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Fri Sep 27 09:57:53 GMT-03:00 2019
Mercado e Vendas
Franchising: a identidade da marca e os padrões do negócio
Criar uma marca forte e reconhecida é essencial para o sucesso da franquia. O cliente deve saber o que vai encontrar quando entrar no estabelecimento.
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  • O que é franchising?
  • Branding
  • A unidade-piloto

O que é franchising?

É um modelo de negócio baseado num sistema de parceria no qual o franqueador (empreendedor que desenvolve a empresa que se torna franquia) fornece conhecimentos e estruturas para o franqueado (empreendedor que adquire o uso da franquia) atuar com a sua marca.

Branding

A marca é capaz de alavancar os negócios quando existe o reconhecimento do mercado e dos consumidores sobre o seu valor.

Muitos franqueados começam como consumidores. Muitos são os cases de empresas que adotaram o franchising após insistentes pedidos de clientes que desejavam representá-las. Não somente por considerarem uma boa oportunidade de negócio, como também pela sua credibilidade.

Não à toa, o primeiro conceito associado ao franchising é o direito de uso da marca, embora não se resuma a isso. Só se deseja representar aquilo que é digno de confiança, associado a expectativas positivas de retorno financeiro sobre o investimento realizado.

Um bem tão valioso precisa estar protegido. Se um franqueado paga para utilizar a marca é correto pensar que o seu direito esteja resguardado, o que impõe que ela esteja devidamente registrada.

Mas o sucesso não acontece por acaso. Com certeza o antecederam um bom planejamento estratégico de marketing, que posicionou corretamente a marca no mercado, definiu o público-alvo a ser atingido e elaborou um plano de comunicação que a tornaram conhecida e admirada no mercado.

Estabelecendo um padrão

O sistema de franquias pressupõe a transferência de know-how. Para que isso aconteça, o franqueador precisará organizar e testar os processos operacionais da empresa de forma que eles possam ser transformados em manuais, ser objeto de treinamento para os franqueados e seus funcionários, ter seu cumprimento facilmente analisado pelos supervisores de campo e, principalmente, naqueles que acontecem na presença dos clientes, serem percebidos como idênticos onde que quer que a experiência de consumo aconteça.

Algumas franquias desenvolveram padrões de atendimento tão eficazes que seus modelos passaram a ser considerados cases de sucesso e reproduzidos por outras organizações.

Acompanhando o dia a dia de muitas organizações, nos deparamos diversas vezes com duas situações: rotinas que estão somente na cabeça de algumas pessoas responsáveis por sua execução, ou rotinas que chegaram a fazer parte do treinamento prático de um grupo de funcionários, mas que, por não terem sido normatizadas, acabaram se perdendo conforme os funcionários iam sendo substituídos.

A padronização é o que permite que se tenha a certeza de resultados semelhantes quando um modelo é reproduzido por outras pessoas e em diversos locais.

Somando-se atendimento, padrão arquitetônico e de decoração, identidade visual da marca e a oferta dos mesmos produtos e serviços, dá-se ao cliente a segurança de que ele terá uma experiência semelhante à  que ele já vivenciou e aprovou.

A unidade-piloto

A unidade-piloto é uma unidade própria da franqueadora criada para colocar em prática os processos operacionais desenvolvidos pela franquia. Mesmo tendo produtos e serviços bem aceitos pelo mercado, é fundamental que a empresa franqueadora abra uma unidade-piloto, exatamente como aquela que será franqueada, para que ela possa testar e fazer os ajustes necessários no modelo que será replicado.

Um dos aspectos mais relevantes dessa unidade é permitir a avaliação do desempenho financeiro de uma unidade franqueada, conhecendo os custos de implantação, o capital de giro necessário, o tempo de retorno para o capital investido, bem como a rentabilidade e a lucratividade do negócio franqueado.

Tomando-se como exemplo um restaurante, por vezes uma loja própria possui um cardápio muito extenso ou a empresa está localizada em um ponto comercial em que os custos fixos comprometeriam a rentabilidade de uma unidade franqueada, que além dos gastos comuns aos negócios próprios, precisa pagar taxas e manter o padrão exigido pela franquia.

Por vezes, dependendo da complexidade do modelo ou pelas diferenças regionais que serão enfrentadas, a franqueadora precisa implantar mais de uma unidade-piloto para que os resultados possam ser corretamente avaliados.

A unidade-piloto é também uma referência para o franqueado e o local onde o franqueador poderá testar novas práticas e produtos que venham a ser adotados pela franquia. 

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