Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?Biomassa é o nome da energia gerada a partir de material de origem animal ou vegetal. Isso inclui o uso de resíduos agrícolas como o bagaço da cana, cascas de arroz, côco, podas de árvore, etc., certos tipos de lixo urbano e esgotos industriais e residenciais, além de sobras de madeira da indústria, como fontes de geração de energia. O briquete é considerado um substituto da lenha e também é conhecido como o “carvão ecológico” e resulta do processo de secagem e prensagem de resíduos de madeira, apresentando após sua transformação um produto para queima com alto poder calorífico, o que faz deste um combustível ideal para uso em caldeiras industriais, fornos, cerâmicas e outros. Na produção de briquetes são utilizados resíduos de madeira como pó de serra (serragem), maravalha (fitinhas de madeira), cavacos ou pedaços de madeira picadas, devendo tais resíduos estar com um grau de umidade adequado e desprovido de qualquer produto químico ou outros tipos de aglutinantes, o que irá resultar em um bloco cilíndrico compacto, de alta densidade e ambientalmente sustentável, com as seguintes vantagens: • É um combustível que pode-se através do manejo correto garantir seu ciclo, por exemplo garantindo o reflorestamento ou replantio; • Permite o aproveitamento do lixo das indústrias de base florestal; • Reduz o impacto negativo sobre as florestas nativas para a retirada de lenha; • Possui poder calorífico mais homogêneo que a lenha; • Apresenta temperatura de queima superior à lenha. O briquete pode ser utilizado na produção de energia, na forma de calor e gaseificação, em caldeiras, fornos, churrasqueiras, lareiras, dentre outros. Para se ter uma idéia, cerca de 30Kg de briquetes geram energia equivalente a 100 kWh/mês de energia elétrica convencional. Em tempos de mudanças climáticas o briquete também pode ser uma ótima fonte de geração de renda para muitos empreendedores. Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo

Mercado

Segundo a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, a oferta potencial de energia oriunda de resíduos da madeira no Brasil é concentrada nas regiões Sul e Sudeste do país (considerando apenas os resíduos do preparo da madeira). Os estados brasileiros com maior potencial de aproveitamento são Paraná e São Paulo, com um potencial de geração entre 27,53 MW e 82,9 MW. No entanto, a oferta de resíduos de madeira está muito atrás da do bagaço de cana-de-açúcar, que também pode ser aproveitado na geração de eletricidade, principalmente em sistemas de co-geração. Além disso, em alguns estados, um dos grandes problemas enfrentados pelos produtores de briquetes de resíduos de madeira, é a competitividade do produto junto a outras biomassas, que não tem incidência de impostos. Além da atividade sucroalcooleira, as demais atividades agrícolas também representam importante fonte potencial de resíduos. Conforme estudos apresentado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, o potencial de geração de resíduos de madeira no Brasil é de 30 milhões de m3 anuais. As principais fontes geradoras são a indústria madeireira (91% ou 27 milhões de m3), a poda urbana (6% ou 2 milhões de m3) e a indústria de construção civil (3% ou 1 milhão de m3). Os consumidores finais ocupam um lugar de destaque na comercialização do briquete. O uso de briquetes está associado à preservação ambiental, pois aproveita resíduo e substitui a lenha e o carvão vegetal sendo consumido pelas indústrias, comércio e residências. Entre as indústrias que mais utilizam calor em seus processos produtivos estão: alimentícia, siderúrgica, metalúrgica, metal-mecânica, química, petroquímica, cerâmica, porcelana, olarias, vidro, têxtil, entre outras. Nos grandes centros, capitais e grandes cidades, o briquete tem seu papel destacado. Na cidade de São Paulo, por exemplo, existem 5.000 pizzarias e 8.000 padarias das quais aproximadamente 70% utilizam fornos a lenha. Atualmente, os fabricantes de briquetes não têm produto suficiente para atender este mercado em sua totalidade. Uma pizzaria ou padaria utiliza em média o equivalente a 4 toneladas de briquete por mês. Para abastecer apenas a região metropolitana da cidade de São Paulo, necessita-se de 36.400 toneladas por mês de briquetes, o equivalente a 254.800 metros cúbicos de lenha por mês (1 tonelada de briquete é equivalente a 7 m3 de lenha ). O consumo de briquetes em churrasqueiras e lareiras domésticas ainda é muito incipiente. No entanto, no mercado de varejo, a procura por briquetes para uso doméstico é crescente, e os consumidores afirmam que os briquetes “duram” mais, são mais limpos do que o carvão e mais fáceis de manusear e guardar.

Localização

Podemos dividir o estudo de localização de uma fábrica de briquetes em duas etapas: Escolha da Região e Escolha do Imóvel. Escolha da Região As atividades industriais são, de modo geral, fortemente orientadas para o local onde estão os recursos como matéria-prima, água, energia e mão-de-obra capacitada, além de outros insumos. Porém, para um adequado estudo de localização, outros fatores devem ser analisados, dentre eles: Mercado Fornecedor, Mercado Consumidor e Mercado Concorrente. a) Mercado Fornecedor A localização da planta é um importante fator crítico de sucesso, já que os custos com transporte são altos devido às densidades dos materiais envolvidos. A densidade média das matérias primas para a fabricação dos briquetes gira em torno de 250kg/m³, muito leve, o que inviabiliza seu transporte a longas distâncias; por sua vez, o produto final é pesado, com densidades variando de 1000kg/m³ a 1200kg/m³, e é, por isso mesmo, transporte-intensivo. Desta forma, a escolha do território para a instalação de uma planta de briquetagem deve levar em consideração, por um lado, a distância entre a fábrica e as fontes de matérias primas, e, por outro, a distância entre a fábrica e os centros consumidores. Como o transporte das matérias primas tem custos mais altos do que os da distribuição, a localização da planta deve privilegiar o acesso às matérias primas. A localização ideal deve ser no entorno de áreas geradoras de resíduos de madeira em geral (reflorestamentos, madeireiras, serrarias) e/ou de culturas agrícolas como cana, milho, arroz, entre outros. b) Mercado consumidor Sendo a demanda generalizada, o produto final encontra consumidores em diversas regiões e segmentos empresariais (industrial, comercial e doméstico), o que não necessariamente acontece com as matérias primas. c) Mercado Concorrente A concorrência deve ser analisada não só pela quantidade de empreendedores no mesmo segmento, mais sim, pela forma de atuação destes, considerando similaridade com seu produto / produtos substitutos, preço e disputa pelo mesmo mercado e canais de distribuição. Segundo estudos do BNDES, existe uma importante distinção entre o perfil nacional e o perfil mundial de utilização da biomassa. Enquanto a madeira é a fonte de biomassa mais relevante no mundo, com cerca de 87% do total, no Brasil tem importância secundária, com 45%, menor do que os produtos derivados da cana (com 55%). Escolha do Imóvel Para definir o imóvel em que irá instalar sua fábrica de briquetes, atente para os seguintes detalhes: - Avalie se os custos de aluguel, taxas, reformas, adaptação e manutenção são compatíveis com seu orçamento de investimento e despesas; - Se o imóvel atende às suas necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características dos estabelecimentos comerciais vizinhos e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone, internet, etc; - Facilidade de acesso a fábrica e se o imóvel possui local para carga e descarga de mercadorias, estacionamento para clientes e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas; - Se o local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco; - Se o imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais. Atente para sua adequação aos requisitos de Licenciamento ambiental; - Se a planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura. Neste caso, verifique se houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva.; - Se a atividade a ser desenvolvidas no local respeita a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município; - Se os pagamentos do IPTU, referente ao imóvel, encontram-se em dia;

Exigências Legais e Específicas

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário que se cumpra os seguintes procedimentos junto aos órgãos responsáveis: 1) Consulta Comercial – órgão Responsável: Prefeitura Municipal - Secretaria Municipal de Urbanismo. Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa, o primeiro passo é realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo. 2) Busca de nome e marca. Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada. 3) Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual - Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples). Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou do empresário junto a Receita Federal, através de pesquisas do CPF. 4) Solicitação do CNPJ - Órgão responsável: Receita Federal. 5) Solicitação da Inscrição Estadual - Órgão responsável: Receita Estadual 6) Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda. Órgão responsável: Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal da Fazenda. O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido. 7) Matrícula no INSS - Órgão responsável: Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas – INSS. 8) Certidão de Uso do Solo - Órgão responsável: Prefeitura Municipal. Tal documento deve ser solicitado à prefeitura do município em que o empreendimento pretende instalar-se. A solicitação da certidão deve ser instruída de documentos básicos como planta de localização georreferenciada, termo de uso pretendido, etc. O empreendedor deve observar ainda o código de edificações e postura do município, recomendações da vigilância sanitária e demais legislações pertinentes. LICENÇA DE FUNCIONAMENTO A instalação de uma fábrica de briquetes de madeira requer licenciamento do IBAMA e das Agências Reguladoras Estaduais. Isto porque o briquete utiliza produtos de origem “florestal” em sua fabricação, além disso, este é um produto utilizado como combustível em caldeiras e fornos, cujos limites máximos de emissão de poluentes estão sujeitos a controle. A PORTARIA MMA Nº 253, de 18 de agosto de 2006, institui o DOF Documento de Origem Florestal, que é a licença obrigatória para o controle do transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais de origem nativa, contendo as informações sobre a procedência desses produtos e subprodutos, gerado pelo sistema eletrônico denominado Sistema DOF, na forma do Anexo I da Instrução Normativa nº 112, de 21 de agosto de 2006. De acordo com o regulamento da Lei nº 997/76 aprovado pelo Decreto nº 8.468/76 e alterado pelo Decreto nº 47.397/02 as indústrias em geral estão sujeitas ao Licenciamento Ambiental (Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação). A Resolução CONAMA nº. 237/97, de 19 de dezembro de 1997. Delega a competência dos estados em emitir as licenças ambientais bem como normas peculiares aplicáveis em cada região. Recomendamos aos empreendedores interessados que o Órgão Ambiental seja informado, desde a concepção do projeto, sobre as intervenções, objetivos e cronogramas previstos. Agindo assim, possíveis descompassos entre a realização do projeto e seu licenciamento são evitados. Para conhecer a Relação dos Órgãos Ambientais de cada um dos Estados Brasileiros e de seus sítios na Internet acesse: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/ bndes_pt/Areas_de_Atuacao/Meio_Ambiente/licenciamento.html. Outras Leis Federais Aplicáveis ao Setor - Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. - Resolução CONAMA 316 de 29 de outubro de 2002: Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos.

Estrutura

O espaço físico escolhido deve ser compatível com suas expectativas de produção atual e oferecer infra-estrutura e condições que propiciem o seu desenvolvimento. Com base nestes pré-requisitos é possível dimensionar a área total a ser utilizada e o espaço reservado a cada setor. Estimamos que uma área total de aproximadamente 4000m² sendo pelo menos 1000m² coberto seja suficiente para abrigar os seguintes ambientes: -Área de recepção e estocagem de matéria prima – Esta é uma atividade que requer áreas separadas para disposição do resíduo de madeira sem tratamento (silo úmido) e a matéria prima já picada e seca (silo seco); -Galpão de produção – Deve ter o seu layout interno separado entre os setores de homogeneização da madeira (picador de madeira), peneiramento da serragem, secagem, resfriamento e briquetagem. O arranjo físico do galpão deve basear-se em três princípios fundamentais, que são a inter-relação entre atividades o espaço disponível e o ajuste de equipamentos e áreas; -Almoxarifado e Laboratório de análise; -Área de estocagem de produtos acabados e carregamento – os briquetes não apresentam riscos de explosão, como ocorre com alguns combustíveis, sendo considerado mais seguro. Entretanto, por ser um material combustível essa armazenagem precisa seguir regras de segurança muito criteriosas; -Área destinada aos setores de Administração e Vendas;

Pessoal

O quadro pessoal irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento e o nível de capacidade de fabricação de briquetes de madeira, no entanto poder-se-á iniciar as atividades operacionais com um número aproximado entre 7 a 10 funcionários: - 01 para a recepção; - 01 para vendas; - 01 para execução de atividades administrativas; - 04 a 07 para a área de produção. Esse quadro contempla os operadores de máquinas e os auxiliares de produção. Ressalta-se que, o empreendedor deverá estar presente em tempo integral na empresa, principalmente na área de indústria e comercial, pois será nesse ambiente que se configurará o sucesso de seu empreendimento, ou seja, produzindo briquetes de madeira com qualidade e também garantindo o bom desempenho comercial da empresa. Enfim, o empreendedor deverá se fazer presente integralmente na gestão completa da fábrica de briquetes de madeira.

Equipamentos

Os equipamentos necessários para a montagem de uma empresa de fabricação de briquetes de madeira, considerando uma empresa de porte médio, são os seguintes: 1. Maquinário para montagem da fábrica: • Uma briquetadeira n/95 ou Nac 100 m (compactadora); • Um silo seco; • Um secador de tambor; • Um silo úmido ou redler; • Uma pá carregadeira (recolher e espalhar serragem); • 02 caminhões próprios ou terceirizar esse serviço; • Uma fornalha 2x2 para aquecer secador (secador de cilindro); • Extrusora de pistão mecânico. 2. Materiais para escritório: • Mesas; • Cadeiras; • Microcomputadores; • Impressora a laser; • Fax; • Telefone. Será importante e fundamental contar com um software que possibilite à integração das diversas áreas da empresa, sendo ideal que seja um software amigável e que venha possibilitar a gestão integrada da empresa de fabricação de briquetes de madeira.

Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.A principal matéria-prima de uma fábrica de briquetes é composta por resíduos de madeira em geral, sendo usado nessa produção: pó de serra (serragem), maravalha (fitinhas de madeira), cavacos ou pedaços de madeira picadas; devendo tais resíduos de madeira estar desprovida de qualquer produto químico ou outros tipos de aglutinantes. Deve-se dar preferência para as madeiras “claras”, pois apresentam menor odor. Isto porque existem madeiras que tem “cheiro forte” o que poderá transformar o briquete produzido em produto não adequado para uso em alguns segmentos. Assim o briquete de madeira clara é mais adequado para utilização em queima voltada para produção de alimentos e as madeiras de coloração mais escura podem ser utilizadas em queimas industriais. O poder calorífico varia de acordo com o tipo de madeira e grau de umidade da matéria prima utilizada na fabricação dos briquetes. No caso de briquetes produzidos com Pinus, esses apresentam PCS (poder calorífico superior) próximos a 4500 a 5000 kcal/kg. Já briquetes de outras matérias- primas geram 4200 a 4600 kcal/kg de PCS. Esses valores dependem muito do teor de lignina e resinas da madeira. A densidade média dos resíduos de madeira (matéria-prima dos briquetes) é de no máximo 200 kg/m³. Já a dos briquetes é de 1200 kg/m³, conferindo poder calorífico de pelo menos 6 vezes maior por unidade de volume por causa de sua elevada densidade (muito mais massa seca por volume).

Organização do Processo Produtivo

O processo de briquetagem inclui as seguintes etapas: trituração, secagem, prensagem (compactadora) a alta temperatura e embalagem. O produto final tem a forma cilíndrica ou retangular e fica parecido com os aglomerados de madeira. O formato é determinado pelo equipamento utilizado. Os formatos de briquetes mais consumidos são os peletes e os tarugos. Os peletes também são produzidos a partir de resíduos de madeira, que são secos e prensados em forma de grânulos e servem como biomassa para a geração de energia. Em sua forma comercial assemelham-se muito a ração de cachorro. No Brasil, consomem-se briquetes em forma de tarugo porque as instalações industriais não foram projetadas para usar pellets, o que já acontece na União Européia, que prefere este tipo de apresentação. O processo de briquetagem se dá pela compactação/compressão da matéria-prima a elevadas pressões, fato que traduzirá em aumento da temperatura da ordem de 100º C. Essa elevação de temperatura provoca a “plastificação” da lignina, substância que atua como elemento aglomerante da celulose contida nas partículas de madeira, não devendo ser utilizado nenhum produto químico, como resinas, ceras ou colas. Os resíduos de madeiras briquetados, possuem um teor de umidade por volta de 8 a 10%. Estes briquetes são equivalentes a uma lenha seca, de elevada densidade e com uma forma extremamente homogênea. Sendo esse o produto final de uma fábrica de briquetes de madeira.

Automação

A fabricação de briquetes envolve o emprego de equipamentos industriais que majoritariamente utilizam processos mecânicos para picar, peneirar secar, resfriar e briquetar a serragem. Em relação ao emprego da tecnologia da informação - TI, o empreendedor deverá avaliar a melhor solução para o seu empreendimento entre os softwares de gestão agro-industrial disponíveis no mercado. Em geral estes são originalmente desenvolvidos para indústrias de maior porte (destilarias, usinas de cana, fábricas de óleos vegetais, etc). O aplicativo escolhido deverá oferecer soluções de controle (podem ser integradas ou não) para as áreas de produção (“chão de fábrica”) e contábil-financeira e CRM – Customer Relationship Management (Gestão do Relacionamento com Clientes) com funcionalidades tais como: - Chão de Fábrica - Planejamento e controle da produção, ordem em produção, controle de estoques de matéria-prima e produto acabado, cadastro de fornecedores, etc. - Gestão financeira: Controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, fluxo de caixa, bancos, fechamento de caixa, etc. - CRM: Gestão de cotações, preços e configuração de produtos e serviços, previsões de vendas, análise de propostas, gestão de território, metodologia de vendas e comissionamento, análise e segmentação de públicos, gestão de campanhas, personalização de ofertas, gestão de listas, E-mail marketing, etc. Para se decidir pelo sistema a ser utilizado, todavia, o empreendedor deverá levar em conta seu orçamento disponível, o preço cobrado pelo fabricante pela licença de uso e manutenção, conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual e atualizações oferecidas pelo fornecedor.

Canais de Distribuição

As fábricas de pequeno porte, com baixa produção comercializam seus produtos das mais diversas formas (distribuidores, vendedores próprios ou vendas diretas) para olarias, padarias, pizzarias, churrascarias, cerâmicas, destilarias, etc. As fábricas de maior porte, com vendas de grandes quantidades, em geral possuem vendedores especializados e/ou representantes para atendimento a indústrias de papel, refrigerantes, metalúrgicas, indústrias de óleos vegetais, dentre outros empreendimentos.

Investimento

Estimamos que o investimento inicial requerido para montar uma fábrica de briquetes de madeira em porte de processar 20 ton/dia seja o seguinte: 1. Maquinário necessário para a montagem da fábrica: a. Uma briquetadeira n/95 ou nac 100 m (compactadora) - R$ 385.020,00; b. Um silo seco - R$ 13.500,00; c. Um secador de tambor - R$ 129.270,00; d. Um silo úmido ou redler - R$ 22.800,00; e. Uma pá carregadeira (recolher e espalhar serragem) - R$ 19.500,00; f. Dois caminhões - R$ 120.000,00; g. Uma fornalha 2x2 secador de cilindro - R$ 17.350,00; h. Extrusora de pistão mecânico - R$ 40.000,00. Total de Maquinário e transporte - R$ 747.440,00. 2. Materiais para escritório: a. Mesa (5) - R$ 1.550,00; b. Cadeira (15) - R$ 2.100,00; c. Computador (3) - R$ 4.900,00; d. Impressora laser (2) - R$ 1.200,00; e. Fax (2) - R$ 900,00; f. Telefone (4) - R$ 250,00. Subtotal - R$ 10.900,00. Total geral - R$ 758.300,00 Os custos acima não incluem os valores necessários a adequação do imóvel (eis) onde o empreendimento será instalado, pois poderá variar significativamente em cada caso. Por esta razão, sugerimos a elaboração de um Plano de Negócio, onde estes e outros recursos necessários, em função dos objetivos estabelecidos de vendas, retorno do investimento, dentre outros balizadores sejam determinados. (vide modelo disponível em: http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um negocio/integra_bia?ident_unico=1440).

Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão. O Capital de giro necessário para iniciar a operação de uma fábrica de briquetes irá variar de acordo com o porte do empreendimento e as condições descritas acima. Estimamos que para uma fábrica de pequeno porte, o capital de giro exigido seja cerca de 15% a 20% do investimento inicial, ou seja aproximadamente R$ 120.000,00 para suprir as despesas de pagamento da mão- de-obra, aluguel e taxas, aquisição de matéria-prima em geral, impostos e pró- labore do empreendedor conforme discriminado nos custos mensais à seguir.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos mensais de operação de uma fábrica de briquetes estão diretamente relacionados às quantidades produzidas / vendidas. Para fins de ilustração, podemos relacionar alguns elementos de custos de um fábrica deste tipo dentro de dois grupos principais: Gastos Fixos São os gastos que independem da quantidade produzida / vendida e são incorridos mesmo que nenhuma unidade seja produzida. - Água, luz, telefone e acesso à Internet das instalações da Administração - R$ 1.450,00; - Assessoria contábil – R$ 1.10,00; - Material de expediente do pessoal do escritório – R$ 800,00 - Mão de Obra indireta com encargos – R$ 3.300,00. - Aluguel do imóvel / galpão da fábrica – R$ 8.500,00 Gastos Variáveis São os gastos que irão variar conforme o volume produzido/vendido. Isto é, quanto maior a produção/venda maior são estes gastos e vice versa. Exemplo: - Matéria-Prima - R$ 45.000,00 - Mão de Obra Direta – 6.880,00 - Manutenção de equipamentos – 3.500,00 - Comissões - R$ 3.650,00 - Embalagens – R$ 6.800,00 - Frete – R$ 26.500,00 - Tributos, impostos, contribuições e taxas – R$ 28.550,00.

Diversificação/Agregação de Valor

No segmento de fábrica de briquetes de madeira, por ser praticamente um único produto com destino definido previamente, ou seja, destinado a queima em fornalhas, fornos, caldeiras, etc., não é tão simples diversificar, no entanto é possível agregar valor ao produto final, como segue: • Trabalhar com matéria-prima fornecida por empresas que estejam legalizados perante os órgãos oficiais de proteção ambiental; • Com base no primeiro item, o empresário desse segmento deverá assegurar que a matéria-prima adquirida não é fruto de madeira extraída ilicitamente; • Produzir briquetes com o menor teor de umidade possível, sempre se baseando no percentual de 10% como barreira máxima para o seu produto final; • O teor de umidade no briquete é que define o seu poder calorífico, com isto um briquete com baixa umidade terá maior regularidade térmica. O empreendedor deverá estar sempre atento à possibilidade de abertura de novos clientes, para tanto, precisa estar sempre atento ao mercado consumidor, de forma que, a cada nova oportunidade surgida ou “criada”, não perca a chance de expor as vantagens dos briquetes em detrimento à lenha, e outros produtos utilizados na queima, para manter fornos aquecidos, dentre outros. Uma forma de diversificar é a de estudar outros subprodutos para processar a briquetagem, tais como bagaço de cana-de-açúcar, resíduos da indústria coureira, resíduos urbanos de podas de árvores e jardins públicos que podem ser expostos para secagem e quando no estado de cavacos secos podem ser briquetados. Assim, todos os itens indicados acima podem ser briquetados e desde que encontrado com antecedência possíveis consumidores poderão se tornar mais uma fonte de processamento e venda. Existem várias opções ainda não encontradas, pesquisadas e testadas, pois se trata de um segmento relativamente novo no mercado. Há, aproximadamente, 20 anos que surgiu para o consumo a figura dos briquetes de madeira.

Divulgação

A forma de divulgação de uma fábrica de briquetes de madeira deve ser a mais simplificada possível, pois como se trata de um produto com pequeno conhecimento do grande público, talvez a melhor forma de divulgação é ir ao encontro dos possíveis clientes. Assim o empreendedor de fábrica de briquetes deverá estruturar uma equipe de representantes comerciais, com conhecimento do produto, para visitar o seu público-alvo, buscando assim a apresentação do que vem a ser o briquete, sua aplicação, quais as vantagens em relação a lenha e outros combustíveis passíveis de serem substituídos pelo briquetes de madeira. Desta forma haverá então uma divulgação direta e também poderá ensejar em vendas. Nesse processo de visitar os possíveis consumidores, componentes de seu público-alvo, será importante que seja produzido material de divulgação da fábrica de briquetes, podendo ser folders, filipetas, dentre outros, visando suportar a apresentação feita por parte do representante comercial. Opcionalmente poder-se-á também montar uma campanha de informação para o grande público o que vem a ser um briquete e sua utilidade, aliando tal campanha informacional ao processo de preservação do meio ambiente e redução da emissão de carbono. A referida campanha informacional poderá ser feita em rádios, TV e outdoor, desde que exista verba suficiente para essa finalidade, pois uma campanha nessa amplitude fica relativamente cara. Essa campanha tem a finalidade de além de apresentar o que vem a ser briquete de madeira, também terá uma função específica de mobilizar uma parte da sociedade para que esses exijam das empresas que utilizam sistema de aquecimento por meio de carvão vegetal ou mineral, ou mesmo lenha, para que passem a consumir briquetes de madeira. Portanto, trata-se de um processo sócio-educacional. Uma forma de divulgação que não pode ser deixada de lado é a feita via internet, tendo um sitio muito bem estruturado, pois grande parte de abertura de novos mercados decorrerá desse meio de comunicação, já que o mesmo atinge todos os cantos do mundo de forma uniforme e rápida.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de FÁBRICA DE BRIQUETES, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 1629-3/01 como a atividade de fabricação de briquetes, lenhas ou carvões ecológicos (de resíduos de madeira, casca de coco ou outras fibras vegetais), poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4,5% a 12,11%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ). Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado
• 5% do salário mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do empreendedor;
• R$ 1,00 mensais de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias;

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

Eventos

Feiras e Congressos CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIOENERGIA E BIOTECH FAIR 6º Congresso Internacional de Bioenergia - 16 a 19 de Agosto de 2011 Centro de Eventos Sistema FIEP - Curitiba - PR - Brasil Fone/Fax: + 55 (54) 3226-4113 E-mail: contato@bioenergia.net.br Website: http:// www.bioenergia.net.br/congresso/br/index.php ENERGEN LATAM Fone:(21) 38931300 /38931300 Website: http://www.energenlatam.com .br ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE BASE FLORESTAL E BIOMASSA Sindimadeira – Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Lages, Associação Rural de Lages e HFSA - Hannover Fairs Sulamerica Ltda, Website: http://www.florestal biomassa.com.br/f/ EXPOFOREST Organização: Malinovisck Florestal Endereço: Rua Nicolau Scheffer, 119 Boa Vista - Curitiba/PR - CEP 82640-390 Telefones: (41) 3049-7888 /3049-7888. Email: contato@malinovski.com.br FEMADE - Feira Internacional da Indústria da Madeira, Móveis e Setor Florestal. Promotor: BIMAQ- Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e da Hannover Fairs Sulamérica Ltda, Fone:(41) 30276707 / (41) 30276707 Website: http://www.feirafemade.com.b r Cursos UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Endereço: Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 210 – Centro – Curitiba – PR. Fone: (41) 33613000 / (41) 33613000 Cursos Bioenergia: Gestão Ambiental.

Entidades em Geral

AGEFLOR - Associação Gaúcha de Empresas Florestais Endereço: Trav. Francisco Leonardo Truda, 40, Sala 148 - 14o andar, Centro, Porto Alegre, RS. Fone:(51) 32214622 / 32214622 ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica SGAN 603 módulo J Brasília DF CEP 70830-030 CNPJ - 02.270.669/0001-29 Telefone Geral: 0 XX 61 2192 8600 Website: http://www.aneel.gov.br BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Endereço: Av. República do Chile, 100 - Centro 20031-917 - Rio de Janeiro - RJ Central PABX: (21) 2172-7447 / 2172-7447 Website: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Areas_de_A tuacao/Meio_Ambiente. CBCN - Centro Brasileiro para Conservação da Natureza e Desenvolvimento Sustentável Endereço: Rua Professor Alberto Pacheco, 125 - sala 103, Ramos, Viçosa, MG. Fone:(31) 38924960 / 38924960 Website: http://www.cbcn.org.br IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia Endereço: SHIN CA 5 Lote J2 Bloco J2 - Salas 304 a 309 Bairro: Lago Norte - Brasília- DF CEP 71.503-505 (61) 3468-1955 / 3468-1955/ 3468-2206 Website: www.ipam.org.br Ministério do Meio Ambiente / IBAMA Website: www.ibama.gov.br Ibama - Laboratório de Produtos Florestais Website: www.ibama.gov.br/lpf/ SINDIMADEIRA – RS Sindicato Intermunicipal das Indústrias Madeireiras, Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Esquadrias, Marcenarias, Móveis, Madeiras Compensadas e Laminadas e Chapas de Fibras de Madeiras do Rio Grande do Sul. Rua: Ítalo Victor Bersani, Nº 1134, Jardim América, Caxias do Sul, RS. CEP: 95050-520 Caixa Postal: 1334 Website: http://www.sindimadeira.org .br

Normas Técnicas

As normas técnicas são documentos de uso voluntário, utilizados como importantes referências para o mercado.

As normas técnicas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio.

As normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

ISO 14001:1996 – norma que define os requisitos para estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental.

Glossário

Aglutinante: composto que tem o poder de “juntar” partes por meio de um elemento químico; Calorífico: é a troca de energia sob a forma de calor; Carbono: elemento químico produzido por vários meios em nosso cotidiano e que auxilia no aquecimento global; Cavaco: pedaços de madeira, normalmente sem formato específico; Combustíveis Fósseis: São combustíveis como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral, resíduos de plantas fossilizadas, que foram enterradas na crosta da terra e chegaram a seu estado atual através de reações químicas ocorridas durante longos períodos de tempo. São produzidos pela decomposição contínua de matéria orgânica animal e vegetal através de eras geológicas. A sua produção é extremamente lenta, muito mais lenta do que a taxa de consumo atual e, portanto, não são renováveis na escala de tempo humana; Créditos de Carbono: Redução de emissões de gases de efeito estufa que são negociados no Mercado Internacional de Carbono, medidas em toneladas evitadas de carbono equivalente (tCO2e); Energia Renovável: É a energia derivada de fontes que não usam combustíveis esgotáveis (por exemplo, água - energia hidrelétrica; vento - energia eólica; sol - energia solar; marés e fontes geotérmicas). Alguns materiais combustíveis como biomassa, também podem ser considerados renováveis. Geralmente, a geração de energia renovável (com a exceção de geotérmica e hidrelétrica) não emite Gases de Efeito Estufa; Extrusora: máquina de extração de algum item por meio de prensagem; Fornalha: parte do forno ou fogão onde se queima lenha, briquetes, etc; Lenha: porção de ramos ou fragmentos de troncos de árvores destinados a queima em fornalha ou fogão; Lignina: substância que se deposita nas paredes das células vegetais, conferindo a estas notáveis rigidezes. É o que dá consistência à madeira; Maravalha: aparas de madeira; lascas, cavacos; gravetos para fogo; pequenos pedaços de madeira; Mudanças Climáticas: Mudanças que possam ser, direta ou indiretamente, atribuídas à atividade humana, que alterem a composição da atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis; Roliço: que tem forma de rolo, de espectro redondo em sua circunferência.

Dicas de Negócio

Os briquetes de madeira devem, preferencialmente, ser produzidos em tamanhos uniformes para facilitar o transporte, embalagem, armazenagem e por conseqüência a alimentação de fornos, fornalhas e caldeiras. O produto acabado – briquetes – é uma mercadoria pura, que não traz consigo resíduos incômodos, como exemplo pó e farelo de madeira, cupins, além de ocuparem espaços bem menores dos destinados a estocagem de lenha in natura, portanto, é um ponto bem interessante para ser explorado pelo empreendedor desse segmento. Outra dica importante é que, como o briquete de madeira gera menor quantidade de fuligem e cinzas durante a queima é um produto ambientalmente correto, por isso mesmo deve ser ressaltado. O briquete de madeira pode ser apresentado como tendo três vantagens excepcionais, conforme segue: • A primeira é ambiental, pois retira do meio ambiente resíduos poluidores, dando a eles uma função ecologicamente correta e rentável; • A segunda é que o briquete por ser mais homogêneo e com baixa umidade (extremamente seco), comparado à madeira convencional, traduz-se em ganho de poder calorífico; • E a terceira é que por ser possível produzir briquetes de madeira de mesmo tamanho e forma, facilita sobremaneira o armazenamento e o transporte.

Características

O empreendedor que tender a ingressar no segmento de fábrica de briquetes de madeira, deve ter algumas características básicas, tais como:1. Ter conhecimento específico sobre madeira e suas diversas variações, incluindo coloração, odor, dentre outros. Esse conhecimento pode ser adquirido com a participação em cursos e eventos sobre fabricação de briquetes de madeira;

2. Esse conhecimento sobre madeira é imprescindível já que a base do produto final é exclusivamente oriunda de restos de madeira;

3. O produto final desse tipo de empreendimento será sempre o mesmo, ou seja, briquetes de madeira, no entanto faz-se necessário que o empreendedor esteja sempre atento às novas possibilidades de mercado. Ser capaz de elaborar um mostruário que desperte a atenção dos clientes. Apresentar sugestões de utilização de briquetes para os clientes;

4. Buscar melhorar o nível de seu negócio, participando de cursos específicos sobre briquetes de madeira e de gestão empresarial; 5. Ter habilidade no tratamento com pessoas tanto com seus colaboradores quanto com clientes, fornecedores e outros proprietários de briquetadeiras, enfim, com todos que de forma direta ou indireta tenham ligação com a empresa;

6. Ser empreendedor com visão de futuro, antecipando tendências, prospectando o interesse do consumidor, além de estar sempre atento com as inovações de mercado.

As características indicadas acima são apenas direcionamentos, isto não quer dizer que um empreendedor que talvez não se sinta com tais características tenha que desistir de investir neste novo negócio, contudo esse empresário terá que se esforçar um pouco mais dos que já contam com tais habilidades.

Bibliografia

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URL

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-uma-f%C3%A1brica-de-briquetes