this is an h1

this is an h2

Pular para o conteúdo principal
Tue Apr 13 16:37:53 BRT 2021
Empreendedorismo | COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR
Conheça a trajetória da artesã Maria Alexandre

Acompanhe a história de Maria Alexandre, uma artesã que saiu da depressão através da confecção de peças de cipó e hoje faz parte do grupo Teçume da Floresta

· 31/03/2021 · Atualizado em 13/04/2021
Imagem de destaque do artigo
Sobre liberdade

“Ser empreendedora para mim é ser livre”

Da floresta para lojas de grifes, as bolsas trançadas com cipó se tornam cada vez mais requisitadas no mercado da moda. O artesanato amazônico é visto em todo o mundo como algo exótico, diferente e único. E com razão. Por trás de toda peça tecida manualmente tem uma história de alguém que valoriza sua cultura e sua trajetória. Maria Alexandre dos Santos, 53, moradora de Careiro Castanho, na BR 319, é um exemplo disso. 

Nascida no município de Lábrea, nas margens do rio Purus, Maria é a mais velha de 10 filhos e resume sua infância e adolescência como um período “não muito bom”, uma vez que a vida no interior dificultou algumas possibilidades comuns na cidade grande, como o estudo e a necessidade de cuidar dos menores. 

Foi em 1995 que Maria Alexandre começou com suas habilidades artesãs, de uma forma um tanto curiosa. Ao ir ao culto da Igreja Adventista do 7º Dia, Maria começou a observar um cesto de cipó em que os frequentadores depositavam suas ofertas. “Essa foi a primeira vez que vi algo do tipo e me apaixonei. Depois do culto, quando os irmãos tiravam as ofertas eu pegava a cesta e ficava olhando. Coloquei na minha cabeça que um dia iria construir minha própria cesta”, contou.

Foi assim que a artesã começou a tecer de forma autodidata. Com muita observação e força de vontade, Maria acabou moldando sua primeira cesta sem ninguém ensinar. Para ela este dom é um presente divino e uma herança familiar. “Ninguém me ensinou a tecer, foi dom de Deus. Também, segundo minhas tias, minha avó fazia um cesto chamado Jamachin e parece que até meu pai tecia, pode ter sido um dom de família”, acredita Maria. 

Nasce uma empreendedora

Maria Alexandre acabou por se descobrir uma habilidosa artesã e tecer era sinônimo de bem-estar. Tanto que foi o artesanato que a salvou de uma depressão profunda que vivenciou por dois anos. Além de fazer tratamento de um ano com o psiquiatra, Maria debruçou-se no artesanato para sair da situação. Esta era uma forma de distrair-se de pensamentos negativos. “Eu transformava aqueles pensamentos ruins em coisas boas”, contou se referindo às peças que produzia com aquela distração.  

Foi então que em 2015, observando que havia uma boa produção de peças, a artesã alugou um ponto no mercado central do município do Careiro Castanho para vender seu trabalho artesanal. Desde 2003 trabalhando como Agente Comunitária de Saúde, nascia a nova fase de uma mulher empreendedora, que com suas próprias habilidades manuais, agora tinha uma renda extra para ajudar em casa e também realizar suas vontades. 

Foi naquele ponto que a artesã foi notada e chamada para fazer parte do coletivo de mulheres artesãs, Teçume da Floresta. O grupo, antes cuidado pela ONG Casa do Rio, fundada por Thiago Carvalli, hoje é uma associação independente que gera renda para mulheres ribeirinhas e indígenas e suas famílias. 

“Mesmo com o grupo sendo criado para ajudar mulheres, a gente diz que se trabalham as famílias. Hoje tenho o apoio do meu marido e filho, Marcos Alexandre, que inclusive cuida das redes sociais e faz as fotos dos nossos produtos”, disse Maria. 

Foi no Teçume da Floresta que Maria aprimorou suas habilidades e aprendeu a tecer outros tipos de cipós para criar diferentes peças. Por lá, existe uma forte produção de bolsas, mas também de peças extraordinárias trançadas com cipó que viram luminárias, jarros e outros objetos de decoração. 

As produções eram feitas de forma unida, na casa de uma das artesãs. Como a maioria das mulheres moravam distantes, ficou cada vez mais difícil se reunir em um só lugar. Assim, uma divisão igualitária foi feita para que cada uma pudesse entregar o número de peças das encomendas e fazer as vendas. Os clientes são variados, vão desde clientes únicos à lojistas para revenda. Para o Teçume não tem preferência: quem gostar pode ter um item deslumbrante em casa. 

Parceria com o Sebrae/AM

O Sebrae Amazonas foi uma grande reviravolta para as famílias artesãs do Teçume da Floresta. Segundo Maria, depois que o grupo conheceu o Sebrae tudo mudou para melhor, desde a forma de divulgação, venda e até a valorização do trabalho artesão. 

“O Sebrae já nos levou para feiras em Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, além das feiras em Manaus. E mesmo agora, com a pandemia, que não pudemos mais viajar, o Sebrae continuou nos apoiando ao colocar nossas peças em feiras virtuais”, disse Maria. 

Para a artesã, a pandemia não teve impacto nas vendas: as peças continuaram vendendo em um ritmo muito bom. Entretanto, a falta de contato é uma consequência que traz saudade para a empreendedora. 

“Na pandemia perdemos uma certa liberdade e agora vivemos um certo medo. Não podemos sair nem nos aproximar de pessoas. Agora é aguardar e tenho fé em Deus que logo seremos imunizados para voltarmos a encontrar outros artesãos, outros grupos, clientes e até mesmo o pessoal do Sebrae para nos abraçarmos de novo e sentir aquele calor humano”, espera a artesã. 

Empreenda você também!

Ao se tornar empreendedora, Maria Alexandre pode desfrutar das vantagens que é o sonho de qualquer mulher. “Eu me sinto livre! Tenho meu próprio dinheiro, posso comprar o que eu quero e, também, ajudar minha família. Para mim, ser uma mulher empreendedora é ter liberdade”, conta a artesã. 

A trajetória de Maria é um exemplo dos benefícios que um negócio pode trazer para a independência feminina. A artesã transformou suas habilidades em oportunidades de negócios e, com uma rede de apoio, virou uma empreendedora que coloca amor e dedicação em cada peça que faz.  

Ao ser questionada sobre um conselho que daria para uma mulher que quer ter um negócio, a artesã afirma: “Não desistam! Mesmo que você encontre dificuldades, muitas vezes até dentro do vínculo familiar, siga em frente. Que nós, mulheres, possamos nos empoderar cada dia mais e dizer sempre ‘eu sou capaz e não vou desistir’. Se você tem um projeto, uma ideia em mente, vá em frente que você vai conseguir! Seja persistente, resiliente e olhe sempre para frente, pois já somos vencedoras”, conclui Maria.

O Sebrae é a ponte mais direta e segura para você que também tem o sonho de empreender. Através de cursos, consultorias e diversos outros conteúdos, qualquer amazonense pode ter acesso ao empreendedorismo para conquistar sua independência financeira. 

Se você ficou na dúvida e quer saber mais sobre o que o Sebrae pode fazer por você, acesse nosso atendimento online ou ligue e manda mensagem pelo WhatsApp para o número 0800 570 0800. 


O conteúdo foi útil pra você? Sim Não
Obrigado!

Foi um prazer te ajudar :)

Precisa de ajuda?

Nós temos especialistas prontos para atender você e o seu negócio de formar online e gratuita.

Acesse agora