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Inovação | MELHORIA NA COMPETITIVIDADE
Impressão 3D abre espaço para novos modelos de negócio

Com preços mais acessíveis, o mercado das impressoras 3D abre espaço para as micro e pequenas empresas.

· 30/11/2015 · Atualizado em 11/02/2016
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Mesmo sendo comercializadas há cerca de três décadas, somente nos últimos anos as impressoras 3D têm se tornado uma opção viável para as empresas de pequeno porte. A redução dos preços gerou não somente a democratização da tecnologia como também um forte crescimento do setor.

Segundo dados da empresa de consultoria Gartner, a estimativa é que, até 2019, haja ampliação de 64,1% em carregamentos de impressoras 3D empresariais. A expectativa é decorrente também do crescimento das micro e pequenas empresas que têm apostado nesse tipo de serviço.

Para aqueles que ainda não conhecem a tecnologia, as impressoras 3D funcionam assim: por meio de um computador, tablet ou smartphone, é possível transferir para a máquina um molde digital do produto a ser “impresso”. O equipamento, então, cria o objeto através de um método chamado aditivo.

Atualmente, é possível utilizar a impressão 3D em materiais como plásticos, ligas avançadas de níquel, fibra de carbono ou de vidro. Os usos são diversos, desde decoração à medicina especializada.

Vantagens

Entre os principais benefícios do uso de impressoras 3D está a qualidade dos itens criados, uma vez que essas máquinas trabalham com elevados índices de precisão. Tudo é feito sem o uso de materiais tóxicos, o que, muitas vezes, é comum nos modelos de produção convencionais.

A possibilidade de testar os protótipos é outra forte qualidade dessa tecnologia. Reduzindo o risco de erros e desperdícios ao ser iniciada a produção, também são reduzidos os custos do processo. Além disso, a impressão 3D permite personalizar as peças de acordo com as diferentes necessidades, basta atualizar o molde digital antes da impressão.

Diferentes usos

A produção de peças para indústrias e manufaturas é uma das áreas em que as micro e pequenas empresas que utilizam as impressoras 3D mais atuam. Os subfornecedores de petróleo e gás (P&G), por exemplo, com o uso dessa tecnologia, produzem produtos personalizados, protótipos, além de peças e componentes para equipamentos das gigantes do setor.

Na saúde, a impressora 3D tem sido usada principalmente na produção de membros artificiais. Esses novos tipos de prótese são mais baratos, leves e fáceis de serem substituídos.

Outro exemplo de uso da tecnologia na área médica vem da empresa paulista 3dux Medical Solutions. Fundada por estudantes de medicina com um investimento inicial de R$ 200 mil, hoje o negócio comercializa reproduções de partes do corpo humano a partir de radiografias. A ideia é complementar diagnósticos e facilitar o planejamento de cirurgias.

Também em São Paulo, a empresa Robtec cria, por meio da impressão 3D, bonecos que são miniaturas idênticas dos seus clientes – vendidos entre R$ 100 e R$ 900. Mensalmente, a empresa fabrica mais de 100 unidades e tem a expectativa de faturar até R$ 100 mil por mês.

Até mesmo alimentos já se tornaram alvo da impressão 3D. O designer brasileiro Marcelo Coelho e o engenheiro israelense Amit Zoran, por exemplo, criaram a Cornucópia, uma máquina voltada para a produção de chocolates. Basta colocar os ingredientes desejados e deixar que a impressora produza o alimento.

Como fazer

Os empreendedores interessados em utilizar essa tecnologia nos negócios devem fazer uma análise criteriosa do mercado, a fim de identificar a demanda pelos produtos que pretendem comercializar.

Criatividade e inovação são características fundamentais de quem deseja atuar no setor. Também é preciso aprender a modelar e utilizar os softwares de edição 3D, por isso não deixe de investir em cursos de capacitação.

Apesar de já existirem modelos mais acessíveis, boa parte das impressoras 3D ainda possui alto custo. Quanto menor o tempo de impressão, maior costuma ser o preço. Por isso, o empresário deve pesquisar bem as diversas opções disponíveis.

Identifique o tipo de equipamento de que precisa e analise o valor de aquisição e, sobretudo, de manutenção. Somente com todas essas informações será possível decidir se o investimento é ou não válido.

Artigo produzido pela Avante Brasil em coautoria com a Coordenadora Nacional de Tecnologia da Informação do Sebrae, Rosana Cristóvão de Melo, e informações da Gartner.
 

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