METODOLOGIA DE DESIGN THINKING

Entenda o conceito de design thinking e como aplicá-lo aos negócios

Descubra como funciona o processo criativo do design thinking e sua utilidade para criar soluções nos grandes e pequenos negócios e também no seu dia a dia

O que é?
  • O processo

É um modelo de pensamento que vai além da necessidade de criar um produto ou serviço.

A ideia é entrar na vida do consumidor e procurar ditar comportamentos e necessidades futuras

Também é importante experimentar novos pontos de vista e ter agilidade na produção da ideia, para aprender com os erros e evoluir rapidamente. É preciso aprender fazendo, mas o empreendedor precisa ficar de olho, também, nos custos disso.

As bases do design thinking

Empatia
Significa se colocar no lugar do outro para entender melhor seus sentimentos, seu comportamento e seus desejos. Com isso, é possível traduzir observações em insights que podem melhorar a vida das pessoas.

Experimentação
É importante experimentar ideias e arriscar, pois se aprende muito com o erro. Isso permite descobrir caminhos inusitados. De acordo com Linus Pauling, ganhador do Prêmio Nobel de Química e da Paz: “Para ter uma boa ideia, você antes precisa ter muitas ideias”. A tarefa é ter, colaborativamente, o maior número de ideias e, depois, prototipar as melhores.

Prototipação
Significa criar modelos do que será o serviço ou o produto, para avaliar se é viável, desejável e praticável. Trata-se de concretizar as ideias, para que outras pessoas tenham condições de ver, criticar e contribuir.

O design thinking é centrado no ser humano, altamente colaborativo, experimental, otimista e visual. Assim, é preciso acreditar que se pode fazer a diferença, desenvolvendo um processo intencional para chegar ao novo, impactar positivamente as pessoas e criar soluções de negócio inovadoras. Prototipar é usar a criatividade para transformar desafios em oportunidades.

O processo
  • O que é?
  • A essência

O processo de design viabiliza o design thinking. Ele pode ocorrer por meio de uma abordagem estruturada para gerar e aprimorar ideias. É realizado em quatro fases, da identificação do desafio até a solução do problema.

As fases são:

  • Imersão (insights)
  • Ideação
  • Prototipação
  • Realização

Elas podem se repetir ao longo do processo, já que pode ser necessário refinar as ideias ou partir de outro ponto de vista.

Confira, neste infográfico, uma ilustração do conceito e do processo do design thinking, além de como usá-lo nas soluções do dia a dia.

A essência
  • O processo
  • Avaliação global

O design, na sua essência, é a capacidade de equilibrar um projeto sobre três pilares, garantindo as melhores soluções.

De forma geral, a viabilidade e a praticabilidade são mais comumente lembradas e consideradas pelos empresários. A primeira, viabilidade, diz respeito a uma solução viável financeiramente, capaz de gerar um modelo de negócio sustentável. A segunda, praticabilidade, considera a viabilidade técnica do projeto em curto prazo, ou seja, considera se é tecnologicamente possível realizar o que está sendo proposto. No entanto, o diferencial do pensamento de design está justamente na terceira, a desejabilidade.

Ou seja, quando se usa design em um projeto, significa que todo o trabalho é orientado pelas pessoas envolvidas naquele contexto, considerando clientes, colaboradores, usuários e outros indivíduos.

As inovações propriamente ditas são criadas dessa maneira, na medida em que não necessariamente envolvem uma tecnologia de ponta, mas resultam do valor que o cliente percebe ao fazer uso delas. Pensar como um designer dentro do seu negócio pode ser justamente o que está faltando para que o empresário entregue o valor que gostaria aos seus clientes.

Fazer uma imersão pelo mundo deles e entender que necessidades, desejos e expectativas eles realmente têm, e não os que o empresário acha que têm, pode tornar o negócio mais humano e desejável.

Não há necessidade de ir a fundo em técnicas complexas e pesquisas de mercado: às vezes, tudo o que um empreendimento precisa para fazer sentido para o seu cliente é justamente algo simples, como estar próximo deles no dia a dia, dialogando e entendendo o seu ponto de vista.

O uso do design thinking na criação de aplicativos para varejo

Em virtude da transformação digital que vem ocorrendo nos últimos anos, a utilização de aplicativos para vendas de produtos por meio do celular está em expansão e pode ser um diferencial para os pequenos negócios.

Esse crescimento explica-se pelo fato de as pessoas poderem realizar compras em qualquer lugar, desde que tenham acesso à internet, interesse na compra do produto e facilidade de navegação. No entanto, um aplicativo é diferente de um site e deve ser projetado pensando na sua natureza.

Entre as características de um bom aplicativo está a simplicidade, o fato de facilitar a vida das pessoas. O que significa que os apps inúteis, lentos ou sem funcionalidade são deletados rapidamente pelos usuários.

Por isso, o design thinking pode ser uma estratégia para projetar aplicativos de sucesso, uma vez que traz lições valiosas das reais demandas envolvidas, a fim de remover obstáculos rumo ao objetivo final: a solução

Avaliação global
  • A essência

Entendendo os clientes

O design thinking permite uma visão de fora para dentro do negócio, ou seja, a visão de quem é impactado pela solução. Conhecer seus tipos de clientes, descobrir suas expectativas e necessidades, bem como identificar como será a interação com a interface do aplicativo e sua fluidez permite desenvolver uma experiência com maior valor para quem vai usá-lo. Por isso, é importante encontrar formas de obter opiniões, sentimentos, sugestões e saber selecionar aquelas que auxiliem na melhoria do aplicativo.

Entendendo o negócio

Entender diferentes aspectos do negócio é fundamental para o desenvolvimento de um aplicativo efetivo para seus usuários. Por meio do design thinking é possível estudar os fluxos internos entre a equipe da loja, incluindo gerência, estoquistas, equipe administrativa e vendedores. Entender as pessoas de dentro do negócio é fundamental para mapear processos de trabalho, sua eficiência e performance, bem como identificar barreiras e oportunidades de melhoria.

Cocriação de soluções
Com os aprendizados da etapa anterior, será possível saber quais são as necessidades do negócio para projetar as funcionalidades do aplicativo. Neste momento, é possível propor a melhoria de algum processo, conectado com a cultura da empresa. A partir disso, o próximo passo é a etapa de geração de ideias, em que são propostas diferentes soluções, de maneira conjunta e colaborativa, envolvendo tanto usuários quanto pessoas da equipe da empresa. Isso permite maior engajamento e comprometimento das pessoas envolvidas com o processo.

Um processo contínuo

1. Experimentação e teste

Com as soluções geradas, parte-se para a etapa da seleção e refinamento das melhores ideias, na qual algumas poucas ideias ficam prontas para serem prototipadas. Os protótipos podem ser simples, como um desenho em uma folha, cartolina, papelão, entre outros materiais acessíveis. O objetivo é se aproximar de uma versão com informações suficientes sobre a tela para testar com usuários reais e assim obter feedbacks e sugestões de melhoria.

2. Melhorias em movimento

O processo do design continua, ele não tem fim. Qualquer mudança no mercado, na vida das pessoas ou no fluxo interno da empresa poderá exigir a atualização do aplicativo, em qualquer dos seus momentos de interação com os usuários. O próprio sistema de navegação precisa de design contínuo, uma vez que suas telas, de abertura, cadastro, login, busca, compra, e todas as que forem necessárias devem ser totalmente práticas e intuitivas, de acordo com os aprendizados em questão.

Gostou do conceito de design thinking?

Confira o vídeo abaixo e aprofunde seus conhecimentos:

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