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Mercado e Vendas | ANÁLISE DE TENDÊNCIA

Previsão de cenários pós covid-19 no segmento de alimentação

Pesquisas da Food Consulting traz elementos para apoio na tomada decisões de empresários que atuam no Foodservice no contexto do Coronavírus.

· 08/05/2020 · Atualizado em 10/09/2020

Pesquisas realizadas em abril de 2020 pela Food Consulting, parceira do Sebrae, trazem elementos para aprimorar as decisões e ações dos empresários e gestores de empresas que atuam no Foodservice, a partir da compreensão sobre hábitos, atitudes e disposições dos consumidores em relação a “Comer Fora de Casa” e a “Pedir por Delivery” no contexto da Covid-19.

As estimativas mostram que 20% dos estabelecimentos já fecharam em definitivo e até 30% dos estabelecimentos podem não suportar os próximos meses, gerando um grande impacto no segmento.

As características abaixo, já presentes em boa parte dos estabelecimentos de alimentação, ampliaram as consequências da crise:

• Baixo faturamento;

• Capital de giro de aproximadamente 15 dias;

• Recebíveis já foram consumidos;

• Baixa liquidez e endividamento na Pessoa Jurídica e na Física;

• Situação fiscal e contabilidade precárias;

• Despreparo para gestão de crise;

• Alcance das medidas do governo não são suficientes para o ciclo.

As decisões das empresas devem considerar sua capacidade de lidar com os diferentes tempos que os impactos geram:

• Tempo até reabrir;

• Tempo com limitações para operar;

• Tempo de retração do consumidor;

• Tempo de redefinição de padrões de consumo;

• Tempo de crise econômica. 


Figura 1
– Quadro comparativo de faturamento 2020 – 2019.

As projeções (Figura 1) mostram que a maior queda foi em abril, com faturamento de apenas 25% do que foi obtido em 2019, e a previsão de retomada deve ser gradual ao longo do ano.

Quanto aos consumidores, cerca de 60% esperam ser impactados negativamente em emprego e/ou renda, sendo que 15% já estavam em situação de desemprego. Em relação ao seu comportamento, apenas 18% informaram que comeram fora neste período de pandemia contra 85% em junho de 2019. A opção pelo delivery se manteve praticamente igual (76% agora e 75% no passado) e cresceu 4 vezes o percentual de consumidores que nem comeu fora nem pediu delivery, mostrando uma realidade de aumento do número de pessoas cozinhando em casa (21% agora contra 5% no passado).


Figura 2
– Opções acessadas para delivery.

Quanto ao delivery (Figura 2), os marketplaces aparecem como os preferidos (61%), seguido do telefone do estabelecimento (34%) e do Whatsapp do estabelecimento (32%). Quanto às opções, pizzas e hambúrgueres lideram os pedidos com 78% e 53%, respectivamente. Preço acessível, frete grátis e higiene lideram os aspectos observados pelo consumidor nos pedidos por delivery com 42%, 41% e 35%, respectivamente.

Quanto ao comportamento do consumidor no retorno ao consumo fora de casa, mais da metade informou que pretende voltar a consumir em menos de 1 mês e 25% entre 1 e 2 meses e apenas 7% disse que não consumirá. 74% informaram que pretendem consumir igual ou mais do que antes da pandemia.

A segurança no consumo (65%) com receio de ser contaminado com a covid-19 e a capacidade de compra (43%) são os dois principais pontos a serem tratados na retomada. Para 79% dos consumidores a sensação de limpeza e higiene será fundamental na retomada do consumo fora do lar; o preço acessível (62%) e o distanciamento entre as mesas (44%).

 

Veja as pesquisas na íntegra:

> Impactos da COVID-19 no Consumidor no Foodservice (em PDF)

> Cenário e Projeções para o Foodservice Impactos da COVID-19 (em PDF)

 

Escrito por Luiz Carlos Rebelatto dos Santos, colaborador do Sebrae Nacional.

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