O setor cresceu 98% nos últimos anos no Brasil. Investir em opções sem glúten e vegetarianas é tendência do mercado.

O consumo de alimentos saudáveis no Brasil vem crescendo nos últimos anos. De acordo com um estudo da agência de pesquisa Euromonitor, o mercado de alimentação ligado à saúde e ao bem-estar cresceu 98% no país de 2009 a 2014.

O setor movimenta US$ 35 bilhões por ano no Brasil, que é o quarto maior mercado do mundo. A abrangência do segmento se justifica pelo fato de que, para 28% dos brasileiros, consumir alimentos nutricionalmente ricos é muito importante. Além disso, 22% da população opta por comprar alimentos naturais e sem conservantes.

De acordo com Maria Tereza Bertoldo Pacheco, pesquisadora da área de Química de Alimentos do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, o cultivo de crucíferas como brócolis, couve-flor, alho e cebola tem crescido. Entre os frutos, ela destaca o açaí, que, segundo pesquisas, tem alta atividade antioxidante.

Além desses produtos, outros que até pouco tempo eram desconhecidos vêm ganhando espaço na mesa dos brasileiros e nas lavouras. São o caso da quinoa, da linhaça, do goji berry, do açafrão e da chia. Esses produtos fornecem, além de energia, uma série de benefícios ao organismo humano.

Público glúten free

Quem está pensando em investir no mercado de alimentação natural deve prestar atenção aos alimentos sem glúten. A sua demanda de consumo vem aumentando a cada ano e o mercado atende a pelo menos dois tipos de público: pessoas que sofrem da doença celíaca e os que seguem dietas que restringem o consumo da proteína.

Segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS), há dois milhões de pessoas no Brasil afetadas pela doença. E as dietas “detox” estão formando uma legião de apreciadores dos benefícios que a ausência de glúten na alimentação propicia.

O principal desafio dos adeptos do regime é encontrar substitutos à altura do trigo e dos produtos com ele produzidos. Para atender à demanda, o mercado está se movimentando. Evidência disso é a Feira Glúten Free, que acontece anualmente em São Paulo e que, desde a sua primeira edição, vem multiplicando não só o número de expositores de alimentos isentos da proteína como também o de visitantes.

Cuidados com a produção dos alimentos

Estabelecimentos que produzem alimentos sem glúten em uma cozinha onde se manipulam itens que levam farinha de trigo, por exemplo, devem buscar orientação para evitar a contaminação cruzada.

O pó da farinha de trigo no ar, o uso comum de utensílios e equipamentos, a limpeza inadequada e a falta de programação de produção de alimentos com e sem glúten são as principais causas desse tipo de contaminação, que pode causar muitos danos à saúde de celíacos.

Ideias de negócio

Público vegetariano

Outra ótima oportunidade de negócio de alimentação saudável é aproveitar o crescimento do público vegetariano. Uma pesquisa realizada pelo Ibope revelou que 15,2 milhões dos brasileiros se declaram adeptos do vegetarianismo. Isso corresponde a 8% da população do país.

O crescimento da escolha por uma vida saudável entre homens e mulheres vegetarianos se altera conforme a idade, aumentando entre as pessoas de 65 a 75 anos. Neste grupo, o percentual é de 10%. Já entre os jovens de 20 a 24 anos, o percentual é ligeiramente menor (7%), assim como entre homens e mulheres de 35 a 44 anos.

O ranking começa com São Paulo, que tem o maior número de vegetarianos. São mais de 792 mil pessoas, ou 7% da população. Porém, a capital do Ceará, Fortaleza, fica com o título de maior população vegetariana em relação ao total demográfico, com 350 mil pessoas, ou 14% de toda a população.

Isso mostra que há demanda por produtos e serviços focados nesse tipo de cliente. Vale acrescentar que os negócios focados nos vegetarianos também têm entre seus clientes as pessoas que não se declaram vegetarianas, porém são favoráveis a uma alimentação mais saudável.

Ideias de negócio

Aproveite e assista ao vídeo com a apresentação do caso de desenvolvimento da embalagem dos biscoitos da empresa Vegano Vegetariano. A marca contou com consultoria do Sebraetec Design.

Capacitações

Fonte: Blog Mercados

Fonte: Sebrae Nacional - 26/11/2015