso dos Laticínios, e se o cliente tem a intensão de montar o empreendimento deve regularizar o mesmo. Além disso a propriedade deve ser instalada em Alagoas e ter faturamento bruto anual menor ou igual a R$ 4.800.000,00.

No caso dos produtores de leite, devem ter uma propriedade rural no estado de Alagoas, possuir NIRF- Número do Imóvel na Receita Federal ou DAP - Declaração de Aptidão ao PRONAF e ser produtor de leite ou ter intenção de iniciar a produção de leite (de bovinos, caprinos, ovinos ou bubalinos).

Gostou do projeto e quer participar? É fácil, basta entrar em contato com com o gestor responsável pelo programa pelo e-mail: marcos@al.sebrae.com.br  ou com a nossa Central de Relacionamento através de ligações gratuitas 24h ou whatsapp no número: 0800 570 0800. Um especialista do Sebrae vai identificar as necessidades do seu negócio e tirar todas as dúvidas.

Resultados

No último ano programa beneficiou 680 produtores de leite. Em um convênio com o Governo do Estado de Alagoas que atendia agricultura familiar, produtores que tinham produção média de 25 litros, multiplicaram a quantidade para 95 litros ao final do programa.

Além disso o programa está de cara nova e disponibilizou conteúdos gratuitos a você empreendedor do leite e derivados. São dicas de resfriamento de vacas leiteiras, formas de implantar o Sistema Compost Barn, Pastejo Rotacionado e orientações de cuidados sanitários para seu rebanho. Quer saber mais? Se inscreva gratuitamente em: https://mkt.blog.sebraealagoas.com.br/conteudos-rebanho-alagoas 

 


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