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Organização | MELHORIA CONTÍNUA

Case de Sucesso: Antônio Rômulo – De agricultor a Panificador

Saindo da Roça, com apenas 6 meses de estudo através do antigo ABC. O Sr. Antônio Rômulo superou muitos empecilhos. Sendo um vencedor nos dias de hoje.

· 12/12/2017 · Atualizado em 07/02/2018

O Empresário Antônio Rômulo estudou somente por 6 meses, pelo antigo ABC, isto é perceptível na forma de falar, mais o que não o impede de ler e realizar cálculo como o custo dos produtos que vende. Era um agricultor que tirava leite de vaca e trabalhava na roça até os 12 anos. Nasceu em 24 de maior de 1966 no Sítio Coqueiro, distrito de Missão Nova – Missão Velha/Ce. Aos 12 anos veio para Juazeiro do Norte/Ce. O pai ao chegar em Juazeiro comprou uma padaria, como não sabia fazer pão, contratou o padeiro que trabalhava na padaria.

O Rômulo então passou a ajudar o pai na padaria, carregava lenha, raspava coco e limpava a padaria. Sempre que possível ajudava o padeiro na produção e ainda sobrava um tempinho pra vender côco e banana que trazia do sítio coqueiro em mercado, sorveterias e de porta em porta. Isso lhe rendia uma renda extra. Aos 17 anos o pai se afastou da família por um tempo e a mãe assumiu o negócio junto com os filhos.

Aos 20 anos Rômulo foi trabalhar como camelô, vendendo baldes plásticos, louças, panelas de alumínio, conchas e colher. Pois, com o casamento recente com a Sra. Silvana Silva, isso o obrigava a melhorar os rendimentos para sustentar com dignidade ambos. Mas, as coisas ainda não estava como queria e aos 25 anos foi em busca de outras oportunidades. Então foi para Fortaleza em busca de novos desafios, ao chegar lá trabalhou inicialmente como temporário no combate a cólera. Prestando serviço para a prefeitura de Fortaleza por 3 meses.

Desempregado, usou seu veículo Kombi que havia adquirido no negócio anterior em Juazeiro para fazer frete na Ceasa e mudanças residenciais, isso para não ficar parado. Passou então a comprar ferro velho, litros, garrafas e revender para as sucatas e similares. Porém, sua vida não teve a mudança que esperava na capital do Estado.

Aos 35 anos decidiu voltar para Fortaleza e foi morar numa casa fornecida pela mãe, voltou  a ser camelô passando a seguir o mesmo cainho do pai, que também atuava no mesmo setor. Desta forma, passou a viajar como camelô também para os Estados do Piauí e Maranhão. Todavia, sua sina ainda não seria esta,  tantas dificuldades superadas mais ainda persistente em encontra uma atividade que seria aquela que viesse a mudar sua vida.

Destarte, aos 38 anos logrou a oportunidade que esperava, um amigo da família o pediu pra vender uma padaria para seus clientes e amigos. Depois de muitas tentativas de passar a padaria para a frente, não obteve êxito esperado. Ai, o Sr. Edilberto Santos, conhecido como Beto o convidou para ajuda-lo na padaria. Pois, o negócio não ia muito bem. O empresários estava individado, o que não informou para o Rômulo.

Como tinha aprendido a arte de padeiro e confeiteiro com o pai, não foi nada difícil atuar como padeiro, mesmo tendo passado muito tempo sem trabalhar em padaria, afinal este era seu dom e sua sina. Foi trabalhar com o Beto que seis meses depois o ofereceu a padaria. Como comprar uma padaria sem condições financeira nenhuma, pois era apenas um trabalhador, qual seja não tinha reserva financeira alguma, o Sr. Beto queria vender a padaria por R$ 12.000,00. O Rômulo passou a sonhar em ter aquele negócio. Pensou em vários caminho para realizar aquele sonho e buscou ajuda de amigos. Mas, não deixou de aplicar a sua melhor qualidade, a capacidade de barganhar.

Após pensar com cautela, chegou para o Beto e desse que pagaria R$ 5.000,00 pela padaria. O empresário não aceitou este valor, negócio vai, negócio vem, até que conseguiu fechar o negócio pelo valor de R$ 6.000,00, metade do valor inicial. E como não tinha dinheiro, parcelou o valor. Todavia, acabou pagando não ao proprietário do negócio mais as credores. Que toda semana iam cobrar o débito que o Sr. Beto deixou. Esta não tinha sido a negociação, pois foi pagando as dívidas existente até pagar o valor da padaria que comprou.
A padaria iniciada em 1982 tinha um cilindro com capacidade para 5kg, uma masseira para 10/kg, uma modeladora e um forno a gás com 6 bandejas. Um estrutura de negócio pequeno. Com estes equipamentos produza pães, bolos e biscoitos. Mas, tinha uma dificuldade, para fazer os bolos tinha que bater a massa manualmente, isto com o fim de obter maior produção.

Todavia, aconteceu um fato inusitado, um dos credores teve a iniciativa de tomar a padaria para cobrir os débitos deixados pelo Beto. Mas, o Rômulo se valeu dos seus direitos, e, afirmou que jamais teve débito com algum dos mesmo, pois a dívida não era dele mais do Beto e por considerar ser correto pagou aos mesmos até o valor que era devido ao Beto. Porém, não era responsável por nenhuma dívida assumida pelo dono da padaria antes de comprar. Conseguiu se livrar do problema e continuou seu negócio.

Havia recebido a padaria com três meses de atraso no aluguel, na energia e na água. O que procurou quitar o mais rápido possível. É um homem honesto e sem nenhuma dívida que busque quitar, apresenta moral ilibada.  Em 2002 a proprietária do imóvel onde funcionava a padaria D. Nádia resolveu vender o ponto de funcionamento do negócio. Ressalte-se que a empresa funciona até hoje na Rua Carolina Sobreira, n° 523, bairro Franciscano.

Era uma casa de taipa e a mesma queria vender por R$ 45.000,00, um valor que o mesmo não possuía, a avaliação da casa foi feita por um corretor de imóvel, que perguntou ao Rômulo quanto valia aquele imóvel, e, ele disse R$ 15.000,00, barganhado com é tem sempre que começar com um valor baixo. Com essa estratégia acabou comprando imóvel por R$ 30.000,00. Para isso, como não tinha reservas financeira, buscou recurso com familiares e amigos, tendo conseguido R$ 10.000,00 para a entrada e negocio o valor de R$ 20.000,00 em 16 parcelas mensais d R$ 1.250,00. Tendo cumprido pontualmente com seus débitos.

Outra situação desagradável que aconteceu foi num certo final de semana, onde circulando com uma moto que possuía, a qual não estava com a documentação em dia, foi abordado pelo Detran/Ce. O que acarretou na apreensão da moto, Isso ocorreu num sábado. No dia seguinte (domingo) seu veículo Kombi foi roubada. Foram momentos inesperados e que deixou o empresário conturbado. Para não ficar sem a Kombi, registrou o boletim de ocorrência e divulgou o ocorrido nas rádios e pra todos os amigos. Sem nenhum veículo foi atrás da moto no Detran, a qual foi entregue para ser vendida para ferro velho. Como estava sem veículo continuou andando na moto.

Num certo dia o foi procurado por um sargento o qual comunicou que havia uma veículo em Brejo Santo com as características de sua Kombi. Foi a Brejo acompanhado da polícia militar e civil e identificou que tratava realmente de seu veículo. Tendo-o obtido de volta. As coisas estavam voltando ao normal.

Com o negócio andando bem em 2008, iniciou a reforma da casa de taipa onde funcionava a padaria. Foi um processo paulatino, tendo começado inicialmente pelo setor da produção, buscando atender as orientações da Vigilância Sanitária. A cada 6 meses buscava a melhoria de um departamento da padaria, até concluir tudo em 2010. Agora em 2017 irá fazer uma nova reforma com vista a modernizar a Loja da Padaria. Proporcionando uma ambiente mais satisfatório para a clientela e sortindo a oferta de produtos.

Tem um dizer que “hoje padaria vende até pão” Na verdade isso significa que é possível ofertar uma grande variedade de produtos e serviços, desde os produtos tradicionais até a oferta de:  café da manhã, almoço e jantar. Variando com produtos como tapioca, pizzas, caldo e outros produtos conforme a conveniência do horário.

O Rômulo mesmo sendo semianalfabeto, sempre gostou de se capacitar, tendo participado de vários cursos do Sebrae nas áreas de finanças, marketing, recursos humanos e outros. Também já participou das missões a Fipan, Congrepan, Finopan e Cearapáo. Participou do Propan em 2008, momento que se tornou uma liderança no setor, sendo considerado um dos “três mosqueteiros” do Sindpan do Cariri. Isso por que está sempre presente nos movimentos do setor, nas feiras e/ou eventos locais se envolve e colabora de forma contundente. Também não se nega a prestar orientação e ajudar a qualquer um que precise de sua ajuda. Se convidado vai até a padaria e ajudar a corrigir os produtos que estejam apresentando problema.

Hoje a empresa se apresenta com uma estrutura moderna, possui ultra congelador, adquirido em 2014, câmara fria, (2016), conjunto automático (2016) e um cilindro semiautomático que foi comprado em 2017. O empresário também está ofertando pães congelados, que são ofertado em 02 pontos comerciais que abriu, onde vende todos os produtos que fabrica, atendendo bairros circunvizinhos. Também revende os pães congelados para outras padarias. Recentemente adquiriu a empresa Casa da Coxinhas, o empresário vendeu a empresa por ia para os Estados Unidos e o Rômulo identificou como um oportunidade pra ser explorada.

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