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Thu Apr 01 10:32:10 BRT 2021
Mercado e Vendas | REGISTRO DE PRODUTO
Bordado filé

Com toda a sua beleza e sofisticação, o bordado filé da Região das Lagoas Mundaú Manguaba é um símbolo alagoano e uma referência do talento de seu povo.

· 05/03/2021 · Atualizado em 01/04/2021

Territórios

A IG Região das Lagoas Mundaú Manguaba foi registrada em 2016 na modalidade Indicação de Procedência e é o nome geográfico do território, que engloba área de seis municípios, aonde se encontra o nascedouro da maior produção do bordado filé no estado de Alagoas. O território se tornou conhecido, e teve sua fama reconhecida, pela qualidade e esmero na produção do bordado principalmente o bairro do Pontal da Barra, em Maceió e localidades turísticas da antiga capital, atual cidade de marechal Deodoro.  

Patrimônio cultural imaterial de Alagoas 

Além da região das lagoas Mundaú e Manguaba constituírem uma Indicação de Procedência (IP) do filé, esse bordado tornou-se um bem erigido à condição de Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. São duas proteções distintas que dizem respeito ao bordado filé. A condição de patrimônio cultural imaterial do filé se estende a todos os alagoanos, mas a prerrogativa de indicação de procedência concerne exclusivamente ao bordado produzido no território das regiões das lagoas, segundo a demarcação oficial constante no processo de registro no INPI, sendo de uso comercial exclusivo dos produtores estabelecidos nesta área de indicação geográfica.

Desafio do organismo regulador
 

O maior desafio do organismo regulador da IG Região das lagoas Mundaú Manguaba, o INBORDAL, é coordenar essa dupla missão de proteger a tradição do bordado no referido território e, ao mesmo tempo, garantir produtos de qualidade, fortalecendo e promovendo esse ofício tradicional atestado pela emissão do selo de procedência.

Origem do bordado


Filé deriva do termo francês filet, significando rede. De fato, é um bordado sobre uma rede de fios atados em nós, o filet brodé, como se denomina essa técnica em francês. Outros países também adotaram a mesma denominação francesa – filet di Bosa, Ricamo del filet a modano, filet di Quarrata, na Itália – ou corruptelas como filé de Felgueiras em Portugal, filé do Brasil.  Essa técnica foi cada vez mais difundida, principalmente em conventos religiosos para uso em trajes e toalhas litúrgicas; e a partir dessa crescente difusão, o seu uso gradualmente se espalhou para o vestuário burguês e para usos na decoração de interiores das residências abastadas, sendo muito presente entre os séculos XVI, XVII e XVIII. Desde então, o filé perpassou o mundo em constantes mudanças, tanto tecnológicas, quanto de moda, sendo confeccionadas pelas mais diferentes classes socioeconômicas – como prendas das mulheres ricas e casadas ou como “ganho” de mulheres trabalhadoras. Assim, compêndios inteiros foram escritos sobre rendas e bordados, cujas técnicas e motivos apareceram e reapareceram desde o século XIX e início do século XX até os dias atuais.

Filé alagoano

Em Alagoas, não se sabe com precisão quando se teve início a prática do filé. Muito provavelmente, aqui aportou ainda no Brasil colonial, incluso na educação reformadora das escolas cristãs católicas que ensinavam prendas às mulheres.  Como no caso de sua ocorrência na península ibérica, por aqui se estabeleceria também na vida das comunidades de pesca lagunares e costeiras de Alagoas, que detinham a técnica de fazer redes para exercerem este ofício. No Brasil, e especialmente em Alagoas, o bordado filé vem se notabilizando por um intenso colorido e grande variedade de pontos combinados e aplicados com agulha e linha mais grossa sobre uma rede de nós, em fio de algodão mais fino. Deste modo, ele caracteriza-se por ser um bordado elaborado sobre esta base originária construída, à moda da rede de pesca, para lhe servir de superfície ou suporte a receber a criação original das “filezeiras”. 

Inclusão e geração de renda familiar

A prática deste ofício com o passar do tempo possibilitou um grande protagonismo de gênero, inserindo as mulheres na constituição da renda familiar, o que só cresceu com o incremento das atividades do turismo em nosso território, aumentando substancialmente a comercialização do bordado. O filé alagoano vem se destacando como uma das portas de inserção das mulheres no mercado de trabalho e na geração da renda familiar, a saber, as atividades do trabalho artesanal, do manuseio de materiais têxteis, da produção de produtos para decoração, utilitários e vestuário. Portanto, assistimos ao desenvolvimento do bordado na área da região lagunar, onde à razão econômica soma-se a sua importância na edificação de uma condição humana dignificada pelo trabalho criativo, empoderando indivíduos à medida que apreendem melhor o sentido daquilo que fazem, por meio da incorporação gradual de um novo entendimento amparado em critérios técnicos e racionais advindos do reconhecimento do filé, seja como patrimônio cultural, seja enquanto portador de um selo de indicação geográfica, qualidade que lhe reserva uma especificidade mercadológica normativa e legal.

Mercado

O mercado por produtos de excelência e qualidade vem aumentando como também por Selos de Indicação Geográfica, mas ainda de forma isolada, principalmente no mercado de produtos de maior valor agregado. Os principais clientes dos produtos são lojistas de Trancoso- BA (Loja Cheia de Graça) e no badalado destino de São Miguel dos Milagres (Loja Toque). Também pode ser encontradas em lojas de hotéis e pousadas do litoral norte de alagoas (loja Salinas de Maragogi). Na região, o Instituto está planejando uma Rota Turística com os gestores estaduais para sinalização dos locais aonde podem ser encontrados o produto filé com o Selo de origem já que a oferta de produtos é grande nas praias e por toda área lagunar e, nem sempre o autêntico filé é encontrado. Coleções também vêm sendo confeccionadas para marcas com o seguimento “Mesa Posta” e, por conta da pandemia, o produto está disponibilizado para compra através de plataformas de e-comerce na internet (ARTESOL, SOU DE ALGODÃO e ALAGOAS FEITA A MÃO).  

Contatos

E-MAIL INSTITUCIONAL: inbordal@hotmail.com, contato@inbordal.org.br , vendas@inbordal.org.br 

TELEFONE INSTITUCIONAL: (82) 99693 5573

PRESIDENTE: (82) 98808 6513 

VICE - PRESIDENTE: (82) 99981 4006

SITE: www.inbordal.org.br

REDES SOCIAIS: Instagram; @inbordal, Facebook;  inbordal YouTube; inbordal

Informações Institucionais

NOME DA ORGANIZAÇÃO: 

Instituto Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú Manguaba – INBORDAL

CNPJ: 20.068.051/0001-62 

INSCRIÇÃO ESTADUAL: Isento

ENDEREÇO COMPLETO: Av. Alípio Barbosa da Silva, 664, Pontal da Barra. Maceió/Alagoas. CEP: 57.010 – 830.

 


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