GESTÃO

Sócio: ter ou não ter? Eis a questão!

Entre as principais decisões que o empresário deve tomar, existe um grande passo que é a escolha de ter ou não ter um sócio.

O que é sociedade empresa
  • Contrato social

Abrir uma empresa exige muitas tarefas para que ela prospere e consiga obter o máximo de lucro, no mínimo de tempo possível. Não se torna um bom empresário da noite para o dia. Para isso, é preciso sentar, estudar o mercado, avaliar cada situação, pesquisar e planejar cada passo dado a ser dado pelo negócio.

As exigências são muitas. Deve-se avaliar quais produtos e serviços serão vendidos, qual o valor e ideal que representará a marca, escolher os melhores pontos de venda e tomar muitas outras decisões. Deve-se ter uma viabilidade financeira bem-feita, saber os planos de ação, definir estratégias de marketing e saber exatamente o que se está fazendo.

Entre as principais decisões que o empresário deve tomar, existe um grande passo que é a escolha de ter ou não ter um sócio. De primeira parece fácil ter uma pessoa ao lado ajudando a tomar decisões, mas isso também cria pontos negativos e será preciso saber lidar com alguém que tem pensamentos diferentes em algumas decisões.

A sociedade acontece quando duas ou mais pessoas comandam um negócio, sendo proprietários do mesmo. Eles devem praticar todas as atividades necessárias para que os produtos e serviços fornecido circulem de modo eficaz no mercado.

A sociedade é a divisão entre os participantes, que pode acontecer de maneiras diferentes. Todo o lucro obtido na empresa também é dividido, o que deve ser feito de maneira proporcional a porcentagem que cada um possui do negócio.

Os sócios além de compartilharem as decisões da empresa, também devem investir dinheiro e esforços para que consigam transformar em realidade os seus planos.

Como escolher um sócio

Já na hora da escolha do sócio é preciso coletar informações dos pretendentes. A primeira coisa que deve ser feita é a avaliação dos desejos e expectativas que envolvem o negócio. Duas ou mais pessoas devem de juntar com o mesmo propósito, formando um time, uma equipe. Mesmo com os objetivos alinhados deve-se considerar as habilidades dos envolvidos, para que cada um atue na função necessária.

Contrato social
  • O que é sociedade empresa
  • Tipos de empresa

O contrato social é o documento que define a porcentagem que cada sócio possui perante a empresa, os deveres e responsabilidade deles. Deve-se incluir no documento o que será feito caso algum sócio queira deixar a empresa e todas as informações relevantes sobre a sociedade. O contrato social é de suma importância, podendo ser comparado à certidão de nascimento de uma pessoa física. Ele aborda todas as condições e regras necessário para que o negócio possa funcionar.

Como elaborar o contrato social

É recomendável que o documento seja feito ou acompanhado por um profissional da área. Com o auxílio deste profissional,l será possível evitar surpresas e situações desagradáveis. O documento deve levar em consideração:

  • Sócios – definir os participantes da sociedade e as informações de cada um;
  • Serviços – constar todos os produtos e serviços fornecidos e quais serão as atividades envolvidas a eles;
  • Tipo de empresa – avaliar em qual é a finalidade da empresa;
  • Local – escolher onde será a empresa;
  • Especificações – especificar os sócios de acordo com o dinheiro investido e quem irá fazer a administração;
  • Pró-labore – definir o pró-labore, que é a remuneração do administrador;
  • Regras – criar regras para situações que podem vir a ocorrer, como: entrada de novos sócios, distribuição dos lucros, possíveis empréstimos e outros.

Tipos de empresa
  • Contrato social
  • Pontos a favor e contra

Veja abaixo todos os tipos de empresas existentes. Ao conhecê-los, será possível entender como esses modelos funcionam e selecionar qual melhor se enquadra no estilo de empresa pretendido, caso se opte por uma sociedade:

 

Simples

Se trata de um modelo de empresa que se baseia exclusivamente nas prestações de serviços. É o primeiro modelo conhecido e sua popularidade é alta. Anteriormente era conhecido como Sociedade Civil.

 

Em nome coletivo

Esse tipo de empresa faz com que cada sócio se torne responsável por suas obrigações, financeira e fiscais. É necessário que essas obrigações estejam especificadas no contrato social. Só assim, cada sócio poderá fazer escolhas de acordo com as limitações e responsabilidades constituídos no contrato.

 

Comandita Simples

Se trata de um tipo de sociedade um pouco mais complicado e elaborado do que os descritos anteriormente. Deverão ser especificadas no contrato as informações das duas seguintes categorias:

  • Comanditados – os sócios são responsáveis pelas funções fiscais da empresa em geral;
  • Comanditários – se responsabilizam por sua quota de maneira individual.

 

Limitada

Representada pela sigla LTDA, é o tipo de sociedade mais presente no Brasil. Para que seja de fato classificada como tal, são feitas algumas exigências:

  • É necessário que haja mais de um sócio, com a possibilidade de ser pessoa física ou jurídica;
  • A participação dos sócios deve ser equivalente à proporção que representam de capital;
  • Precisa-se fazer uma votação entre os sócios para escolher um administrador responsável pela parte legal da empresa;
  • Caso a administração seja feita por um grupo de sócios, deve-se conter o registro da informação no contrato social.

 

Anônima

Conhecida pela sigla S/A, a sociedade anônima é muito utilizada no Brasil. Apesar de sua alta popularidade, ela deve ser utilizada quando as empresas já atingiram maturidade. Elas deixam de representar nomes e passam a se vincular em ações. Precisa-se de pelo menos 7 sócios com direitos, deveres, responsabilidade e obrigações bem discriminados no contrato.

O capital pode ocorrer de duas maneiras:

  • Capital aberto – quando as negociações se baseiam na bolsa de valores;
  • Capital fechado – as negociações não levam em consideração as alterações da bolsa.

 

Comandita por ações

É parecida com a sociedade anônima, o capital também é envolvido com ações. As duas se divergem, pois na comandita é necessário eleger um diretor que irá exercer as responsabilidades sociais da empresa. Isso porque a operação não é feita por acionista, mas sim por um membro escolhido para a atividade.

Caso haja necessidade, mais de um diretor pode ser eleito. A condição para que isso aconteça é nomeá-lo quando a sociedade estiver sendo estabelecida.

Caso em dado momento seja necessário destituir um diretor, é possível que isso seja feito. O ato poderá ser concluído através de votação e é necessário que acionistas que presentam no mínimo dois terços do capital total da empresa concordem com essa retirada.

 

Cooperativa

Para existir é necessário conter pelo menos 20 pessoas. A equipe pode votar de maneira democrática, com cada sócio representando um voto, para a tomada de decisões. Existem dois tipos:

  • Limitada – cada sócio responde por sua quota e possíveis prejuízos;
  • Ilimitada – o sócio tem responsabilidade de responder de modo solidário pela empresa.

 

Conta de participação

Pode ser feita no mínimo por duas pessoas. Não existe a necessidade de firma social. As decisões afetam apenas o comercial. Costuma ser formado por um comerciante, que não necessita de formalização.

 

Advogados

É voltada unicamente para advogados. O contrato, diferente das outras opções anteriores, é feito na OAB. As regras e exigências do documento se encontram no Estatuto da Advocacia na Ordem dos Advogados do Brasil.

 

Sócio proprietário

O sócio proprietário é aquele que inaugurou a empresa e toma as decisões. Diferente da sociedade comum, os sócios agregados costumam ser apenas de investidores que recebem parte dos lucros obtidos.

O proprietário é o responsável pela liderança, criação de estratégias, metas e objetivos. Para que os demais acompanhem o desenvolvimento, é necessário fazer reuniões que irão mostrar o resultado atingidos e definir decisões futuras.

O sócio deve acompanhar também a área financeira. Isso porque como proprietários, eles podem cortar gastos desnecessários, já que costumam ser a pessoa que mais é atingida pelos custos e retorno.

É preciso ter um pouco de conhecimento em marketing, para avaliar as estratégias. Assim, entende-se um pouco do mercado em que está atuando, além de saber as melhores estratégias que impactem os clientes.

Pontos a favor e contra
  • Tipos de empresa

Vantagens

Ao optar por ter um sócio, é possível usufruir de conhecimento maior e diferenciados, já que existem mais pessoas pensando nas coisas com relação à empresa. A probabilidade de obter melhores resultados aumenta, já que cada sócio pode ter habilidades particulares. A gestão empresarial é mais eficiente e possibilita a divisão de deveres. A empresa pode abranger mais coisas e possui a facilidade para investir dinheiro em melhorias.

 

Atrito – o ponto negativo

Quando há mais de uma pessoa na gestão pode haver divergência nas ideias e se criar um atrito no ambiente profissional. Para driblar ou evitar esse problema, deve-se fazer reuniões constantes com dados e resultados da empresa. É preciso pensar de maneira coletiva, expondo as decisões para os demais sócios.

Os objetivos de todos devem estar na mesma sintonia, para isso acontecer é preciso definir metas e criar expectativas de forma clara. Cada sócio deve cumprir com seus deveres, que podem ser resolvidos com mais qualidade caso haja mapeamento de habilidades de cada um deles.

Decisão

Quando escolher ter ou não um sócio, é preciso avaliar bem cada situação de forma individual. Ter alguém para ajudar na tomada de decisões e dividir o investimento, principalmente no começo, pode parecer a situação mais viável. Caso escolha participar de uma sociedade, analise se os outros possíveis sócios possuem objetivos similares. Dividir o cargo pode criar atritos constantes caso cada um queira ir para um lado diferente.

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