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Wed Oct 27 10:46:02 BRT 2021
Mercado e Vendas | GESTÃO DE VENDA
Canais de venda que ajudaram o varejo de moda na pandemia

Conheça empreendedoras que resolveram inovar em novos canais de venda nesse período

· 27/10/2021 · Atualizado em 27/10/2021
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Colocar roupa nova, estrear um sapato, caprichar nos acessórios, passar maquiagem. Se arrumar pra ficar dentro de casa só fez sentido na pandemia se você fosse participante do Big Brother Brasil. Justamente por isso que, a queda nas vendas do varejo de moda foi significativa.

As circunstâncias da pandemia de coronavírus obrigaram o consumidor a repensar seus hábitos de compras: com perda de emprego, diminuição de salários e home office, roupas, sapatos e acessórios se tornaram supérfluos e até dispensáveis, o foco ficou na compra de itens essenciais para sobreviver durante este período.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), em pesquisa realizada no setor têxtil, foi registrada uma queda de 96% nas encomendas dessa indústria. Além disso, outro estudo, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontou que abril de 2020 teve recuo de 81% no faturamento das lojas, no comparativo com o mesmo período de 2019.

Empreendedoras do ramo

Vivendo essa mesma realidade está a empresária Lúcia Araújo dos Santos. Depois de trabalhar como funcionária em uma loja de roupas femininas durante 16 anos, surgiu a oportunidade de comprar a empresa e há 3 anos e meio, Lucia está à frente da Bem Bonita Boutique.

A empresária conta que no começo do ano, apesar das notícias sobre a pandemia no mundo assustarem, parecia uma realidade muito distante. Tanto que ela fez a primeira viagem de compras de 2020, investindo cerca de R$ 40 mil em produtos. Uma semana depois de retornar a Campo Grande, o baque veio: decretos fechando lojas e estabelecimentos e ruas vazias.

Depois de algumas semanas, veio a autorização para abrir novamente a loja, mas a pandemia continuou a causar efeitos negativos para o negócio. “Fiquei vários dias sem receber nenhuma ligação e sem receber nenhuma cliente na loja. Movimento e faturamento caíram em torno de 80%.”

Planejada e organizada, Lucia até tinha uma reserva, que não precisou usar porque tomou todas as atitudes necessárias e possíveis: negociou o aluguel com uma redução de 50% e negociou também o contrato de sua única funcionária, que passou a ficar meio período. Além disso, passou a trabalhar mais a divulgação pelo Instagram da loja e pelo WhatsApp e reforçou o delivery de peças, que já era parte da rotina da loja.

Lucia ressaltou que em ano normal faz compras a cada 15 dias, mas em 2020 foi diferente. “Fiz uma compra pequena em junho, quando esfriou e precisei trazer umas peças mais quentes, e uma outra em setembro, mas estou muito confiante [...] É um trabalho de formiguinha, mas sigo firme e forte.”

Novos canais de venda

Quando Izabelle Lara começou a vender acessórios em prata e semijoias em uma loja virtual pelo Instagram, a Labelle era só uma renda extra enquanto ela trabalhava como recepcionista em um salão de beleza. Mas o negócio foi crescendo e há 3 anos a jovem percebeu que precisava se dedicar exclusivamente à empresa.

Inscrita no Programa DELAS Mulher de Negócios do Sebrae/MS, Izabelle Lara passou a participar de oficinas, workshops e palestras que, de acordo com ela, foram um divisor de águas na sua vida. “Foi ali que eu comecei a ver meu negócio como uma empresa mesmo. Nunca tinha tido experiência empreendedora antes, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa. Quero até expandir meus horizontes e começar a trabalhar com roupas também, mas não agora.”

Izabelle sabe que calma nesse momento foi importante porque a pandemia também impactou seu negócio. “Em um primeiro momento, bateu o desespero, mas parei por uma semana e me reorganizei, busquei alternativas. A primeira atitude foi parar de vender semijoias, foi quando fiz uma queima de estoque que me deu um bom caixa por uns dois meses, depois eu fiz um catálogo on-line pelo kyte.site e fiquei sabendo também da oportunidade de parceria com a Dafiti.”

Foi na consultoria com o Sebrae que a empresária soube da possibilidade de vender seus produtos na Dafiti, o maior grupo de e-commerces de moda e lifestyle da América Latina. Izabelle correu atrás, fez seu cadastro, passou por uma entrevista e então entrou na plataforma em setembro, fazendo sua primeira venda por lá logo nos primeiros dias.

Tendências

Um relatório do The Business of Fashion mostra que os impactos da pandemia causaram mudanças profundas no consumo, criando novas tendências para o segmento de modas. As principais são:

Peças básicas e conforto

A tendência é que, mesmo após a quarentena, as pessoas fiquem cada vez mais em casa, o que pede peças mais básicas e confortáveis para o dia a dia. Pijamas, jeans, blusas de cores neutras, além de roupas versáteis que transitam entre as mais diversas ocasiões do dia a dia recebem ainda mais destaque nas vitrines e no guarda-roupa.

Peças de segunda mão

A pandemia despertou um consumo mais consciente nas pessoas, fazendo crescer a necessidade e a importância de reciclar e reutilizar. Nesse sentido, os bons e velhos brechós ganham destaque.

Se você tem um negócio no ramo da moda e quer utilizar redes sociais a favor do seu negócio, vale a pena dar uma olhada no artigo “E aí, vamos falar de moda? Como vender no Instagram e WhatsApp”.

Além disso, deixamos para download um eBook com várias tendências de E-commerce desse segmento. Para baixar é só clicar no arquivo abaixo.


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