CERTIFICAÇÃO

Certificação assegura qualidade ao café orgânico

Diversas exigências devem ser cumpridas para que o café orgânico seja vendido. Registro do selo de garantia deve envolver não apenas a atividade produtora.

O café orgânico, antes de estar disponível à comercialização, deve passar por um processo de avaliação de conformidade da produção em relação às normas e padrões técnicos. No Brasil, a Lei 10.831/2003 estabelece que o processo pode ser efetivado por meio de certificações por auditoria (inspeções de técnico capacitado) ou de certificação participativa (avaliação realizada pelos integrantes da cadeia produtiva específica).

Outro modelo de certificação que tem sido adotado de forma intensa mais recentemente é o fair trade (comércio justo). Esse processo demonstra preocupação por parte dos consumidores não só com a qualidade e o valor biológico dos produtos, mas também com aspectos sociais e ecológicos. As normas de produção de café fair trade podem ser obtidas na Fair Trade Label Organization (FLO), uma das certificadoras mais importantes do segmento.

A produção orgânica assegura elementos que são valorizados pelo consumidor no momento da compra. Isso ocorre tanto no Brasil quanto no exterior. Assim, quando o produtor adota processos que visam à qualidade do café, no fundo está antecipando a certificação e o respectivo selo de garantia correspondente.

Com a certificação, o produtor garante a origem do produto e sua qualidade, levando-o a um nível diferenciado. Ao aplicar o selo correspondente no rótulo do produto, o cafeicultor não apenas o valoriza, mas também o protege de fraudes.

Cabe ressaltar que a certificação se estende a processadores e distribuidores, beneficiando toda cadeia produtiva e permitindo a rastreabilidade do café. O maior beneficiado, no final da cadeia, é o próprio consumidor, que pode adquirir um café com origem e características garantidas.

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