Goiás

História

 

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, há mais de 4 décadas, orienta pequenos e médios empresários 

Durante a década de 60 apareciam os primeiros indícios de uma política voltada aos interesses da pequena empresa brasileira. Tanto que a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Banco Nacional de Desenvolvimento (atual BNDES) abriam linhas de crédito específicas a esse segmento econômico.Então Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criou o Programa de Financiamento à Pequena e Média Empresa (Fipeme) e o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec), atual Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O Fipeme e o Funtec formavam o Departamento de Operações Especiais do BNDE, no qual foi montado um sistema de apoio gerencial às micro e pequenas empresas. Em uma pesquisa, foi identificado que a má gestão dos negócios estava diretamente relacionada com os altos índices de inadimplência nos contratos de financiamento celebrados com o banco.

Em 1967, a Sudene instituiu, nos estados do Nordeste, os Núcleos de Assistência Industrial (NAI), voltados para dar consultoria gerencial às empresas de pequeno porte. Os NAI foram embriões do trabalho que futuramente seria realizado pelo Sebrae.

O Plano de Metas do Governo de Juscelino Kubitschek, por sua vez, já incluía a criação do Grupo Executivo de Assistência à Média e Pequena Empresa (Geamp). Mas até o início dos anos 70, a proposta não saiu do papel. Após absorver as experiências e conhecer os resultados do trabalho desenvolvido pela Sudene e BND, o Governo Federal materializou o primeiro organismo inteiramente dedicado a estimular, apoiar e orientar a pequena e média empresa.

Assim, no dia 17 de julho de 1972, por iniciativa do BNDES e do Ministério do Planejamento, foi criado o Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa (Cebrae).que tinha em seu Conselho Deliberativo original a Finep, a Associação dos Bancos de Desenvolvimento (ABDE) e o próprio BNDE. O início dos trabalhos começou com o credenciamento de entidades parceiras nos estados, como o Ibacesc (SC), o Cedin (BA), o Ideg (RJ), o Ideies (ES), o CDNL (RJ) e o CEAG (MG).

Dois anos depois, em 1974, o Cebrae já contava com 230 colaboradores, dos quais apenas sete no núcleo central, e estava presente em 19 estados. Em 1977, a instituição atuava com programas específicos para as pequenas e médias empresas. Em 1979, havia formado 1.200 consultores especializados em micro, pequenas e médias empresas. No final dos anos 70, programas como  Promicro, Pronagro e Propec levaram aos empresários o atendimento de que necessitavam nas áreas de tecnologia, crédito e mercado.

A partir de 1982, o Cebrae passou a ter também uma atuação mais política. Nessa época, surgem as associações de empresários com força junto ao governo e as micro e pequenas empresas passam a reivindicar mais atenção governamental a seus problemas. O Cebrae serve como canal de ligação entre as empresas e os demais órgãos públicos no encaminhamento das questões ligadas ao setor. É também desse ano a criação dos programas de desenvolvimento regional. Investiu-se muito em pesquisa para elaboração de diagnósticos setoriais que fundamentassem a ação nos estados. O trabalho de pesquisa ficou tão intenso que se transformou numa diretoria.

Linha do tempo

 

Apesar de todas as mudanças de nome e de organização que fizeram parte da história da instituição, o sistema Sebrae manteve-se firme no propósito de auxiliar micro e pequenas empresas de todo o país. 

1972 - CEBRAE
Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa (Cebrae-GO). Em menos de cinco meses depois de criado o Cebrae em nível nacional, Goiás já contava com o primeiro Agente vinculado a este Sistema. Em 11 de dezembro de 1972 era fundado o Cebrae-GO, tendo como fundadores as seguintes instituições: Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás (Codeg), Banco do Estado de Goiás (BEG), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Católica de Goiás (UCG), Federação das Indústrias do Estado de Goiás e Distrito Federal (Fieg-DF), Federação do Comércio do Estado de Goiás (FCG), Federação das Associações Comerciais do Estado de Goiás (Facieg), Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), Clube dos Diretores Lojistas (CDL) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

1973 - CEGEM
Centro Goiano de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa (Cegem). Por decisão administrativa (não poderiam existir duas instituições com a mesma denominação, devendo prevalecer a de âmbito federal), quatro meses depois de instalado, o Cebrae-GO recebeu a sua primeira alteração de nome, passando a se chamar Centro Goiano de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa (Cegem).

1975 - CEAG
Centro de Assistência Gerencial de Goiás (Cegem). Em 1975, o Cegem muda de nome seguindo o padrão estabelecido em todos os Estados brasileiros para instituições agregadas ao Cebrae. Surge, então, o Ceag-GO - Centro de Assistência Gerencial de Goiás, mantendo-se a mesma composição das entidades fundadoras do original Cebrae-GO e do Cegem que o sucedeu.

1991 - SEBRAE
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae/GO). No Governo Sarney e no Governo Collor (1985-1990), o Cebrae mudou-se do Planejamento para o Ministério da Indústria e Comércio (MIC). No dia 12 de abril de 1990, a Lei 8.029 desvinculou o Cebrae da administração pública e, no dia 9 de outubro do mesmo ano, o Decreto 99.570 transformou o Cebrae em serviço social autônomo, mudando a sua denominação para Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os antigos Ceag de cada Estado da Federação tiveram que aderir ao novo modelo deste Sistema e à sua Estrutura organizacional. Em Goiás, o Ceag foi transformado em Sebrae/GO no dia 5 de fevereiro de 1991, data em que entrou em vigor o seu Estatuto Social.