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Wed Sep 08 10:42:00 BRT 2021
Mercado e Vendas | PREÇO
Como formar preços para os calçados que eu vendo?

Aprenda com profissionais da área a formar os preços ideais para o seu negócio.

· 08/09/2021 · Atualizado em 08/09/2021
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Precificar um produto que não é você que produz pode parecer fácil, mas se não levar em conta os fatores certos, corre-se o risco de sair no prejuízo. Tanto cobrando um valor baixo demais quanto não chegando a um valor competitivo em relação aos concorrentes, cobrando caro demais. Em ambos os casos, o negócio sai perdendo.

A jornalista e empreendedora, Daiane Libero, tem sua loja online de calçados, a Pagu Shoes, que revende sapatilhas, tênis e sapatos tipo oxford femininos. Sua história começa com uma pesquisa de mercado, conseguiu os fornecedores com uma amiga de Volta Redonda (RJ), que já trabalha há anos com isso, fez uma compra de R$ 290,00 para 12 pares de sapatos e lançou a Pagu Shoes nas redes em agosto. 

Daiane dá dicas sobre a precificação dos seus calçados, considerando três fatores. “O  valor do sapato que paguei ao fabricante, o meu lucro, que pode variar de 50% a 100% dependendo da marca e do produto, e o valor para reinvestir em novas compras, que gira em torno de 30%.”

A empresária explica que possui, no total, cinco fornecedores, todos no estado de São Paulo, e que é preciso ter sempre um capital de giro para reinvestir. “Se você demora muito para fazer novas compras, pode ficar sem produtos novos para oferecer, isso faz o cliente perder o interesse. Além disso, um produto que está disponível hoje, amanhã pode não estar mais, os fornecedores não esperam mesmo, é a dinâmica do mercado.”

De acordo com a Analista Técnica do Sebrae, Lucielle Lima, todo negócio tem dois preços, o calculado e o praticado. O preço calculado, é o preço de venda mínimo que um produto pode ter e o preço praticado é o de venda aplicado pela concorrência. “Quando o seu preço mínimo é menor que o de mercado, significa que o negócio é competitivo. Se eles forem iguais, o negócio não tem competitividade, e se o preço de venda mínimo do seu produto for maior que o que já é praticado pelo mercado, é bem provável que o empresário saia no prejuízo.”

Diferencial da comodidade

Depois de trabalhar como gerente em uma loja de calçados por sete anos, Deangellis Falcão decidiu usar a experiência para abrir seu próprio negócio. Há quatro anos, o empresário tem a “Milena Calçados”, que vende sapatos femininos e masculinos em domicílio.

Todos os dias, Deangellis arruma os sapatos no porta-malas do carro e sai para visitar os clientes em suas casas e empresas. Assim, o fatores que ele tem que levar em conta na hora de formar seu preço são os gastos com o carro: combustível, manutenção/desgaste e seguro. “Como compro de grandes marcas, o próprio fornecedor já dá o preço de venda. É o mesmo que você encontra em uma loja ou na internet, por exemplo, mas sem ter os custos fixos de uma loja física, posso dar um desconto maior”.

Com a comodidade como diferencial, Deangellis aproveita algumas épocas do ano para aumentar o mix de produtos. No início do ano, por exemplo, com os movimentos da volta às aulas, faz algumas compras de calçados infantis, que vendem super bem. 

Cada negócio tem sua particularidade na hora de formar preços e o Sebrae possui soluções para te ajudar nisso. Deixamos abaixo um e-book que possui instruções de “Como formar o preço de venda”, você pode fazer o download clicando no arquivo.

Para quem quer aprender mais sobre vendas no negócio, pode acessar o curso “Como vender mais e melhor” clicando aqui.


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