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Mon Aug 07 08:13:31 BRT 2017
Organização | PRODUÇÃO
Conversão do café para a agricultura orgânica

Conheça as etapas do processo e as normas a serem seguidas. Produtores devem elaborar um projeto com planejamento anual para apresentar ao órgão certificador.

· 26/11/2013 · Atualizado em 07/08/2017

A produção de café orgânico vem demonstrando ótima oportunidade para atuação de pequenos produtores, de forma responsável, e com produtos valorizados pelo consumidor final. Ao optar pela conversão para a agricultura orgânica, o cafeicultor deve considerar a necessidade de adequação a normas e regulamentos que afetarão diretamente sua prática atual, no que se refere à produção, à mão de obra e ao processo de comercialização.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) destaca que, de acordo com as normas da International Federation of Organic Agriculture Movements, a conversão deve obedecer a um planejamento anual. O interessado deve elaborar um projeto de conversão, que deverá ser previamente apresentado ao órgão certificador, ou ao inspetor, por ocasião da primeira visita. A caracterização da unidade como orgânica dependerá do cumprimento desse plano.

Um contrato deve ser firmado entre o cafeicultor ou organização produtora e o órgão certificador. A documentação do estabelecimento rural (dados gerais, mapas, histórico das áreas de plantio) deve ser colocada à disposição dos inspetores.

Os livros-caixa devem conter registros da produtividade e do fluxo dos produtos, incluindo as etapas de processamento, armazenamento, embalagem e venda. Uma lista detalhada dos insumos agrícolas usados também é exigida para aprovação.

No início da conversão, aspectos sociais, como condições de moradia, alimentação e higiene, serão inventariados e um plano de melhoria, se for o caso, deve ser submetido.

Cronograma

Na implementação desse plano será observado um cronograma de execução. Amostras (solo, água, plantas, produtos colhidos etc.) podem ser colhidas pelo órgão certificador, a qualquer momento, para análise de resíduos.

A transição corresponderá ao tempo transcorrido desde a data da última aplicação de insumos não permitidos em uma área agrícola até o recebimento do selo orgânico. Esse período dependerá da extensão da unidade produtiva, das condições ambientais, especialmente do solo, e do nível tecnológico adotado pelo cafeicultor.

Em unidades onde as lavouras são manejadas com uso mínimo de insumos externos, 18 meses serão suficientes para cumprimento dos requisitos. Por outro lado, unidades produtivas altamente tecnificadas ou semitecnificadas necessitarão de um período mínimo de três anos para a transição, tempo previsto para que os resíduos de agrotóxicos sejam degradados no solo.

A conversão deve ser feita por etapas, substituindo os fertilizantes químicos pelos orgânicos. Aconselha-se dividir a unidade de produção em talhões uniformes quanto ao ambiente (solo, topografia, exposição solar etc.). A partir daí, o cafeicultor deve trabalhar para converter anualmente, 20 a 25% da área total.

O uso de agrotóxicos deve ser suspenso de imediato, substituindo-os por pulverizações foliares, de caráter preventivo, utilizando-se caldas permitidas (bordalesa, sulfocálcica etc.) e biofertilizantes, respeitando, no entanto, o limite de uso desses produtos (número de tratamentos e concentrações) e observando os cuidados na sua manipulação. O ideal é que o cafeicultor obedeça a um cronograma elaborado junto com um técnico extensionista.


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