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Empreendedorismo
Painel discute Sustentabilidade na 17ª Ruraltur
O tema trouxe boas práticas para sustentar projetos de turismo rural, com efeitos econômicos e ambientais nos negócios onde foram aplicados.

As atividades da tarde do primeiro dia do RuralTur Digital, começaram com o Painel “Sustentabilidade: A importância da Gestão Sustentável no Turismo Rural” que trouxe a discussão de como o turismo rural poderia dar sustentabilidade a projetos com uma pegada de preservação do meio ambiente. Luiz Penna Franca, que é engenheiro ambiental, doutor em ciências Ambientais e coordenador da equipe de monitoramento ambiental dos hotéis da Associação Roteiro de Chame. Segundo a coordenadora do painel, Maria Beatriz Almeida Prado, ele foi um dos criadores do programa de monitoramento aplicado hoje na Associação.

“É um programa reconhecido pela sua aplicabilidade e pela inteligência do método de trabalho e que é perfeitamente adaptável ao turismo rural. Além dele, tivemos a participação de quatro convidados que mostraram experiências de boas práticas doa rede turismo rural consciente”, explicou Maria Beatriz.

 

Entre os aspectos apresentados por Pena Franca, se destacou que dentre as metas de desenvolvimento sustentável existe uma meta específica para o turismo. “A meta 8.9 diz que até 2030 os signatários das metas de desenvolvimento sustentável devem elaborar e pôr em prática políticas para desenvolver o turismo sustentável como forma de cria postos de trabalho e promover a cultura e produtos locais. No Brasil, já contribuímos com este objetivo e o turismo rural se propõe a fazer exatamente isso. O caminho já existe”, disse.

“Com a reconstrução pós pandemia, os pesquisadores das tendências de consumo apontam uma tendência de reconstruir melhor, ou seja o novo normal não pode ser igual ao antigo normal e as empresas terão uma segunda oportunidade para apresentar soluções mais sustentáveis. As empresas são mais que organizações que visam o lucro. As empresas estão colaborando ao se pautar pelo valor e não mais no volume. O turismo sustentável e consciente se encaixa nessa tendência, ainda mais por colaborar com um mundo amis sustentável”, completou Pena Franca.

Boas Práticas

Além da explanação do engenheiro ambiental e doutor em ciências Ambientais, o painel ainda contou com quatro explanações sobre boas práticas em turismo sustentável. Ayo Miranda Mendes, gerente e biólogo da Fazenda Capuava, um hotel fazenda de charme, que apresentou estratégias para o consumo inteligente de energia. “Os nossos principais pilares é o convívio com os temas de conservação ambiental e tratamento de resíduos. Para nós, o turismo é uma alternativa para garantir que os projetos ambientais e por isso buscamos alternativas de ter consumo consciente”, comentou.

Ele mostrou o projeto de implantação de uma usina fotovoltaica com capacidade de gerar 80 quilowhatts, o que permite acender quase 1200 lâmpadas no projeto turístico da fazenda, que já provocou uma redução de 30% no consumo de energia elétrica na fazenda Capuava depois de cinco anos de funcionamento do projeto fotovotáico.

ÁGUA

Em seguida, foi a vez da Maria Julia de Albuquerque Baracho, que tem um sistema inteligente de conservação de água no hotel fazenda e engenho Triunfo, em Areia, na Paraíba. “Temos desenvolvido este trabalho pedagógico de economizar água, que vai desde pedir para reutilizar as toalhas e lençóis, ou seja, não descartar tanto, e conservação pela reutilização da água da piscina para aguar s plantas do jardim e no processo de condensação da produção de cachaça no engenho Triunfo. Não desperdiçamos água no processo”, contou.

RESÍDUOS

A próxima experiência de boas práticas foi sobre resíduos, que durante a pandemia virou vilão, Em Pindamonhangaba um método de compostagem aplicada pela empresária Juliana Vieira Pires de Andrade Monteiro é reaproveitamento de recursos, com silagem.

“É um processo muito simples e prático. Usamos o material orgânico do gramado e da cozinha. Tudo pode ser colocado na composteira. O pulo do gato do processo é manter o material com aeração principalmente para não gerar odor. E usamos em canteiros e hortas que mantemos”, contou.

Também de Areia, na Paraíba, veio a experiência da historiadora e líder comunitário, Luciana Balbino de Souza, sobre como lidar com resíduos líquidos e efluentes, que aplica um sistema ecológico de tratamento de esgoto do Sítio Casa de Vó e do restaurante Vó Maria. 

“Tratamos as chamadas águas negras e águas cinzas para que esse tipo de resíduo não seja jogada no meio ambiente, evitando assim que prejudique o ecossistema da região e nossa saúde. Estratégia serve até de estratégia de marketing para o Sítio Casa de Vó, que já fez com que essa tecnologia tenha expansão. Resolveu o problema com mosquitos e insetos e ainda é ecologicamente correto”, explicou a paraibana.

A coordenadora do painel encerrou comentando que os bons exemplos de gestão dão resultado. “Quando temos uma boa prática como as apresentadas aqui, ela se multiplica e inspira outras pessoas a ter uma atitude mais sustentável”, finalizou Maria Beatriz.

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