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Vestuário infanto-juvenil: aposte em um mercado crescente no país

Preparamos um conteúdo com várias dicas para você montar a loja ideal de roupas e acessórios para bebês, crianças e adolescentes.

  • O mercado

Saber para quem vender e o que se pode colocar à venda: uma das primeiras coisas que o empreendedor precisa ter certeza. No ramo da moda, entender qual será o público alvo para começar a agir é fundamental até para articular o que será oferecido.

O mercado de roupas infantis cresce em média 6% ao ano, segundo a Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). 

É por isso que o lojista que deseja atuar no varejo da moda pode optar por atender a um nicho específico de mercado. E um deles, em ascensão no país, é o do vestuário infanto-juvenil. Roupas, calçados e acessórios infanto-juvenil. Como o consumidor nessa faixa etária está em fase de crescimento, existe uma demanda constante que precisa ser atendida.

O mercado
  • Montando a loja

Para você ficar por dentro dos números, saiba que o mercado de roupas infantis cresce em média 6% ao ano, segundo a Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Dados do Instituto de Estudos de Marketing Industrial (IEMI) mostram que, em 2012, o varejo de moda infantil movimentou R$ 27,5 bilhões, representando alta de 7,5% sobre 2011. Já a indústria voltada para o segmento movimentou R$ 17,7 no mesmo ano, uma alta de 35,9% se comparado a 2008.

As micro e pequenas empresas representam 90% do setor de vestuário no Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest).

Montando a loja
  • O mercado
  • Artigos para bebês

Esse pode ser um mercado atrativo, mas o empreendedor deve ficar atento a alguns pontos antes de iniciar suas atividades, como:

Concorrência do mercado;

Localização do estabelecimento;

Custos;

Preços praticados pelos concorrentes;

Padrão das lojas existentes; 

Comparar as características dos potenciais clientes.

Nós vamos falar um pouquinho sobre essas possibilidades agora. No que diz respeito à localização, um aspecto muito importante é que o local escolhido seja de grande movimento de pessoas. Mas, é preciso ainda avaliar a relação custo-benefício: se você optar por montar a loja fora dos grandes centros, deverá investir em divulgação, atendimento e promoções para atrair o cliente, por exemplo.

O que você precisa saber sobre a localização do seu negócio:

  • Capacidade de estacionamento (local ou próximo);
  • Local que permita o fluxo livre de pedestres;
  • Proximidade de estações e pontos de transporte coletivo.

Qual o tamanho da loja?

Estamos falando do segmento de roupas infantis e juvenis e, por isso, não precisa ser um local realmente grande. A área mínima necessária é de aproximadamente 30m². É o que teoricamente você vai precisar para garantir o atendimento, espaço para um vendedor e um responsável pelo caixa e para a exposição das roupas e estoque. Se estiver em um grande centro, você não precisará de espaço para banheiro no interior da loja, por exemplo.

Independentemente do tamanho, alguns equipamentos são essenciais para montar a loja:

  • Araras;
  • Armários;
  • Assentos;
  • Balcão (com gavetas para estoque);
  • Espelhos;
  • Manequins;
  • Provadores;

Quanto preciso de estoque?

 Esta é uma pergunta recorrente e a resposta é que a manutenção dos estoques deve contar com certa variedade de produtos, atendendo sempre às estações e às tendências do mercado. Além da quantidade, a qualidade das peças compradas não pode ser esquecida, também.

Quanto maior a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

O ideal é que o estoque seja mínimo, porque assim garante a mercadoria, mas gera menor impacto na alocação de capital de giro. Você pode fazer este cálculo levando em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Sua loja precisa chamar a atenção

Dentro e fora da loja, o chamado visual merchandising é essencial. Você pode criar um “cenário” que tenha relação com o público-alvo. Opte por cores alegres e por outros recursos de decoração que cumpram este papel. Vale investir em revestimentos, pintura, móveis e iluminação para favorecer a estética.

A vitrine é o primeiro contato que o consumidor tem com o produto, ela define o que está à venda, então precisa ser atrativa. E não esqueça de agradar o consumidor, que é o cliente direto, que usará as roupas, calçados e acessórios, mas também quem vai pagar a conta.

O ambiente da loja precisa funcionar

Além da estética e da decoração, o ambiente deve ser funcional. Como você consegue isso? Observe os espaços necessários para circulação dos clientes, prevendo inclusive adaptações necessárias para o acesso e atendimento de portadores de necessidades especiais. A área da loja também deve ter no mínimo dois provadores com espaço suficiente para a criança e o adulto acompanhante.

Aprenda a agregar valor

E o que isso significa? Você vai oferecer o inesperado ao cliente. É oferecer mais e melhor e, muitas vezes, aquilo que ninguém oferece. Aposte em diferenciais. Há muitas maneiras de agregar valor dessa forma que vão de comercializar roupas com matérias-primas ecologicamente corretas, utilizar embalagens biodegradáveis, personalizar o atendimento, criar espaços lúdicos até realizar promoções em redes sociais.

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  • Montando a loja

Este é um ramo promissor dentro do varejo da moda. E o bacana é que, nesse caso, a matéria prima utilizada pode ir além do vestuário. Sabe como? Você pode oferecer diversos artigos de primeira necessidade, que vão de banheiras a materiais de higiene.

Só no ramo do vestuário a lista desses artigos é grande. Você pode comercializar roupas das mais variadas, sapatos, mantas, lençóis, cobertores, edredons, travesseiros e por aí vai. Toda oferta de produtos está ligada ao seu público alvo, então, conheça-o bem antes de fazer uma aposta.


O Sebrae oferece, ainda, um curso à distância para aprender Como vender mais e melhor. Boa sorte, e bom trabalho!

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