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Cooperação | ARRANJO PRODUTIVO LOCAL

Arranjo produtivo local na fruticultura do açaí

Fatores críticos envolvidos nas dinâmicas do Arranjo produtivo local na fruticultura do açaí.

· 17/11/2015 · Atualizado em 03/01/2019

Elementos de um APL

O debate acerca do Arranjo Produtiva Local (APL) no âmbito da política de desenvolvimento vai além do evidenciado em pesquisas. Compreender os vários elementos que o envolvem torna-se uma necessidade inerente ao desenvolvimento de uma dada região.

O debate acerca do Arranjo Produtiva Local no âmbito da política de desenvolvimento vai além do evidenciado em pesquisas. Compreender os vários elementos que envolvem o APL torna-se uma necessidade inerente ao desenvolvimento de uma dada região. Compreender os vários elementos que envolvem o APL torna-se uma necessidade inerente ao desenvolvimento de uma dada região. Neste sentido, deve-se criar e prover mecanismos que incorporem as demandas dos extrativistas de açaí e demais agentes locais, explorando de maneira conjunta soluções para seus problemas e formas de melhor aproveitar suas potencialidades, podendo se tornar um diferencial significativo das iniciativas de promoção, gerando resultados expressivos.

Um aspecto que favorece a potencialidade do APL açaí no local são os fatores ambientais, pois existe um volume considerável de açaizais nativos, isso significa uma grande vantagem competitiva em relação aos arranjos produtivos de outras regiões, já que, toda produção provém de açaizais nativos em áreas de várzeas. Sendo assim, os açaizais não necessitam de aplicação de fertilizantes nem irrigação, que são dois componentes que elevam signi?cativamente os custos de produção.

Implantaram-se algumas tecnologias de manejo e qualidade no período pós-colheita, no referido município. Entretanto, a maioria ainda trabalha de forma artesanal, sem o devido apoio tecnológico apropriado e sem acesso ao crédito.

Desenvolvimento Local

Observou-se que é fundamental o fortalecimento do setor primário, pois, o mesmo impulsiona e cria as condições para a alavancagem do desenvolvimento dos demais setores da economia, especialmente o agronegócio e a indústria.

De modo geral, o estado do Amapá apresenta um grande potencial às atividades extrativistas, em razão das condições climáticas favoráveis e de sua localização geográfica, possibilitar o escoamento da produção por meio dos portos de Macapá, Santana e Mazagão, embora a mão-de-obra não seja de qualidade e os produtores não tenham muito domínio da técnica de inovação na produção.

O Extrativismo

O extrativismo tem relevância ao desenvolvimento do Estado, mas é necessária a formulação de políticas públicas que visem eliminar os gargalos tecnológicos, melhorar a estrutura física, de investimento em educação e transporte, que foram também identificados no arranjo, para que as atividades possam ser desenvolvidas com sucesso. A despeito disso, o APL do açaí tem gerado emprego e atraído migrantes de outros Estados, sendo fonte de renda para muitos habitantes.

Os extrativistas de açaí reclamam da ausência de apoio dos governos no sentido de disponibilizar financiamentos e assistência técnica. Isso tem causado um desânimo aos produtores. Nessas condições, apesar da experiência, os mesmos se sentem desestimulados a produzir em maior quantidade, logo o APL corre o risco de não se consolidar, já que todos, os atores do processo, devem estar envolvidos, especialmente, os gestores públicos.

Vale lembrar que a forte sazonalidade constitui-se em entrave também, para a potencialidade competitiva do APL. A produção de açaí concentra-se fortemente nos meses de maio e agosto, havendo uma escassez com correspondente elevação de preços nos meses seguintes.  

O quadro apresentado ratifica a necessidade de elaboração e execução de programas de capacitação profissional e treinamento técnico, melhoria na educação básica, programa de apoio à consultoria técnica a fim de estimular à oferta de serviços tecnológicos, programas de acesso à informação sobre as inovações que acontecem nas atividades de açaí, e que as instituições de ensino contribuam através da promoção de pesquisas voltadas ao APL, em particular ao setor de açaí.

 

Por Larissa Vale Queiroz - Analista do Sebrae no Amapá

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