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Mercado e Vendas | ANÁLISE DE TENDÊNCIA
Mercado pet no Brasil: entenda por que o segmento cresceu

Para quem deseja se inserir em um novo segmento, o mercado pet no Brasil pode ser uma oportunidade. Conheça mais do setor e veja razões para investir.

· 23/06/2021 · Atualizado em 23/06/2021
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Para quem deseja se inserir em novas áreas e conhecer segmentos em expansão, o mercado pet no Brasil é uma oportunidade. Mesmo durante a pandemia, em que o comércio como um todo sofreu um declínio, o setor continuou a crescer. 

Tanto que o país é, na atualidade, o segundo maior mercado do mundo conforme o Euromonitor International. Mais especificamente, somos responsáveis por 6,4% da participação global, atrás somente dos Estados Unidos, que ocupa 50% do mercado. E o melhor: as expectativas são de que, nos próximos anos, os números continuem crescendo.

Nesse sentido, para empreendedores de todos os tamanhos, esse representa um setor no qual vale ficar de olho. Por isso, reunimos, a seguir, as principais informações sobre o tema. Confira!

Qual é a perspectiva do mercado pet no Brasil?

Antes mesmo da pandemia, o mercado pet no Brasil já era um setor interessante. No nosso país, temos a segunda maior população de cães, gatos e aves. São cerca de 139,3 milhões de pets domésticos, sendo responsáveis por0,36% do PIB Brasileiro. Portanto, esse é um segmento importante para a nossa economia.

As áreas de atuação vão desde os tradicionais pet care (espaços de cuidado com a saúde e a higiene) até o Pet Food (alimentação). Isso sem falar nos segmentos inovadores, normalmente associados às startups, que estão modificando todo o cenário — por exemplo, novos tipos de ração e de serviços disruptivos. Além de, claro, considerar-se o uso de animais para tratamentos terapêuticos.

Fato é que o setor já apresentava números crescentes em 2018, quando faturou R$ 34,4 bilhões. Lado a lado, como dito, nem mesmo a pandemia conseguiu parar essa crescente, que foi, em média, de 13,5%somente em 2020. Isto é, o mercado pet finalizou o ano com, aproximadamente, R$ 40,1 bilhões em faturamento.

Vale mencionar que a maior parte das empresas envolvidas era composta de empreendimentos de pequeno e médio porte, responsáveis por 90% do valor. Um exemplo disso é o grupo Petz, que, ainda que seja uma grande empresa, cresceu mais de 46,6% somente em 2020.

Por que o mercado pet cresceu no Brasil durante a pandemia?

Logo no início da pandemia, o mercado pet no Brasil foi considerado um serviço essencial. Portanto, pet shops e clínicas veterinárias puderam continuar abertas mesmo com as medidas mais restritivas. Além disso, paralelamente, existe também uma mudança social e política no comportamento humano, que é responsável pelo crescimento do setor.

Isoladas dentro de casa, as pessoas tiveram que ressignificar os seus hábitos e buscar novas formas de conexão. Entenda mais, a seguir, sobre o porquê desse comportamento e como ele afeta os bichos de estimação.

Isolamento social

O ser humano é um ser social, isso é fato. No entanto, por causa da pandemia da Covid-19, tivemos que nos isolar para evitar a propagação da doença. Para quem mora sozinho, todo o processo foi ainda mais desafiador. Afinal, a ida até o trabalho e os encontros nos finais de semana eram os únicos momentos de socialização.

Como resultado, a solidão se tornou uma companhia constante. Segundo uma pesquisa divulgada pela BBC Brasil, o brasileiro é o povo que mais se sente sozinho. 50% dos entrevistados afirmaram que se sentem assim “muitas vezes”, “frequentemente” ou “sempre”. Nesse sentido, para muitas pessoas, ter um bicho foi uma forma de arrumar uma companhia.

De hamsters a miniporcos, a adoção e a compra de animais cresceram. Simultaneamente, subiram, também, os gastos com produtos no mercado pet no Brasil.

Mais tempo passado em casa

Se estamos mais tempo em casa, precisamos de novas formas de "nos ocupar". O período ocioso e sozinho consigo mesmo traz mais espaço para refletir e repensar sobre a nossa trajetória. Nos meses iniciais da pandemia, houve uma crescente busca por cursos online. Tanto que o número de matrículas subiu mais de 400%.

No setor pet, aconteceu um movimento semelhante. Passando mais tempo em casa, as pessoas começaram a entender melhor a rotina e as necessidades dos seus bichos. Como dito, os animais se tornaram a única companhia em alguns casos. Por conseguinte, é natural se sentir grato e querer retribuir.

Seja por meio do oferecimento de uma ração melhor, seja com um novo brinquedo, os gastos aumentaram e isso é incontestável. A título de curiosidade, o banco NuBank revelou que, em 2020, os seus clientes gastaram 71% a mais no segmento quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Logo, ao passar mais tempo em casa, houve uma mudança nas prioridades.

Função terapêutica

Em 1972, foi a primeira vez que um médico propôs o uso de animais domésticos para tratar doenças mentais. Cães, gatos, cavalos e, até mesmo, hamsters, os pets são aliados essenciais na manutenção da saúde física e da mental. Já existem pesquisas que apontam que eles podem ajudar no tratamento da depressão, do estresse pós-traumático e da ansiedade, entre outras complicações.

Inquestionavelmente, durante a pandemia, esse apoio passou a ser ainda mais necessário. Não só em um sentido de companhia, mas para auxiliar a tratar os transtornos mentais que estão surgindo devido ao que estamos vivendo. Conforme um estudo científico publicado pela revista Plos One, pessoas que vivem com animais estão mais felizes e lidando melhor com o momento.

Em um estudo realizado com mais de 5.000 pessoas, 90% delas afirmaram que os pets ajudaram emocionalmente. Como consequência, de acordo com ONGs e protetores de animais, as adoções subiram mais de 50% nos meses iniciais da pandemia. Lado a lado, cresce, também, como dito, a busca por rações, produtos de higiene, medicamento animal etc.

O que saber antes de investir no mercado pet?

Mesmo em um setor com números crescentes, como o mercado pet no Brasil, as dificuldades existirão — principalmente nos meses iniciais, em que a marca está se consolidando e criando credibilidade com o público. Além disso, a nossa economia sofreu um baque durante a pandemia. Nesse sentido, até segmentos essenciais reduziram o faturamento.

Portanto, a primeira coisa que precisa estar clara é que, assim como em outros nichos, os resultados podem demorar a aparecer. Da mesma forma, é preciso investir de modo estratégico para ter resultados. Ainda falamos de um negócio, por isso, é fundamental haver processos claros, profissionais qualificados, gestão eficiente etc.

Alguns setores que podem ser promissores no futuro dentro do mercado são:

  • hotel para pets;
  • creche;
  • adestramento;
  • dog walker;
  • pet sitter;
  • terapias alternativas;
  • clínica geriátrica;
  • banho e tosa;
  • pet shop móvel; entre outros.

Como abrir uma empresa no segmento?

Para quem deseja abrir uma empresa no mercado pet, os passos são os mesmos necessários em outras áreas. A burocracia e o cuidado com os detalhes e com o bom funcionamento da sua empresa são essenciais. Não adianta apenas abrir um comércio porque deu vontade — é necessário planejar e preparar-se para crescer.

Quanto mais organizadas as etapas iniciais estiverem, mais fácil será potencializar os pontos fortes e amenizar ameaças. Veja algumas dicas!

Tenha um plano de negócio

O plano de negócio ajudará desde a criação da empresa até o momento de estabilidade. O documento costuma apresentar a missão da empresa, o local onde será montada, o valor investido, o capital de giro, entre outras informações essenciais. Além de, é claro, metas em curto e em longo prazo.

Vale lembrar que o seu objetivo é apresentar um caminho. Isto é, um material que auxiliará na gestão da companhia. Isso sem falar que ele costuma apresentar possíveis dificuldades, pontos de melhoria e oportunidades.

Conheça o seu público

Saber para quem você vende e com quem conversa é fundamental para ter bons resultados. Afinal, de nada adianta criar um negócio revolucionário, se não há pessoas para consumir. Para mais, ao conhecer os seus consumidores, fica mais fácil realizar investimentos acertados. Por conseguinte, você aumenta os seus lucros e reduz os prejuízos.

Antes de abrir o seu negócio, uma boa dica é realizar uma pesquisa de mercado. Assim, você conhecerá tanto o seu público-alvo quanto a concorrência. Com essas informações em mãos, a gestão do seu empreendimento será simplificada.

Segmente o seu empreendimento

Um erro comum é acreditar que a segmentação é prejudicial para um negócio. Pelo contrário, segmentar é encontrar o público certo, que precisa das suas soluções. No mercado pet no Brasil, essa é uma forma de antecipar as suas demandas e vender para quem realmente entende o valor do seu empreendimento. Essa etapa ajudará também a direcionar os seus esforços na comunicação e em marketing, potencializando ainda mais os seus ganhos.

Conheça a legislação a respeito

Você sabe o que é preciso para abrir um pet shop? Da mesma forma, entende quais são os equipamentos necessários e os requisitos técnicos? Antes de iniciar a sua empresa, estude a legislação da área e tente entender quais são os seus direitos e os deveres. Isso ajudará não só a evitar problemas, mas também a fazer com que o seu investimento cresça de forma saudável.

Estude sempre

Os setores estão sempre se atualizando e lançando novidades na área. No mercado pet, não é diferente. Em função disso, estude sempre, faça cursos e, se possível, participe de congressos. Nem toda novidade fará sentido para o seu negócio, porém, é importante saber o que há disponível.

O mercado pet no Brasil pode ser uma oportunidade, como visto. O país é o segundo maior consumidor de itens no setor. Além de que, mesmo durante a pandemia, os números continuaram a crescer. Então, para quem deseja investir na área, é essencial fazer um plano de negócios, conhecer o seu público e segmentá-lo. Para mais, domine a legislação do setor e estude sempre.

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